<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815</id><updated>2012-02-10T20:41:40.333-08:00</updated><title type='text'>MiMiMiX</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>122</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-4255107659387317599</id><published>2011-07-23T13:20:00.003-07:00</published><updated>2011-07-23T13:22:50.921-07:00</updated><title type='text'>"Estamos Juntos" tenta ser um ensaio sobre a vida na cidade grande</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-m7EgGLb0DKo/TistL2Ax7II/AAAAAAAAAvI/1zRDUtXYWMI/s1600/estamos_juntos_filme.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 218px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-m7EgGLb0DKo/TistL2Ax7II/AAAAAAAAAvI/1zRDUtXYWMI/s320/estamos_juntos_filme.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632645440457534594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dado momento da projeção de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estamos Juntos&lt;/span&gt;, dois personagens estão refletindo sentados no topo de um prédio quando um deles diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu acho que o céu de São Paulo é o inverso. Para ver as estrelas, você tem que olhar de cima para baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse momento lírico, que nos traz as dúvidas e incertezas de personagens esmagados pela realidade da cidade grande, logo é substituído pela volta de uma trama que a todo o momento se opõe à narrativa que o filme tenta desenvolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Hilton Lacerda, o longa conta a história de Carmen (Leandra Leal), uma médica que mora na cidade de São Paulo. O melhor amigo de Carmen é Murilo (Cauã Reymond), que é apaixonado pelo argentino Juan (Nazareno Casero, a revelação do filme). Quando Carmen subitamente se vê envolvida em um triângulo amoroso, ocorre uma situação inesperada que a faz repensar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pequenas coisas (a cena do prédio) se perdem nos grandes temas que o filme tenta enfocar, mas que não o faz satisfatoriamente já que a narrativa não une elementos como pobreza e riqueza, a relação médico e paciente, amizade e solidão. Em vez disso, o filme se perde na brecha entre expectativa e resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a visão cinzenta dos prédios de São Paulo, o filme caminha entre a opressão e a angústia de uma médica cheia de sonhos. Alternando planos amplos de imagens aéreas da cidade com closes fechados do rosto dos personagens,&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Estamos Juntos&lt;/span&gt; é uma tentativa frustrada de um ensaio sobre a melancolia típica das grandes cidades, onde, por mais que estejamos rodeados por milhões de pessoas, estamos, na verdade, sozinhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-4255107659387317599?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/4255107659387317599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=4255107659387317599&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4255107659387317599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4255107659387317599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2011/07/estamos-juntos-tenta-ser-um-ensaio_6805.html' title='&quot;Estamos Juntos&quot; tenta ser um ensaio sobre a vida na cidade grande'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-m7EgGLb0DKo/TistL2Ax7II/AAAAAAAAAvI/1zRDUtXYWMI/s72-c/estamos_juntos_filme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-2502738114798416426</id><published>2011-07-19T18:26:00.001-07:00</published><updated>2011-07-19T18:28:48.978-07:00</updated><title type='text'>"Dulce Guerrilheira" no SESC TV</title><content type='html'>O curta-documentário &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dulce Guerrilheira&lt;/span&gt; está no catálogo do projeto Curta Doc e em breve integrará o catálogo do SESC TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, que conta a história de Dulce Maia, uma das mulheres que combateram a ditadura militar, pode ser assistido pela internet pelo site:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.curtadoc.tv/curta/index.php?id=986"&gt;http://www.curtadoc.tv/curta/index.php?id=986&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-2502738114798416426?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/2502738114798416426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=2502738114798416426&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/2502738114798416426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/2502738114798416426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2011/07/dulce-guerrilheira-no-sesc-tv.html' title='&quot;Dulce Guerrilheira&quot; no SESC TV'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3936931072609047299</id><published>2010-04-04T19:43:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T19:44:07.298-07:00</updated><title type='text'>Implosão</title><content type='html'>Eu aprendi a ter vergonha.&lt;br /&gt;Eu aprendi a calar a boca, a olhar pra baixo e andar torto, por causa de um joelho dolorido, um pouco torto, meio manco, tipo um pinguim.&lt;br /&gt;Eu aprendi a baixar os olhos e, ainda assim, olhar para os lados. E a ver a gente. Ver o velho senhor idoso, sentado no metrô com uma sacola de compras. Ou a jovem mãe japonesa, que nem fala português direito, com o filhinho no colo não querer sentar porque vai descer na próxima estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aprendi sobre os jovens de hoje. Que muitos não estão por aí só pela putaria. Que muitos, não sei se a minoria, mas isso nem importa tanto, que muitos não se importam só em fazer muito sexo ou ficar loucos com álcool e/ou outras substâncias.&lt;br /&gt;Eu aprendi que tem gente que já teve histórico negativo de traição e que trai mesmo assim. E aprendi que tem gente que não trai, que tem gente que acredita e, se acredita é em alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aprendi que tem gente que gosta de beijar homens e beijar mulheres e às vezes os dois ao mesmo tempo, mas que abre mão de tudo isso por um amor verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aprendi que a vida é feita de pontos altos e baixos, só que o ponto alto demora muito mais, enquanto que, para chegar ao ponto baixo, precisa de pouca coisa, às vezes minutos, segundos ou apenas um instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aprendi a ser exilado. Exilado em mim mesmo. E foi assim que eu aprendi, mas só aprendi porque foi comigo mesmo, que todo mundo precisa de uma segunda oportunidade e que, talvez, as pessoas sejam muito, muito melhores depois que ela acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se acontece. Porque eu aprendi que tem muita gente que não tem outra chance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aprendi a não conseguir rir mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a fazer uma cara tão amargurada, que eu até me assusto quando me olho no espelho. E daí eu rio, mas não mais do que dois segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi que você tem sempre que fazer alguma coisa, nem que esta coisa seja comprar uma passagem para um lugar qualquer do mapa para tentar recomeçar. Tudo, tudo mesmo, amigos, equipes de trabalho, uma vida nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi que para isso é preciso ter coragem. Ou ser covarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi que existem certos sentimentos. E que a chuva e água da chuva limpam e podem revigorar o ânimo das pessoas. Mas aprendi, também, que há certos casos em que nem um dilúvio, junto com um mergulho em alto mar, somado a todo o vento dos furacões, mais trovões e trovoadas com proporções atômicas, conseguem tirar uma coisa que está lá dentro, bem no fundo. Talvez tão lá no fundo que já nem se pode notar que tem alguma coisa ali, porque é muito semelhante com o vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi que as estrelas podem fazer companhias, mas que também podem nos deixar solitários. Depende da perspectiva. E, assim, eu aprendi que tudo depende de como você olha, mas que o olhar não depende só de você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3936931072609047299?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3936931072609047299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3936931072609047299&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3936931072609047299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3936931072609047299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2010/04/implosao.html' title='Implosão'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-8987032007479652967</id><published>2009-10-22T16:23:00.000-07:00</published><updated>2009-10-22T16:47:56.753-07:00</updated><title type='text'>Um rosto na multidão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SuDsqVObT-I/AAAAAAAAAmg/VosTNgHaYcg/s1600-h/asd.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 209px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SuDsqVObT-I/AAAAAAAAAmg/VosTNgHaYcg/s320/asd.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395572565586169826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;originalmente publicado em&lt;br /&gt;http://objethos.wordpress.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a jornalista Marcia Jeffries (Patricia Neal), foi a um presídio, nos idos dos anos 50, ela esperava achar um ou outro personagem curioso que interessasse ao programa de rádio “Um rosto na multidão”. Ali, ela encontra Larry “Lonesome” Rhodes (Andy Griffith), um encrenqueiro e ex-presidiário alcoólatra que fará sucesso com suas músicas no violão e com o estilo stand-up comedy de falar ao público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, Lonesome Rhodes ganha um programa próprio na principal rádio da cidade (fictícia) de Pickett, no estado norte-americano do Arkansas. Não passará muito tempo até que ele seja contratado por emissoras de televisão de outros estados, até chegar a Nova York, onde ele terá a oportunidade de ser visto e ouvido por quase todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rosto na multidão é baseado no conto The Arkansas Traveler, cujo escritor, Budd Schulberg, é também roteirista do filme. O projeto foi a oportunidade que o diretor Elia Kazan (Uma rua chamada pecado; A Luz é para Todos; Viva Zapata!) encontrou para refletir sobre a época em que o rádio estava sendo substituído pela televisão como meio de entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, acompanhamos a transformação por que passa o personagem de Lonesome Rhodes, que vai de queridinho da cidade pequena a grande apresentador de televisão de uma metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rhodes conquista os ouvintes e os primeiros telespectadores exibindo um jeito simples de ser e de tratar as pessoas, um sujeito caipira sincero que se recusa a anunciar os comerciais dos patrocinadores – “esses comerciais… minha boca se recusa a dizê-los” – e que consegue arrecadar dinheiro para uma pobre desabrigada ou para um garoto de cadeira de rodas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo se modifica quando ele chega em Nova York para apresentar um programa de ampla divulgação. Sabemos que Lonesome Rhodes já não é mais o mesmo quando ele anuncia, com estardalhaço, o produto dos patrocinadores – as pílulas de suplemento alimentar Vitajex. Daí, só mais alguns passos até que o caipira simpático se transforme em um magnata inescrupuloso, chegando a chamar de “ovelhas que fazem tudo o que eu mandar” àqueles que o assistem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obcecado pelo Ibope e pelo prestígio, Lonesome Rhodes não enxerga mais nada a não ser a fama e o glamour que a TV, instrumento de persuasão da massa, segundo um dos produtores do programa, lhe trouxe. Repare nas cenas em que ele está fora do ar: todas as conversas giram em torno do aumento do número de telespectadores. O resultado é previsível e imortalizado na cena em que o ex-presidiário desce do elevador junto com a audiência do programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns personagens da trama foram baseados em pessoas reais, como em Tennessee Ernie Ford, que, a partir de uma canção, conseguiu um programa semanal na rede NBC. Ou, ainda, em Arthur Godfrey, astro da CBS que costumava não anunciar produtos os quais não acreditava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época do lançamento, em 1957, “Um rosto na multidão” foi timidamente recebido pelo público e pela crítica. Do culto ao apresentador ao poder que as pessoas delegam a alguém que fala atrás de uma tela. Da falta de memória do público à espera do próximo fenômeno da televisão. À luz dos tempos, analisando a obra cinquenta e dois anos depois, a impressão é de que o assunto ainda é assustadoramente relevante e atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    FICHA TÉCNICA&lt;br /&gt;    Título original: A face in the crowd&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    1957, EUA&lt;br /&gt;    Com Andy Griffith, Patrícia Neal, Anthony Franciosa, Walter Matthau&lt;br /&gt;    125 minutos&lt;br /&gt;    Direção: Elia Kazan&lt;br /&gt;    Roteiro: Budd Schulberg&lt;br /&gt;    Produção: Elia Kazan&lt;br /&gt;    Direção de Arte: Richard Sylbert e Paul Sylbert&lt;br /&gt;    Edição: Gene Milford&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    (Fonte: IMDB)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-8987032007479652967?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/8987032007479652967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=8987032007479652967&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/8987032007479652967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/8987032007479652967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/10/um-rosto-na-multidao.html' title='Um rosto na multidão'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SuDsqVObT-I/AAAAAAAAAmg/VosTNgHaYcg/s72-c/asd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-1864286159319484802</id><published>2009-10-18T19:40:00.002-07:00</published><updated>2009-10-18T19:42:20.576-07:00</updated><title type='text'>Iracema, uma transa amazônica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/StvR5D4UoyI/AAAAAAAAAmY/Ry6P0ad2JBg/s1600-h/eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 208px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/StvR5D4UoyI/AAAAAAAAAmY/Ry6P0ad2JBg/s320/eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394135756930589474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1974, Jorge Bodansky, Orlando Senna e Wolf Gauer desenvolveram uma experiência radical de hibridização entre o registro ficcional e não-ficcional. A idéia surgiu quando Bodansky, que era fotógrafo da Realidade, a revista de reportagens especiais da editora Abril nos anos 60, esteve na rodovia Belém-Brasília. Ali, ele testemunhou a movimentação de caminhões, bem como as queimadas, o desmatamento, a miséria e a prostituição infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando o cotidiano que se engendrava naquele ambiente, ele decidiu retratar a população local, com imagens do dia-a-dia, em paralelo com o caminho do motorista Tião Brasil Grande (Paulo César Peréio) e da jovem Iracema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto da ditadura do governo Médici (1969-74), a construção da BR-230 era um dos carros-chefe do desenvolvimentismo que a nação – “Brasil Grande” - elaborava de acordo com as diretrizes do chamado Milagre Econômico. Assim, o personagem do caminhoneiro Tião é perpassado de ironia a todo o momento. Ironia essa que custaria caro para o projeto. Produzido para uma televisão alemã, os militares utilizariam esse argumento para censurar Iracema que, como produção estrangeira, não representava o Brasil nem os brasileiros. O filme só foi liberado em 1981.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o compromisso social de fazer do cinema uma denúncia, revelação e interpretação das mazelas do país, Jorge Bodansky, Orlando Senna e Wolf Gauer expõem situações de violência, exploração e dominação de classe, em uma Amazônia nada familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o filme contribui para complexificar a realidade e as informações que temos sobre o norte do país, é a Tião Brasil Grande que devemos essa provocação. Como espécie de anti-herói, o personagem de Pereio é um provocador que toma atitudes condenáveis pela insensibilidade de não enxergar a humanidade nos outros. Para ele, tudo se trata de “ser esperto” e “saber se virar” e é desse jeito que ele se transforma em imagem metafórica do Brasil, que expande suas fronteiras mas explora, degrada e humilha nesse meio tempo. Com Iracema, a realidade bate à porta. Nada de imagens agradáveis, bonitas e triunfalistas sobre a Amazônia. É hora de ver a poeira provocada pelos caminhões que embaçam a visão e poluem o ambiente com fumaça escura. É hora de ouvir a serra elétrica que corta as árvores sem lei, ordem ou consciência ambiental. É hora de ver a índia prostituta, pobre, desdentada e suja. É hora de ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-1864286159319484802?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/1864286159319484802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=1864286159319484802&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1864286159319484802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1864286159319484802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/10/iracema-uma-transa-amazonica_18.html' title='Iracema, uma transa amazônica'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/StvR5D4UoyI/AAAAAAAAAmY/Ry6P0ad2JBg/s72-c/eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-4705998992078445603</id><published>2009-10-18T19:40:00.000-07:00</published><updated>2009-10-18T19:41:24.987-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-4705998992078445603?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/4705998992078445603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=4705998992078445603&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4705998992078445603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4705998992078445603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-1752951462209216261</id><published>2009-09-30T07:10:00.000-07:00</published><updated>2009-09-30T07:28:16.629-07:00</updated><title type='text'>Notas - "Na pior em Paris e Londres"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SsNqScwwoCI/AAAAAAAAAmQ/tQS5uLtcU4o/s1600-h/aaaaaaaaa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SsNqScwwoCI/AAAAAAAAAmQ/tQS5uLtcU4o/s320/aaaaaaaaa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387266444456140834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando você se aproxima da pobreza, faz uma descoberta que supera algumas outras (...). E há outro sentimento que serve de grande consolo na pobreza. Acredito que todos que ficaram duros já o experimentaram. É um sentimento de alívio, quase de prazer, de você saber que está, genuinamente na pior. Tantas vezes você falou sobre entrar pelo cano - e, bem, aqui está o cano, você entrou nele e é capaz de aguentar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;George Orwell, pseudônimo de Erich Arhtur Blair, nasceu em 1903 na Índia. Depois de trabalhar como policial do Império Britânico na Birmânia, ele decidiu investigar o modo de ser da população que vivem à margem da sociedade. Quis viver como um pobre. Em primeira pessoa, o escritor relata seu caminho por Londres e Paris, onde passou fome por dias antes de conseguir um trabalho como lavador de pratos em um hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas reflexões, o escritor que se tornaria célebre por &lt;span style="font-style:italic;"&gt;1984 &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Revolução dos Bichos&lt;/span&gt;, fala sobre o que poderia ser feito em relação aos mendigos. Sugerindo que os albergues tivessem um esquema em que os mendigos pudessem trabalhar para se sustentarem, algo como uma horta de onde tirar alimento, o autor admite a inutilidade da vida de um vagabundo, mas se esforça para pensar possibilidades de melhorá-la. Os albergues, assim, não seriam auto-suficientes, "mas poderiam percorrer um bom caminho nessa direção e, a longo prazo, os impostos provavelmente se beneficiariam disso. No sistema atual dos anos 30 - que se estende aos dias de hoje - o mendigo é considerado peso morto e vivem em uma dieta que acaba por destruir a saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um plano para fazer com que vidas humanas - estigmatizadas por preconceitos como "todo mendigo é bêbado", "descarados parasitas sociais", "perigosos" - sejam vividas de modo mais descente e digno, "melhorando a condição dos mendigos sem impor mais ônus às localidades".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-1752951462209216261?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/1752951462209216261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=1752951462209216261&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1752951462209216261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1752951462209216261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/09/notas-na-pior-em-paris-e-londres.html' title='Notas - &quot;Na pior em Paris e Londres&quot;'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SsNqScwwoCI/AAAAAAAAAmQ/tQS5uLtcU4o/s72-c/aaaaaaaaa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-7907610023636769614</id><published>2009-09-26T21:17:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T21:41:46.691-07:00</updated><title type='text'>A gênese do Jornalismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Sr7sHkuqXHI/AAAAAAAAAmI/T5Fl0Rxn23o/s1600-h/aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Sr7sHkuqXHI/AAAAAAAAAmI/T5Fl0Rxn23o/s320/aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386001819244321906" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor português Jorge Pedro Souza (&lt;em&gt;Universidade Fernando Pessoa e Centro de Investigação, Media e Jornalismo&lt;/em&gt;) esteve na UFSC no início do mês para ministrar uma oficina sobre História do Jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transmissão de informações é uma de sobrevivênvia, uma vez que a troca de informações foi vital à evolução do ser humano. Há três vertentes acerca do fenômeno jornalístico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Existe desde a antiguidade porque desde ali existem dispositivos e meios para a troca regular e organizada de informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) É uma invenção da Modernidade, estando ligado à aparição da tipografia e ao surgimento, expansão e aquisição de periodicidade da impensa na Europa, embora tenha como antecedente imediato as folhas noticiosas volantes, manuscritos e impressos que surgiram entre a Baixa Idade Média e o Renascimento. As condições técnicas são vistas, aqui, como essenciais para o surgimento de Jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Nasce no século XIX devido ao aparecimento de dispositivos técnicos (impressoras e rotativas), que permitiram a massificação do jornais, além da invenção de dispostivos auxiliares que facilitavam a transmissão de informação à distância (telégrafo e cabos submarinos) e máquinas fotográficas. Assim, criam-se as agências noticiosas internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São três posições que não se excluem. Jorge Pedro Souza, no entanto, defende a tese da origem sócio-cultuiral do jornalismo, afirmando que sua gênese provém da Antiguidade. É assim que ele explica que ao longo dos tempos, fixam-se as formas de transmitir notícias contando história, que se iniciam nos &lt;em&gt;contributos &lt;/em&gt;da retórica clássica greco-romana: quem, quando, como, o que, onde, porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra contribuição ao jornalismo vem da literatura clássica, no jeito de contar a história antecipando o final, hierarquizando informações. Daí o que conhecemos como lead, o primeiro parágrafo da notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre outras contribuições, temos a narrativa cronológica, a historiografia, intenções de verdade (tipo de relato que se vincula aquele que aconteceu, factualidade e explicações humanas para ações humanas), as efemérides (registros de acontecimentos relevantes difundidos por toda a Grécia), as crônicas e registros históricos e geográficos, os relatos de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando responder a pergunta "Por que as notícias são como são?", o professor conta que desde a Antiguidade que se contam novidades ao público. A informação estaria ligada à sobrevivência no que diz respeito à preservação da memória e cultura, que originou relatos geográficos e historiográficos, orais e escritos, que se dividiam em duas partes: os míticos e os não míticos. Estes, por sua vez, geraram a forma das notícias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-7907610023636769614?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/7907610023636769614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=7907610023636769614&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7907610023636769614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7907610023636769614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/09/genese-do-jornalismo.html' title='A gênese do Jornalismo'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Sr7sHkuqXHI/AAAAAAAAAmI/T5Fl0Rxn23o/s72-c/aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-2232672772757464050</id><published>2009-09-25T13:47:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T13:51:15.694-07:00</updated><title type='text'>Comitê  Internacional da Cruz Vermelha no 60º  aniversário da última Convenção de Genebra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Sr0ssc6iV7I/AAAAAAAAAmA/gfU_xfe98vI/s1600-h/arte3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 306px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Sr0ssc6iV7I/AAAAAAAAAmA/gfU_xfe98vI/s320/arte3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385509871592560562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na História, sempre acontece assim: primeiro vem um ato terrível para depois se criarem normas para evitar que ele se repita.” Foi a partir daí que o assessor jurídico do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), o argentino Gabriel Valadares, pontuou as Convenções de Genebra em uma linha de acontecimentos relacionados em causa e efeito. Aos 60 anos do quarto e último tratado que delimitou normas em conflitos armados internacionais, Gabriel Valadares e Michel Minning -  chefe da delegação da Cruz Vermelha para o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – participaram do 8º Curso sobre Jornalismo em situações de conflito armado e outras formas de violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o 60º aniversário da última Convenção é um marco para o Direito Humanitário Internacional (DIH), não menos importante é mapear os locais de conflito que mais miséria, pobreza e carnificina geram na atualidade. Como na Somália, que vive há vinte anos em guerra e, para agravar a situação, ainda convive com uma seca que prejudica a colheita, deixa o gado em condições precárias e projeta uma insegurança alimentar na população, estimada em 8,3 milhões de habitantes dos quais 100 mil são refugiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse cenário de conflito está presente, em maior ou menor grau, em países como o Sudão, Paquistão, Iraque, Afeganistão, Congo, Sri Lanka, Israel. E é essa a área de atuação da Cruz Vermelha, que conta com 12 mil funcionários e estimativa de gastos anuais em US$ 1 bilhão, financiados voluntariamente por meio de contribuições de governos signatários das Covenções de Genebra, por organizações supranacionais, como a União Européia, e outras fontes públicas e privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nós não temos que responder aos estados, como tem que fazer a Organização das Nações Unidas. O CICV é independente”, explica Michael Minning. “É assim que atuamos livremente em favor das vítimas de conflitos em todo o mundo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que a organização não faz denúncias ou declarações de juízo de valor sobre os lados opostos de um conflito. “Em tempo de guerra, nem tudo é permitido”, avalia Gabriel Valadares. “Não se trata de justificar as ações nos conflitos, mas diminuir o sofrimento das vítimas.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-2232672772757464050?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/2232672772757464050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=2232672772757464050&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/2232672772757464050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/2232672772757464050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/09/comite-internacional-da-cruz-vermelha.html' title='Comitê  Internacional da Cruz Vermelha no 60º  aniversário da última Convenção de Genebra'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Sr0ssc6iV7I/AAAAAAAAAmA/gfU_xfe98vI/s72-c/arte3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3909880219434059144</id><published>2009-09-16T10:22:00.001-07:00</published><updated>2009-09-16T10:23:32.571-07:00</updated><title type='text'>Notas - "Meu querido Vlado"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SrEe3Oxnd_I/AAAAAAAAAlg/UEg5HP7IEbI/s1600-h/mmmeeeeeeeeu.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 231px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SrEe3Oxnd_I/AAAAAAAAAlg/UEg5HP7IEbI/s320/mmmeeeeeeeeu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382116963892295666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Ditadura militar – ano de 1974. Com o fim da guerrilha do Araguaia, a luta armada de oposição ao regime se dissipou. Foi derrotada pelos militares. Os universitários de então preferiam votar nulo a votar em algum parlamentar do MDB. Não viam motivos de remar contra a maré. Era besteira, inútil, contraproducente. Então muitos deles, notadamente quem estudava na Escola de Comunicação e Artes da USP, usavam roupas estranhas, deixavam o cabelo sem pentear e passavam o dia olhando para o sol e promovendo corridas de tartaruga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Vlado se dirigindo à sua esposa, Clarice: “Só existem duas organizações no país com estrutura e condições de lutar contra a ditadura: a Igreja e o Partido Comunista. Como judeu, não posso entrar para a Igreja...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A Colina – sítio em Itapevi (Grande São Paulo) era ainda mais clandestino e blindado que os DOI-CODI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Ensinamentos de Vlado:&lt;br /&gt;“Um telejornal de emissora do governo também pode ser um bom telejornal. Para isso, não é preciso esquecer que se trata de emissora do governo. Basta não adotar uma atitude servil.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Paulo Markun também foi torturado. Mas sua memória lhe prega peças durante os quinze dias em que esteve preso. São lacunas que não lhe esclarecem alguns dados nem o trajeto que percorreu. “Mas jamais esquecerei a sensação de colocar sobre a cabeça o capuz que nos entregaram mais adiante e do cheiro assustador daquele pedaço de pano negro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O mais assustador era aquela mistura de ruídos. Portas batendo com força, gritos dos torturadores, urros de dor vagos e imprecisos, um rádio muito alto...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entrei numa sala onde me obrigaram a tirar a roupa. Da sala ao lado, eu ouvia os gritos dos torturadores e a voz de Dilea respondendo. Percebi que minha mulher começava a ser torturada.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3909880219434059144?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3909880219434059144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3909880219434059144&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3909880219434059144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3909880219434059144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/09/notas-meu-querido-vlado.html' title='Notas - &quot;Meu querido Vlado&quot;'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SrEe3Oxnd_I/AAAAAAAAAlg/UEg5HP7IEbI/s72-c/mmmeeeeeeeeu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-178283747074356697</id><published>2009-09-13T10:54:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T10:57:22.847-07:00</updated><title type='text'>Havia algo estragado ali dentro</title><content type='html'>Primeiro o coração disparou. Tanto e tão forte que quase saiu do peito. Depois veio a sensação de vazio, algo estragado, um podre interior que deixa tudo melancolicamente triste. Onde está a substância do cérebro que devia ser expelida agora para contrabalancear a sensação depressiva? Onde está a alegria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso era fruto de um pesadelo agitado, um sonho atemorizador que lhe fez sentir-se ruim. Estava mal, queria desligar-se de tudo sem entender o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala estava mal iluminada pelas primeiras horas da manhã. Na parede antes de chegar ao teto, os três triângulos filtravam as luzes iniciais do dia. Ele estava deitado no sofá-cama em uma sala em que outras cinco pessoas também dormiam, todas profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tudo rápido e instantâneo. Ele acordou assustado pelo sonho ruim, mas já não se lembrava de quase nada quando abriu os olhos. Só do olhar arregalado do companheiro com quem dividia o sofá-cama. Sustos noturnos, sonambulismo ou qualquer coisa que o valha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que acordou, sentiu que não era a única pessoa acordada - havia alguém que não se encontrava ali quando ele foi se deitar na noite anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, compreendeu. Não teve tempo de refletir. A dor aumentava, mas tudo o que ele teve que fazer foi aceitá-la e se levantar de uma vez por todas. Era hora de ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pé da escada, como lhe dissera a intuição, havia uma mulher alta, de costas, vestindo um capuz e um sobretudo negros. Quando sentiu sua presença, um arrepio rápido, frio e cortante lhe passou pelo corpo. Ele já tinha entendido e não pôde, por falta de tempo ou de alguma coisa mais forte, refletir no que fazia. Sem falar nada, com passos inseguros e instáveis, ele se limitou a seguir a sombra da mulher encapuzada. Era hora de ir embora com a Morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-178283747074356697?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/178283747074356697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=178283747074356697&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/178283747074356697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/178283747074356697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/09/algo-estragado-ali-dentro-estragado.html' title='Havia algo estragado ali dentro'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-2346525061334897405</id><published>2009-09-01T12:43:00.001-07:00</published><updated>2009-09-01T12:43:41.072-07:00</updated><title type='text'>O ipod nano</title><content type='html'>André saiu de casa e se esqueceu de fechar a segunda gaveta e de ajeitar o tapete. A luz ficou acesa e ele nem percebeu. No relógio, dez para as duas. Ou virava super-homem e saía voando pelos céus de São Paulo ou certamente perderia seu voo. Indicou para o taxista o aeroporto de Congonhas e sentou-se comodamente no banco estofado de couro. O coração disparava e por isso selecionou Frank Sinatra no ipod nano que ganhara de Rosângela. Então ele pensou no dia em que a conheceu. Lembrou da tempestade que o impediu de pegar o voo 456 com destino a Brasilia. Na hora, quando foi informado pelo comandante que as condições do tempo eram totalmente adversas para a decolagem, ele ficou puto. Voltou ao saguão da companhia aérea e esbravejou com a atendente, incorformado de ter que ficar mais um dia à toa na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora tudo parecia distante e sua memória lhe pregava peças: já não lembrava nem da cor dos cabelos da atendente que, na tentativa de acalmar a fúria do cliente, lhe ofereceu hospedagem paga pela companhia aéres, cujo nome não lhe vinha à mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou com um giro do polegar para a próxima canção: um rock dos Rolling Stones. E de repente Rosângela de novo bate na mente hiperativa de André. Encontram-se ao acaso no bar do aeroporto. Quanto tempo! Que saudade de você. Ele envergonh-se do suco de maracujá - ou seria abacaxi? - que pediu ao garçom. Para ela, um dry martini com azeitona verde, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela lhe conta das novidades. Estava se mudando para Rock Island. O voo sairia em duas horas, tempo suficiente para rirem do passado, das aventuras sexuais da adolescência, do casamento prematuro e do divórcio apressado. Viveram pouco tempo juntos. Pouco e intensamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tomou o avião e nunca mais deu notícias. Só de vez em quando é que Rosângela surge rápida na cabela de André. Em dias de chuva, de aeroporto, de dry martini ou sempre quando ele gira o polegar para mudar as músicas de seu ipod nano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-2346525061334897405?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/2346525061334897405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=2346525061334897405&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/2346525061334897405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/2346525061334897405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/09/o-ipod-nano.html' title='O ipod nano'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-479499001155124443</id><published>2009-08-07T15:43:00.000-07:00</published><updated>2009-08-07T15:46:58.856-07:00</updated><title type='text'>.Apenas o fim.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SnyuRGchmWI/AAAAAAAAAlY/_s9bsze-flA/s1600-h/aaaaaaaaaaaaa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 232px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SnyuRGchmWI/AAAAAAAAAlY/_s9bsze-flA/s320/aaaaaaaaaaaaa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367356464730052962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentimento é de desolação. Assistir a .Apenas o fim. provoca na gente uma coisa estranha, um estômago que desvira ou alguma força maior que nos deixa reflexivos, olhando automaticamente para o chão, a cabeça baixa e os passos contados um a um até o destino final. Isso graças ao roteiro e à condução da história, que, escrita e dirigida por Matheus Souza, faz com que uma hora e vinte minutos de projeção passem em um dia – o último – na vida de um casal universitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O status quo de Ele(Gregório Duviver), será abalado profundamente quando Ela (Érika Mader), depois de quatro meses de namoro, chega um dia dizendo que vai fugir e que só tem uma hora para o último encontro do casal. Ela quer mudar tudo, não está satisfeita com o que vive, se julga estranha, e não espera encontrar a felicidade no lugar para onde vai. Assim mesmo ela quer ir. Ele acha que isso é covardia. São um casal estranho, ele com os óculos do avô e camisetas do Star Wars, ela com uma beleza delineada pelas roupas de verão. Ele com o all-star verde. Ela, com o vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante toda a projeção acompanhamos os diálogos deles durante essa uma hora. Entre as cenas, vemos momentos mais íntimos do casal, passados na casa dele, entre leituras da revista Bravo! e controles de playstation. Ele é da Sony. Ela, da Nintendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença dos atores é fundamental para segurar o espectador na cadeira da sala de cinema. E, aqui, o roteiro favorece o lado de Ele. Ela é pontuada como a causadora de intriga, uma vez que vai abandonar o relacionamento aparentemente feliz (mesmo com Ela dizendo o contrário, vemos em memórias, olhares e na lágrima escorrida que ela nem sempre diz a verdade e que, provavelmente, a fuga tenha outras causas que desconhecemos). Ele quer mantê-la junta, mas não o faz de modo dramático. Pelo contrário, quando chorar é inevitável, ele se tranca no banheiro. Ele em preto e branco. Ela, em cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entremeados por tomadas, atuações e falas metalingustica - interessantes, mas não necessariamente marcantes quanto as tiradas de referência pop de uma geração que nasceu no fim dos anos 80-, o filme faz com que nos apaixonemos pelo casal, desejando realmente que terminem juntos, no tradicional happy end que, ausente da narrativa, nos deixará inquietos e nos fará pensar no filme por horas e horas. Em momentos, se deseja o clichê e já batido desenrolar dos fatos a ter que suportar uma separação brusca, cuja explicação não nos esclarece em nenhum momento. Por que eles têm de se separar se está claro que foram feitos um para o outro? A morte cinematográfica não vem, nem a explosão do carro que separaria o espírito de um e a carne de outro, à estilo de Ghost, citado por um dos personagens. Ele fala de amor. Ela acha que é clichê. Ele acha clichê falar que falar de amor é clichê. Ele tem as melhores tiradas. Ela, tira das melhores tiradas dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vem a desolação, que chega de mansinho e se instala quando sobem os créditos. Aí não tem mais jeito. Tudo é rápido, seco e sem volta. Ele não consegue evitar. Só pede o direito de vê-la partir, indo embora de costas. Ela lhe dá um pacotinho cujo conteúdo ficará restrito eternamente ao casal. E o filme chega ao ápice, na conclusão que aprendemos, mas que nosso coração insiste em não aceitar facilmente. Isto é só o fim. As pessoas tendem a achar que o fim é grande, épico, um drama hollywoodiano. Mas o fim é o fim. Um ponto final. “Ou você achou que seria para sempre?”, ela questiona. O que importa realmente, o que fica – ou deveria ficar –, é tudo o que vivemos junto ao outro, os momentos felizes, os nem tanto assim, as alegrias, risos e memórias, toda a vida que passou e foi bem vivida. Eles foram felizes, viveram momentos felizes, mas agora é o fim. Apenas o fim. Para ele e para ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-479499001155124443?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/479499001155124443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=479499001155124443&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/479499001155124443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/479499001155124443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/08/apenas-o-fim.html' title='.Apenas o fim.'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SnyuRGchmWI/AAAAAAAAAlY/_s9bsze-flA/s72-c/aaaaaaaaaaaaa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-589594693895566255</id><published>2009-08-07T15:39:00.000-07:00</published><updated>2009-08-07T15:40:31.590-07:00</updated><title type='text'>11 momentos</title><content type='html'>1º momento – a chegada tensa, ela é direta:&lt;br /&gt;- O que você quer falar comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º momento – o silêncio; afasta, volta, carinhos burocráticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º momento – não sei, sai da sala, vai pro quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º momento – abraçados, de lado, na cama, os óculos longe, ele pega e os põe juntos. Um, vermelho, virado de ponta cabela; o outro, do lado certo. Opostos e juntos. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Desfoque&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º momento – a discussão comportada, discordam, ele afasta os óculos de novo, ela não percebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6º momento – (na verdade antes do 5º) – ele chora, entende ou começa a entender o ciclo vicioso. Ela diz: a merda é que eu te conheço; como assim?; ... ; fala! ; eu sei que você vai preferir a amizade; ... ; ...; ...; a merda é que é também por isso que eu gosto de ti. – Ele chora ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7º momento – ela reclama do “tsc” que ele faz com frequencia, ele imagina (ou conclui, como preferir) que faz parte de um filme. Um filme clichê – ela diz. Porque tem sempre que vencer os maus, as adversidades, o casal; mas não, ele imagina que está dentro de um filme, com alguém que o controla (ele não sabe bem quem), um títere, um personagens cujas ações já se sabe de antemão, o ciclo. Ela sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8º momento – o sexo fragmentado e rápido. São quase 14h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9º momento – o abraço de lado de novo, a conversa; ele pede um tempo precisa de um tempo, logo ela (e ele) vai dizer (ou pensar em dizer): clichê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10º momento – ele fala uma coisa, “tsc” (lembrando depois que ela não gosta); desculpa-se, fala uma coisa, mas logo se lembra de que ela não vai gostar; palavra inapropriada; ele corrije rápido, muda de palavra, imediatamente se lembrando de que faz parte de um filme em que o roteirista riscou a palavra que ele tinha dito. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Desfoque&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11º momento – tudo fica igual (houve mudança), ou seja, nada muito definido, mas aquilo não lhe sai da cabeça, de que é personagem dentro do filme, alguém manda, ele lembra depois que lá entre o 7º e o  8º momentos, ela mudou de tom, ficou meio séria sobre a história do filme, dizendo que era ele quem escolhia, ele quem fazia o filme e que as opções seriam clichês devido unicamente às escolhas dele (“coloca e fecha numa caixinha e abre só na primavera”, palavras dela), mas ela não o enganaria, ele está mesmo num filme, títere, alguém tá dirigindo, o Grande Enunciador, ele diz, e sai andando e pensando, justamente pensando que tudo passa e todo pensamento não são propriamente dele, mas propriedade do Enunciador; aí ele tem o insight brilhante de se rebelar, bolar um jeito de se voltar contra o Big Boss e tenta pensar em algo, alguma coisa para recuperar, se é que ele teve um dia, a liberdade; daí ele pensa que tudo, mesmo o pensamento rebelde, é propriedade do Enunciador e continua pensando sobre isso enquanto enquadra com os olhos os próprios pés andando na rua e imagina que aqueles passos não são fruto de sua própria vontade. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Desfoque&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-589594693895566255?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/589594693895566255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=589594693895566255&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/589594693895566255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/589594693895566255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/08/11-momentos.html' title='11 momentos'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-2135352101568798846</id><published>2009-08-07T15:12:00.001-07:00</published><updated>2009-08-07T15:12:52.613-07:00</updated><title type='text'>O metrossexual, o coração e a pelúcia</title><content type='html'>Era impossível para ele entender. Como era possível? O que aconteceu? Caralho! Logo ele, que estava nessa fase nova, de cuidar do corpo, manter a auto-estima aceitável, arrumar-se todo o dia, cuidar dos cabelos, do corpo, da mente e da alma, limpar as unhas e passa cremes para hidratar o corpo. Ele era aquilo que vira na televisão: um metrossexual. Mas, contra o preconceito de amigos que achavam que só existem dois tipos de homens na face da terra, ele se julgava um novo ser. E gostava disso, se gostava mais, se podemos dizer assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso era tão difícil entender. A mulher por quem era apaixonado não poderia ter feito o que fez. Não na cabeça dele. Casados há um ano e meio, os dois sempre tiveram um relacionamento que era citado por amigos do casal quando queriam se referir a um casamento bem sucedido. Alternavam-se nas tarefas de casa, ele cuidava dela como ninguém (ela mesma teria lhe dito isso), enquanto que ela o fazia feliz de um modo como jamais fora em seus sofridos trinta e dois anos. Viveram bons momentos nos sete anos desde que se conheceram, na boate Prings and Prestels. A independência profissional e financeira de ambos permitia-lhes uma vida confortável, sem apertos na contabilidade do mês e com folgas para um eventual passeio no campo ou um fim de semana na praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que raramente brigavam (tiveram apenas duas brigas grandes – uma por culpa dele, outra por culpa dela), como poderia ela ter feito o que fez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica difícil até de explicar. Ele saiu a uma viagem de negócios que lhe tomou um mês longe de casa. Falavam-se quase todo dia, morriam de amores e de saudades. Eles se amavam. Até que o único mês previsto para o trabalho foi estendido por mais oito dias a pedido do supervisor-chefe. Oito dias e ele estaria em casa. Ela não gostou da idéia. A saudade era tanta que não suportaria mais tempo longe do amado. Ele, com uma aflição crescente no peito, passava os dias a pensar, imaginando o momento da volta, a surpresa no rosto da esposa quando lhe desse a pelúcia que comprara em uma loja tradicional da cidade. O tempo se demorava e os dias se arrastavam em uma progressão de dor e angústia que ambos sentiam, ainda que ela demonstrasse menos do que ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente retornou a casa, ele a viu diferente. Os olhos do homem não mudaram, mas o olhar da mulher denunciava certa frieza. Então se confirmou o pior dos pesadelos da vida conjugal: a traição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentados no banquinho da mesa na cozinha, ela começou a chorar, arrependida do adultério. O sentimento dele era desolador, algo em torno do comovido e assustado, triste e desesperado, traído e destroçado. Sentia o coração em pedaços. A ela, ele lhe deu o que lhe parecia mais valioso. Para quê? Para ela destruir em uma noite o que tinham construído em sete anos. Porque para ele, a confiança é daqueles vidros preciosos, que depois de partido em pedaços nunca será reconstruído como antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não se desesperou e nem falou o que pensava em falar. Não gritou nem chorou. Não lhe veio palavrões na mente, nem demonstrou ira, raiva ou ódio. Apenas o olhar cabisbaixo dos cornos. Logo agora que ele estava na boa fase da vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu tô arrependida. Não sei porque fiz isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As respostas não serviam. Ele conhecia a velha ladainha: festas, amigas, carência, bebidas, o cara inescrupuloso que chega, o beijo sem escrúpulos, o dia seguinte, o arrependimento, o choro e a culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu te amo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele já tinha visto tudo isso em filme. Pensou rapidamente nas possibilidades, mas tomando a decisão, não voltou atrás nenhum segundo. Pegou suas coisas, arrumou tudo, e seguiu para longe dali, sem gritar, sem falar o que ela deveria ouvir, sem entender mas já tentando se acostumar aos sustos que a vida dá quando menos se espera. Bem quando estava na boa fase da vida... Puta que pariu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua cabeça não cabia a idéia: como ela foi lhe trair? E com um sujeito que, ele sabia, nem sequer limpava o pênis depois de urinar no banheiro. Como isso pôde acontecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu triste toda a vida. O bichinho de pelúcia ficou intacto no fundo de sua mala até encher de mofo e cheirar mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-2135352101568798846?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/2135352101568798846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=2135352101568798846&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/2135352101568798846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/2135352101568798846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/08/o-metrossexual-o-coracao-e-pelucia.html' title='O metrossexual, o coração e a pelúcia'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-8678480323957169291</id><published>2009-05-19T05:18:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T05:19:10.117-07:00</updated><title type='text'>Notas sobre “O Processo”, romance de Franz Kafka</title><content type='html'>Absurdo. Enredo ilógico. Tema: sofro um processo não sei do que, baseado em não sei que lei, com não sei que júri. Questionar costumes e crenças arbitrários da vida. O cara arrastado a um processo que, ele sabe, o arruinará. Universo sem esperanças. Banido o mito da salvação. Sem escapatória. Situação ilógica. Ou melhor, lógica específica, determinada pelas relações de força e pela lógica interna das obras jurídicas. Ou melhor, ilógica. A culpa que se torna inerente sem saber culpa do quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qu´est-ce que c´est?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-8678480323957169291?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/8678480323957169291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=8678480323957169291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/8678480323957169291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/8678480323957169291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/05/notas-sobre-o-processo-romance-de-franz.html' title='Notas sobre “O Processo”, romance de Franz Kafka'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-4134759381134403320</id><published>2009-04-28T14:50:00.000-07:00</published><updated>2009-04-28T14:52:47.709-07:00</updated><title type='text'>Los subversivos</title><content type='html'>Série de imagens de momentos de luta da população argentina contra o esquecimento dos crimes da última Ditadura Militar no país (1976-83). Selecionamos a província de Córdoba em três momentos no ano passado: a marcha para lembrar o dia do golpe militar, a manifestação contra altos comandantes na Ditadura e uma prisão clandestina de extermínio que hoje virou um museu para a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5VkgofCC-Lc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5VkgofCC-Lc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-4134759381134403320?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/4134759381134403320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=4134759381134403320&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4134759381134403320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4134759381134403320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/04/los-subversivos.html' title='Los subversivos'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-6199188447020995149</id><published>2009-04-23T01:25:00.000-07:00</published><updated>2009-04-23T01:27:52.096-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mas no mundo real da Ilha, a chuva só acaba (provisioriamente) às 5h25 da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grito. O grito de dor. De um cachorro: os homens percebem e os cães também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perfume dela invade o ambiente, espalha-se pelo ar e chega às narinas de quem se aproxima. O perfume a deixa mais bonita. Que estranho... Dá pra reconhecê-la de longe, mesmo sem ver. Mesmo cego, acho. É a marca dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que a semana acabe, você vai viver algo que vai ressignificar seus sentidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-6199188447020995149?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/6199188447020995149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=6199188447020995149&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/6199188447020995149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/6199188447020995149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/04/mas-no-mundo-real-da-ilha-chuva-so.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3311169799242870995</id><published>2009-04-22T03:25:00.000-07:00</published><updated>2009-04-22T03:51:07.762-07:00</updated><title type='text'>viagem praiana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Se72DdhZLvI/AAAAAAAAAkg/saj948HbMWg/s1600-h/DSC06708.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Se72DdhZLvI/AAAAAAAAAkg/saj948HbMWg/s320/DSC06708.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327465948550606578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Para aqueles que não sabem onde ir, quando todo mundo parece já ter uma meta, um fim, um objetivo: a praia. Esse é o tema da edição de abril da revista Trip.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Era razoavelmente claro que era furada a ideia simplista de que consumindo desesperadamente, competindo sem saber bem por que e desperdiçando a vida com atividades mecânicas, egoístas e desagradáveis em troca de pagamento nós aplacaríamos as angústias e o sofrimento e encontraríamos algum equilíbrio (...) Qual é a sua, praia?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praia que  representa mais do que apenas olhar para nossas origens. A praia como uma de nossas fontes de maior inspiração. A faixa de areia e mar que simboliza crenças, espaço de reflexão, fragmentos. O vento. O céu. A areia. O mar. As ondas. A praia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3311169799242870995?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3311169799242870995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3311169799242870995&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3311169799242870995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3311169799242870995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/04/viagem-praiana.html' title='viagem praiana'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Se72DdhZLvI/AAAAAAAAAkg/saj948HbMWg/s72-c/DSC06708.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-1506430401066476586</id><published>2009-04-13T20:41:00.001-07:00</published><updated>2009-04-13T20:41:29.941-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- David Burne.&lt;br /&gt;- David Burne – ela encostou os lábios na orelha dele e repetiu baixinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- David Burne.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-1506430401066476586?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/1506430401066476586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=1506430401066476586&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1506430401066476586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1506430401066476586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/04/david-burne.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3666694465014585237</id><published>2009-04-13T20:36:00.002-07:00</published><updated>2009-04-13T20:39:04.258-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SeQE_HCt0cI/AAAAAAAAAkY/d4nyJOoypXY/s1600-h/aaaa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 193px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SeQE_HCt0cI/AAAAAAAAAkY/d4nyJOoypXY/s320/aaaa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324386141727478210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3666694465014585237?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3666694465014585237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3666694465014585237&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3666694465014585237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3666694465014585237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SeQE_HCt0cI/AAAAAAAAAkY/d4nyJOoypXY/s72-c/aaaa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3369144553040368542</id><published>2009-04-13T20:36:00.001-07:00</published><updated>2009-04-13T20:36:22.842-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Eu cubro o solo e o solo me toca, mas eu não deixo nada cair sobre ele. Porque... Você sabe, eu sou de asfalto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-indent: -35.4pt;"&gt;-Ah – responde o caminho. – E onde você dá?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-indent: -35.4pt;"&gt;- Eu não sei, não. Eu sou só a estrada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-indent: -35.4pt;"&gt;- E você, como estrada, não dá em nada? Qual é o objetivo da coisa toda, afinal?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-indent: -35.4pt;"&gt;- É que pra dar em algum lugar eu preciso de um caminho. Você sabe aonde você vai dar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-indent: -35.4pt;"&gt;- Sim. É claro que sei, uai. Eu dou no destino que as pessoas querem que eu dê. Eu só sou o caminho. Elas é que percorrem pra onde quer que elas queiram ou aonde quer que as levem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-indent: -35.4pt;"&gt;- Entendo. Então você é só o caminho que serve para ser moldado de acordo com as tais circunstâncias?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-indent: -35.4pt;"&gt;- É, mas que circunstâncias?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-indent: -35.4pt;"&gt;- As circunstâncias do destino.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-indent: -35.4pt;"&gt;- Ih, não vem falar de destino, não. Com ele eu não tenho nada. Eu sou só o caminho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-indent: -35.4pt;"&gt;- Mas foi você quem falou em destino primeiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-indent: -35.4pt;"&gt;- É, mas eu sou só o caminho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-indent: -35.4pt;"&gt;- E eu sou a estrada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-indent: -35.4pt;"&gt;- Prazer. Muito prazer.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3369144553040368542?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3369144553040368542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3369144553040368542&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3369144553040368542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3369144553040368542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/04/normal-0-21-false-false-false.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-7172787522470293585</id><published>2009-04-13T19:10:00.001-07:00</published><updated>2009-04-13T19:12:45.911-07:00</updated><title type='text'>II. Espacio y Tiempo</title><content type='html'>Los acontecimientos están inscritos dentro de un espacio singular, no solo un lugar geográfico, sino un soporte dramático que produce efectos y sentidos y es construido. El relato fílmico puede, al contrario de la literatura, mezclar acontecimientos simultáneos. Polifonía informacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuando vemos una película hacemos una tele transportación espacial. Eso significa que tenemos que salir de la sala de cine y adentrar en el espacio fílmico, en el universo de la película, en la diégesis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una secuencia cinematográfica es el producto de una rearticulación constante del campo y del fuera de campo. Encuadrar es admitir en el campo y descartar el fuera de campo (la relación entre el espacio mostrado y el espacio no mostrado). Por su mera presencia, el encuadre ya instituye una exclusión.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Articulación espacial entre dos planos:&lt;br /&gt;1) Identidad – “aquí mismo”;&lt;br /&gt;2) Alteridad:&lt;br /&gt;a. Contigüidad – “aquí”, como en una conversación campo-contracampo;&lt;br /&gt;b. Disyunción:&lt;br /&gt;i. Proximal – “allá”: cuando la cámara nos hace franquear dos espacios adyacentes separados por un muro, sin pasar por el intermediario de un personaje que nos lleve de uno a otro;&lt;br /&gt;ii. Distal – “más allá”: Nosferatu (1922) o en una llamada telefónica – otros espacios, “más allá”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenemos que diferenciar el espacio de la historia (construcción mental derivada de las imágenes que suscitan las palabras (en la literatura) del discurso, que reduce a mero esquema la totalidad del universo de la historia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ejes principales:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) In (en campo)/ Off (fuera de campo)&lt;br /&gt;2) Estático/Dinámico – según la movimentación de los personajes y/o la cámara&lt;br /&gt;3) Orgánico/Disorganico – según se presente más o menos conexo o unitário, más o menos caótico, disperso o fragmentado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La impresión de realidad que la imagen suscita en el espectador proviene de la adecuación entre dos construcciones culturales: a) el espacio diegético de la narración fílmica, que reúne los signos que se precisan para representar un espacio, conforme una imagen culturalmente aceptada; b) las imágenes del espacio preexistentes en la mente del espectador (y de su imaginario).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin embargo, el espacio cumple otras funciones, como:&lt;br /&gt;a) Organización del material narrativo: producir sensación de cohesión y coherencia;&lt;br /&gt;b) Verosimilitud;&lt;br /&gt;c) Género: constitución particular del espacio, por ejemplo en las películas de western;&lt;br /&gt;d) Elemento caracterizador de personajes: una crisis personal, una ruptura;&lt;br /&gt;e) Exponente de relaciones psicológicas o índole ideológica: cerca/lejos; protección/indefensión – el espacio en que viven los personajes es, en cierta medida, una proyección de ellos mismo (espacio como elemento caracterizador de los personajes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incluso en algunas películas en las que el espacio inicialmente no parece poseer más valor que el referencial, va adquiriendo valores añadidos a medida que se desarrolla el discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En el cine todo está siempre en el presente. El filme como objeto estaría en el pasado (ha filmado una acción que ha ido); la imagen fílmica estaría en presente (sigue la acción “en directo”), de modo que el espectador siempre percibe el movimiento como actual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo relato plantea dos temporalidades: la de los acontecimientos relatados y la relativa al acto mismo de relatar. Así pues, el relato tiene una temporalidad específica, distinta de la historia, y articulada en tres niveles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) El orden – la sucesión de los acontecimientos;&lt;br /&gt;2) La duración – comparando el tiempo que duran en la diégesis y en que tardamos a narrarlos;&lt;br /&gt;3) La frecuencia – el número de veces que tal o cual acontecimiento se halla evocado por el relato en relación al número de veces que se supone que sobreviene en la diégesis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En respecto a la orden, tenemos la analepsis (la vuelta atrás) y la prolepsis (el salto adelante), llevando en cuenta el relato de base, que puede ser definido generalmente por la primera escena del inicio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para la duración, tomemos en cuenta el tiempo de la historia y el tiempo del relato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Sumario, resumen (lo más habitual): Th (80 anos) &gt;Tr (2h);&lt;br /&gt;b) Descripción, pausa – no transcurre ninguna acción (algunos documentales): Th=0; Tr=x (tiende al infinito);&lt;br /&gt;c) Elipsis: corresponde a un silencio textual (narrativa) acerca de ciertos acontecimientos que, según la diégesis, han tenido lugar. Característico en películas de suspense, ocurre una supresión temporal, contradictoria por definición: Th=x; Tr=0;&lt;br /&gt;d) Escena (diálogo): Th=Tr (plano-secuencia);&lt;br /&gt;e) Dilatación (cámara lenta, varias perspectivas): Th&lt;tr.&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, la frecuencia es la relación establecida entre el número de veces que se evoca tal o cual acontecimiento en el relato y el numero de veces que se supone que ocurre en la diégesis. El caso más común es cada secuencia constituida por planos que muestran una acción o un gesto particular. El relato progresa aportando informaciones narrativas siempre nuevas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatos singulativos (un relato para una historia), repetitivos (n relatos para una historia), iterativos (un relato para n historias – un acontecimiento presentándonos a diferentes presos o “los hombres y las mujeres se arrodillaban mientras la procesión seguía su camino”, nos mostrando las acciones individuales en raccords),&lt;br /&gt;&lt;/tr.&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-7172787522470293585?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/7172787522470293585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=7172787522470293585&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7172787522470293585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7172787522470293585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/04/ii-espacio-y-tiempo.html' title='II. Espacio y Tiempo'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-5662138528495288539</id><published>2009-04-06T12:46:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T12:52:10.712-07:00</updated><title type='text'>Labirinto</title><content type='html'>O professor de óculos, semi-careca e, com o cabelo que ainda lhe resta, inteiramente branco, falava há duas horas sem interrupções. Discursava - porque essa é a palavra mais adequada - sobre pessimismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós estamos em um labirinto. Não sabemos onde está a saída. Temos que ir indo, por tentativa e erro. Ou seja, nós estamos sempre numa grande escuridão. Vamos tentando nos guiar, com algumas lanternas. A filosofia e a ciência. O ponto é que a esperança é um sentimento religioso. Nós estamos em um caminho escuro, mas não podemos ter esperança de encontrar a saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, um estudante levantou da primeira cadeira, olhou fixamente para o professor semi-careca, ergueu a pistola 9mm e atirou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-5662138528495288539?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/5662138528495288539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=5662138528495288539&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5662138528495288539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5662138528495288539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/04/labirinto.html' title='Labirinto'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-5532484065351184005</id><published>2009-04-05T20:10:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T20:11:18.217-07:00</updated><title type='text'>I. Narratividad del film</title><content type='html'>Al principio tenemos que saber muy bien la diferencia entre historia y discurso. La historia (¿qué?) es el conjunto de acontecimientos que se relatan, la serie cronológica de los acontecimientos relatados, mientras el discurso (¿cómo?) seria la forma en que se narran los acontecimientos, o sea, la manera de relatarlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Un relato tiene un inicio y un final; es una secuencia doblemente temporal: la de la cosa narrada y la que deriva del acto narrativo en si; toda narrativa es un discurso, una seria de enunciados que remite necesariamente a un sujeto de la enunciación; en toda imagen hay al menos un enunciado. La imagen de una casa no significa “casa”, sino “he aquí una casa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En la imagen son emitidos señales no sólo por actores, pero también por una instancia situada en alguna parte superior, el “gran imaginador”, instancia que nos proporciona informaciones sobre los sucesivos estados de los personajes, en un orden dado, con un vocabulario escogido, y que nos transmite, más o menos, su punto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, no obstante, otro modo de transmitir informaciones narrativas cuando se privilegia, eliminando completamente el narrador del proceso de comunicación, la reunión de diversos personajes del relato. Actores que han revivir, en directo (aquí y ahora), las diversas peripecias que supuestamente han vivido (antes y en otra parte). Su principal manifestación está en la representación teatral y siguen la mimesis (imitación), en un sistema de mostración.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero, en el cine, la cámara que filma la interpretación del actor pode intervenir y modificar la percepción que tiene el espectador de la prestación de los actores, dirigiendo la mirada del espectador. Importante destacar, también, que en el cine sonoro el relato es doble, aunque generalmente todo está hecho para que el diálogo reduzca las ambigüedades de los enunciados visuales. Así que podemos considerar que las cinco materias de expresión (imágenes, ruidos, diálogos, textos escritos, música) tocan como las diferentes partes de una orquestra, ora al unísono, ora en contrapunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admitiremos que un documental se define como la presentación de seres o cosas existentes positivamente en la realidad afílmica, mientras que la ficción crea un mundo completo, aunque pueda parecerse al nuestro. Es eso lo que define la diégesis: todo lo que pertenece, dentro de la inteligibilidad de la historia relatada, al mundo propuesto o supuesto por la ficción.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diégesis = telling; narración; montaje&lt;br /&gt;Mimesis = showing; mostración; rodaje&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formas no narrativas – tipos generales (C.A.R.A.):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) categórica: dividen un tema en partes, como recorrer la tienda y filmar cada una de las partes;&lt;br /&gt;b) abstracta: atrae la atención hacia cualidades visuales y sonoras (forma, color, ritmo sonoro); &lt;br /&gt;c) retórica: presenta una argumentación y probas que la apoyen;&lt;br /&gt;d) asociativa: evocar una atmósfera; yuxtaposición de imágenes conectadas de forma libre para poder sugerir una emoción o concepto al espectador, como en la película &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tiempos Modernos&lt;/span&gt; (1936), de Chaplin.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-5532484065351184005?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/5532484065351184005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=5532484065351184005&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5532484065351184005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5532484065351184005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/04/i-narratividad-del-film.html' title='I. Narratividad del film'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-5696220582162665330</id><published>2009-04-05T20:06:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T20:09:15.874-07:00</updated><title type='text'>Cine y Narrativa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SdlyR2jCIlI/AAAAAAAAAkQ/1YuqTHj2VM0/s1600-h/CINE7111.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SdlyR2jCIlI/AAAAAAAAAkQ/1YuqTHj2VM0/s320/CINE7111.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321410085740749394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-5696220582162665330?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/5696220582162665330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=5696220582162665330&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5696220582162665330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5696220582162665330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/04/cine-y-narrativa.html' title='Cine y Narrativa'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SdlyR2jCIlI/AAAAAAAAAkQ/1YuqTHj2VM0/s72-c/CINE7111.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-4910904460072445840</id><published>2009-03-24T19:19:00.000-07:00</published><updated>2009-03-24T19:20:01.329-07:00</updated><title type='text'>Quinta roxa</title><content type='html'>Naquela quinta-feira, o florista não veio e ela não recebeu as flores roxas que costumava receber. Ela ficou meio balançada e bem triste. A depressão bateu forte, mas ela foi mais forte ainda para agüentar. Tinha de esperar pela próxima semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na outra quinta-feira, o florista também não veio. A depressão cresceu, a cabeça rodou e ela caiu no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima quinta-feira, a mesma coisa. Dessa vez o apetite faltou, e ela começou com os remédios antidepressivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última quinta-feira do mês, ela não podia mais suportar a situação. Os remédios aumentaram, ela ficou três dias sem comer e foi internada no domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No leito do hospital, seu melhor amigo veio fazer uma visita. Depois de tanto drama, ele, que estava drogado, concordou com a eutanásia. “Pra que viver se o amor não existe, se ele me abandonou, o jeito é eu encontrar Deus”, dizia ela, segurando frouxamente o braço do amigo gay. “Faz isso, por favor, senão eu mesma faço”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então faça.&lt;br /&gt;- Não, por favor. Você tem que me entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele fez. Tirou o gancho do soro e deixou-a falecer por um amor não correspondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quinta-feira seguinte, o florista apareceu com todas as flores juntas. Ele caiu doente, de uma enfermidade desconhecida pelos médicos da cidade, e não pôde entregar as flores e nem delegar ninguém para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando soube do ocorrido, ele foi direto levar o mês de flores acumuladas para o cemitério. Não havia mais nada que ele podia fazer a não ser despejar as pequenas flores roxas no caixão da menina, naquela quinta-feira cinzenta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-4910904460072445840?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/4910904460072445840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=4910904460072445840&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4910904460072445840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4910904460072445840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/03/quinta-roxa.html' title='Quinta roxa'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3496953847162953719</id><published>2009-03-20T17:30:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T17:32:15.283-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando ele colocou a câmera na frente do sujeito, um único pensamento: é bem isso o que eu queria fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem defronte não esboça sorriso. Dá uma leve coçadinha na ponta do nariz antes de ficar mirando fixamente o cineasta e seu aparato fílmico. A sala, bem iluminada, carrega a atmosfera de um ambiente alegre, porém tenso. Os dois estão na ponta direita do lugar, esperando para começar a entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode falar. – diz o cineasta.&lt;br /&gt;O outro começa o relato emocionado, mas antes da emoção propriamente dita, se passam três horas de gravação, com três pausas para trocar de fita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Era bem isso o que eu queria fazer”, pensa o cineasta. E é só isso o que lhe vem à mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já não entendo de morte, de vida, de prosa ou poesia.&lt;br /&gt;Eu não quero a aceleração dos carros, dos ônibus, do metrô. Vida acelerada é sinônimo de quê? De que dá pra assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. E dá? Tem gente que consegue jogar baralho, mexer no computador, ler um livro e acariciar o gato. Tudo ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei... Sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A câmera fazia o barulhinho habitual e a loira não tirava os olhos dos óculos de Ronaldo. Ela gostava de se ver, gostava de ser vista, apreciada, mirada, filmada. A loira dos saltos vermelhos não tinha muito pra falar. Ela se embananava toda, ia e vinha, saía e voltava. Que raiva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que tou fazendo, nem onde tô indo. Sei que tô... Sei que tô indo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3496953847162953719?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3496953847162953719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3496953847162953719&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3496953847162953719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3496953847162953719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/03/quando-ele-colocou-camera-na-frente-do.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-1217059825256522760</id><published>2009-03-10T21:12:00.000-07:00</published><updated>2009-03-10T21:17:05.584-07:00</updated><title type='text'>Learning...</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5CPEDROS%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;"I believe that if you go deep enough into characters they become so real that their stories &lt;i&gt;feel&lt;/i&gt; like make-believe. They &lt;i&gt;feel&lt;/i&gt; like fiction. I want to evoke the fictional current that flows beneath the stream of reality." (Gay Talese) &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-1217059825256522760?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/1217059825256522760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=1217059825256522760&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1217059825256522760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1217059825256522760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/03/learning.html' title='Learning...'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-5700087117065149297</id><published>2009-03-09T22:57:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T23:00:04.061-07:00</updated><title type='text'>New York... New York...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SbYBvpr0oCI/AAAAAAAAAiA/UjMddj4gEGE/s1600-h/ny6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SbYBvpr0oCI/AAAAAAAAAiA/UjMddj4gEGE/s320/ny6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311434728685215778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SbYBo9OUQtI/AAAAAAAAAhs/Vzod9q-CFIk/s1600-h/ny5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SbYBo9OUQtI/AAAAAAAAAhs/Vzod9q-CFIk/s320/ny5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311434613671084754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SbYBoqHjEkI/AAAAAAAAAhk/1K1qT5Wj0G4/s1600-h/ny4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SbYBoqHjEkI/AAAAAAAAAhk/1K1qT5Wj0G4/s320/ny4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311434608542421570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SbYBoT-ySUI/AAAAAAAAAhc/DzVdcgAes-4/s1600-h/ny3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SbYBoT-ySUI/AAAAAAAAAhc/DzVdcgAes-4/s320/ny3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311434602600089922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SbYBn3FOiQI/AAAAAAAAAhU/OJ0Y6HpJfrc/s1600-h/ny2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SbYBn3FOiQI/AAAAAAAAAhU/OJ0Y6HpJfrc/s320/ny2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311434594842478850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SbYBnkZ1s7I/AAAAAAAAAhM/RX7-XcPLU5k/s1600-h/ny1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SbYBnkZ1s7I/AAAAAAAAAhM/RX7-XcPLU5k/s320/ny1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311434589828658098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-5700087117065149297?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/5700087117065149297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=5700087117065149297&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5700087117065149297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5700087117065149297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2009/03/new-york-new-york.html' title='New York... New York...'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SbYBvpr0oCI/AAAAAAAAAiA/UjMddj4gEGE/s72-c/ny6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3319560535263834453</id><published>2008-11-25T19:20:00.000-08:00</published><updated>2008-11-25T19:24:15.109-08:00</updated><title type='text'>Uma ficção diferente das outras?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Consuelo Lins, no texto "Documentário: uma ficção diferente das outras?" define documentário  como a forma de cinema que sempre se apoiou na imagem concebida como uma boa representação do real.&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;color:green;"   &gt;"Com mais ou menos paixão, os movimentos dessa forma de cinema procuraram constantemente um melhor adequação entre a imagem e o mundo, entre a representação e a realidade, pela utilização de certas técnicas, práticas e estéticas, qualificadas então como mais aptas do que outras para capturar a realidade e o mundo."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;color:green;"   &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para isso, ela estabelece cinco pontos de partida:&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;color:green;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;1)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Todo documentário é um artefato construído por blocos de espaço-tempo, fabricando seus efeitos, impressões, sensações, pontos de vista, visões de mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;2)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;No entanto, por mais artificial que seja a imagem automática, há sempre um “grão de real” que adere à imagem e ultrapassa toda figuração (=natureza paradoxal);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;3)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Não há técnica, metodologia ou estética mais aptas que outras para captar o real e o mundo;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;4)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;O ato de filmar implica uma metamorfose daqueles que filmam e dos que são filmados, que pode ser assumida ou disfarçadas por convenções estabelecidas;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;5)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:7;"  &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;O documentário não tem uma essência realista e não é necessariamente mais próximo da realidade do que a ficção. Ele foi criado foi criado a partir dessa crença, que é na verdade uma invenção, produzida por práticas e discursos específicos. Isso não impede que essa forma de cinema tenha aberto belas vias para o cinema em geral.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3319560535263834453?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3319560535263834453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3319560535263834453&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3319560535263834453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3319560535263834453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/11/uma-fico-diferente-das-outras.html' title='Uma ficção diferente das outras?'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-294196731198337535</id><published>2008-11-22T09:22:00.000-08:00</published><updated>2008-11-22T09:27:04.681-08:00</updated><title type='text'>DVD duplo da VII Semana do Jornalismo</title><content type='html'>Divido o relatório que fizemos sobre erros e acertos na autoração do DVD da VII Semana do Jornalismo. Depois de muito (muito, muitíssimo) trabalho, o DVD duplo está pronto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O lançamento do DVD da VII Semana do Jornalismo acontece nesta segunda-feira, dia 24 de novembro, em uma confraternização no bar Volantes às 19h.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;O produto, vendido a R$ 15, conta com dois DVDs. O primeiro disco apresenta o compacto das palestras e mesas de discussão. O disco II conta com entrevistas exclusivas com alguns convidados: Fred Melo Paiva, Arthur Dapieve, Ruy Castro, Cremilda Medina, Roger Rodriguez, Diego Barredo e Marcelo Tas.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O lucro será revertido para o Centro Acadêmico Adelmo Genro Filho.&lt;/p&gt;  ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SShArN185qI/AAAAAAAAAXA/lZJdoop45AA/s1600-h/com.sete.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SShArN185qI/AAAAAAAAAXA/lZJdoop45AA/s320/com.sete.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271534475031668386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era relativamente fácil e, inexplicavelmente, nunca feito : pegar as palestras e mesas de discussão e colocá-las tudo num DVD para registro, curiosidades e formas de difusão além dos cinco dias do evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, da VII Semana, faltou sentar e planejar tudo antecipadamente. As coisas foram surgindo, as tarefas, acumulando, e tivemos que tomar decisões em cima da hora, algumas unilateralmente, inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas não foram muito planejadas em dois aspectos: a transmissão ao vivo e a autoração do DVD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas seis semanas anteriores, a transmissão ao vivo ficava por conta do pessoal de ensino à distância, do LIBRAS, que, comandado pelo técnico Roberto Vargas, faziam o trabalho, ao qual já estão acostumados, sem grandes problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na VII Semana, eles não puderam nos ajudar. Na abertura, segunda-feira, o material que tínhamos gravado estava na baixíssima qualidade da transmissão ao vivo. Colocar a primeira palestra e mesa de discussão no DVD seria um problema. O jeito foi nos (re)organizarmos para, além da captura pela câmera que estava transmitindo ao vivo, gravarmos em qualidade aceitável com as câmeras mini-DV do curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa organização em cima da hora exigiu custos. Estamos trabalhando com aproximadamente dez acontecimentos de mais de uma hora. Em formato AVI (o de mais alta resolução), uma hora de fita equivale a 13 gigabytes! Haja fitas mini-DV, e espaço físico para tanto. Tivemos que improvisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos assim: além da câmera do “ao vivo”, colocamos duas outras câmeras, uma ao lado da “ao vivo”, e outra mais próxima ao palco, do lado direito da platéia. Essas câmeras gravariam com mini-DV e teríamos chance de fazer uma edição mais elaborada, com mudança de planos e angulações. Se duas câmeras filmam a mesma coisa, é fundamental sincronizá-las. Seria a função da claquete. Nós fazíamos no “olhômetro”: três, dois, um – um olhava para o outro e apertava REC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que deu mais ou menos certo. Achamos que o lance do DVD não era, necessariamente, inserir todas as palestras e mesas (até porque temos o limite de mídia de 4.7GB ou duas horas de gravação na qualidade EP). Tínhamos que editar no máximo trinta minutos que capturariam, na medida do possível, o espírito do evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, de noite, quando as palestras acabavam, uns iam jantar, outros iam encher a cara no bar. O pessoal do vídeo tinha que agilizar tudo para o dia seguinte. O conteúdo das fitas do dia era capturado direto para um PC, por cabo firewire, e, se possível, a edição do dia já era feita. Isso porque era difícil trabalhar com arquivos de mais de 20GB por vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso amadorismo prejudicou o resultado final. Gravamos na melhor resolução – formato AVI -, mas o DVD (todos eles, desde o camelô com “Tropa de Elite” à edição especial gold deluxe de “O Senhor dos Anéis”) compacta para o formato MPEG2, que ocupa um terço do tamanho do AVI. Mas como nos dividimos para editar as palestras e mesas, alguns exportaram em mpeg2-dvd, outros em outras formas de mpeg-2. Não sei por que, na hora de jogar tudo no DVD alguns arquivos não eram lidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha solução, pensada no auge do nervosismo: reconverter tudo para AVI e jogar em AVI no programa, que, por sua vez, readapta o formato para mpeg2 automaticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só fiz isso porque tive o auxílio de uma máquina potente e de um HD externo. Mas creio ter feito uma das piores coisas. Apesar de ter consultado algumas pessoas para saber se essa reconversão prejudicaria a qualidade – e esses consultores terem respondido “não” -, me pareceu, vendo o resultado final, que estraguei as imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensava que era fácil autorar um DVD. Com os vídeos na mão era só jogar tudo, colocar um menu, umas letrinhas e listo. Mas, de novo, parte por amadorismo e parte por trabalhar com muitos arquivos pesados, demorei mais do que esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum programa – desses tipo Roxio ou “faça seu DVD em five minutes” – servia para minha idéia de DVD, com menus animados, fontes coloridas, música de fundo. Optei pelo Adobe Encore, o mais profissional dos programas de autoração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi difícil aprender o básico. Algumas coisas tive que readaptar. Até agora não sei por que o programa não aceitou o menu animado. Tive que usar uma figura estática do photoshop. O som no menu deu problema e travou infinitas vezes na hora de terminar (depois de testes bem sucedidos, diga-se de passagem). Tive que deixar sem som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo: foram jogados no lixo 12 mídias de DVD. As últimas por mais amadorismo: eu esqueci que, para rodar em aparelhos de DVDs, a velocidade de gravação deve ser bem baixa. Nervoso que estava, coloquei em 4x, mas 8x já dá conta do recado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, depois de muito trabalho e tensão, o primeiro DVD da Semana do Jornalismo estava pronto. Não do jeito bom, não do modo ideal (a qualidade de imagem deixou a desejar, a edição, cortes e planos, podia ser melhor, o som nas entrevistas deixou (muito) a desejar, faltou equalizar o som de tudo, a cobertura do churrasco do Dalton devia ter sido mais contundente), mas estava pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entrevistas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um DVD com o compacto das palestras, nos parecia, muito pouco. Desde o começo, tínhamos a idéia de entrevistar alguns convidados. Tínhamos que aproveitar a oportunidade de encontrar os caras bambas do Jornalismo  que viriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, veio a idéia de um bate-papo antes de entrevistas. Mais do que uma lista de perguntas prontas, no estilo de alguém que precisa preencher um relatório (ou pauta, como chamam por aí), o objetivo era conversar, conhecer as idéias daquele pessoal, bem no estilo das propostas de Cremilda Medina e o famoso diálogo possível. Mais ou menos como escreve Arlindo Machado no livro A televisão levada a sério:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A eficiência do diálogo na televisão (em nosso caso, para o DVD), depende de uma autonomia real (...). Não pode haver debate quando há o constrangimento de um script determinando o que se deve dizer, de que maneira dizer, ou em que circunstância intervir”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim: diálogos. E longe da produção do estúdio. Queríamos ir até o lugar onde os convidados estavam, quem sabe gravar com a praia de fundo. Mas a idéia não deu certo. Precisávamos de carros para chegar, baterias potentes (só disponibilizadas para as câmeras de TCC) e microfones de lapela que não sofressem interferências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos usar o estúdio da UFSC mesmo. Então tínhamos que arrumá-lo. Logo na segunda-feira, fiquei um bom tempo conversando com Henrique Guião, do Labtele, sobre nossa propostas, sobre luzes, sobre locais onde o entrevistado ficaria mais bem posicionado. Ele fez a cenografia e as luzes. Optamos planos que mostrassem os bastidores: a câmera aparecendo, a televisão (-zinha) de fundo, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a produção pronta fomos “para o ar” com Fred Melo Paiva. Eu e Fernanda Dutra. Eu, com uma folha na mão; ela, com um caderninho. Mas não estava escrito nada nem comigo, nem com ela. Nada melhor para conversar em vez de entrevistar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o resto das entrevistas foi mais ou menos a mesma coisa. A idéia era deixar livre para participar das entrevistas quem quisesse, não só para o DVD da Semana, mas para outras atividades do curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que deu mais ou menos certo, com exceção (de novo) da qualidade da imagem e, principalmente do áudio. A tentativa de conversa, não tanto. Pareceu entrevista mesmo no final das contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Final&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, obviamente, muito (muitíssimo) que aprender e melhorar. De qualquer forma, para um primeiro experimento, me pareceu bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as próximas semanas, acho que deve ter uma equipe fixa só para se dedicar aos vídeos e à produção de DVD. Quanto mais gente comprometida com o resultado final tiver nessa área, a carga (pesadíssima) vai ser aliviada. É um trabalho estressante e exaustivo, mas vale a pena quando se chega no produto final. Mesmo sem menus animados nem sons de fundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-294196731198337535?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/294196731198337535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=294196731198337535&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/294196731198337535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/294196731198337535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/11/dvd-duplo-da-vii-semana-do-jornalismo.html' title='DVD duplo da VII Semana do Jornalismo'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SShArN185qI/AAAAAAAAAXA/lZJdoop45AA/s72-c/com.sete.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-4072907669821252490</id><published>2008-11-04T04:52:00.000-08:00</published><updated>2008-11-04T04:54:17.978-08:00</updated><title type='text'>FIZ+Sotaques I</title><content type='html'>O programa FIZ+Sotaques é um tipo – pioneiro, diga-se de passagem – de jornalismo colaborativo. Funciona da seguinte forma: os videorrepórteres espalhados por algumas partes do Brasil (não todas, infelizmente, e a maioria ainda na região sudeste e sul) encontram gente interessante que ajude a compor um quadro plural sobre um determinado tema. Daí o título "Sotaques" (o "FIZ" é por ser ligado ao canal da editora Abril, o FIZTV). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, com todas as entrevistas e imagens de apoio enviadas para a sede, o programa é editado com base nas falas das pessoas, sem o aparecimento (muitas vezes desnecessários) de um repórter asséptico ou da chamada &lt;span style="font-style:italic;"&gt;voice-over&lt;/span&gt; (ou voz de Deus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu participo firmemente há umas seis ou sete edições e. preparando minha parte para ser exibida toda segunda-feira, às 22h45 no FIZTV (www.fiztv.com.br) – e no canal 16 da TVA analógica e no canal 20 da TVA digital, em São Paulo (capital e interior), Santa Catarina (Florianópolis e Camboriú), Paraná (Curitiba e Foz do Iguaçu), Rio de Janeiro (capital) e Minas Gerais (Uberlândia) - eu aprendi bastante muita coisa, a maioria delas dificilmente de ser veiculada por se tratar de minha relação subjetiva com os temas e, principalmente, com os entrevistados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fiz+Sotaques tem o diferencial da história ser contada pela voz dos diversos entrevistados, com os sotaques característicos deles. Mas não sejamos ingênuos. Isso é simplesmente a linguagem que adotamos. A edição está presente como em todos os outros produtos jornalísticos e o resultado não deixa de ser o recorte que nós, jornalistas, demos ao tema. Me parece, porém, que a história pela na voz das pessoas é mais interessante, dá um ar mais do tipo "a história deles contada por eles" (e daí o slogan do programa: "Fiz+Sotaques: jornalismo no plural").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me fascina esse método – bem utilizado pelo documentarista Eduardo Coutinho – por ser diferente da linguagem que se usa habitualmente na maioria dos veículos de TV, em que o repórter aparece mais como o doutrinador, o sabidão, ainda que, repito, as várias vozes estejam a favor de uma edição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa inteiro pode ser visto em www.sotaquesdobrasil.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, o último programa, dividido em dois blocos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://fiztv.uol.com.br/f/embed/17695"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://fiztv.uol.com.br/f/embed/17697"&gt;&lt;/script&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-4072907669821252490?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/4072907669821252490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=4072907669821252490&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4072907669821252490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4072907669821252490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/11/fizsotaques-i.html' title='FIZ+Sotaques I'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3751476229455254703</id><published>2008-11-01T08:25:00.000-07:00</published><updated>2008-11-01T08:35:59.553-07:00</updated><title type='text'>¡¡Películas!!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SQx2pfsnWHI/AAAAAAAAAW4/UDyzWodm5xA/s1600-h/peliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 192px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SQx2pfsnWHI/AAAAAAAAAW4/UDyzWodm5xA/s320/peliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263712519744608370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um vício, uma coisa que muitas vezes me atrapalha a vida. Eu largo os estudos e o trabalho para depois, esqueço das leituras básicas da faculdade e cancelo compromissos. Não é droga, não é álcool, nem chocolate. O meu problema é com filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece de repente. Surge uma ordem no meu cérebro. Sou obrigado a cumprí-la no instante em que ela aparece. Ou, no máximo, quando não é possível ter um DVD na hora – como num ponto de ônibus, na sala de aula ou no meio de uma festa -, até dá para planejar para depois, desde que o depois não demore muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Preciso ver um filme.” Chega a ser uma necessidade. Tudo fica para outra hora. Se tenho muitas coisas para fazer, minha mente perturbada acaba bolando uma estratégia para que eu possa saciar o vício sem muita culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que está acontecendo agora. Quando eu penso que devia – e em muitos casos, devia mesmo – estar fazendo outra coisa que não assistindo a uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;película&lt;/span&gt;, meu pensamento me diz que ver esse filme vai me fazer bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desculpa do momento só funciona com filmes em inglês. “É para desenvolver vocabulário e fluência na língua”, diz uma parte de mim, tirando qualquer peso na consciência. Agora que já tenho as coisas mais difíceis para viver os próximos três meses nos Estados Unidos – o visto norte-americano e financiamento para a viagem -, parece imprescindível assistir tantos filmes falados em inglês quanto possível.&lt;br /&gt;E assim vivemos todos. Cada um com suas manias e vícios...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3751476229455254703?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3751476229455254703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3751476229455254703&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3751476229455254703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3751476229455254703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/11/pelculas.html' title='¡¡Películas!!'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SQx2pfsnWHI/AAAAAAAAAW4/UDyzWodm5xA/s72-c/peliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-411267092090325775</id><published>2008-10-29T12:38:00.000-07:00</published><updated>2008-10-29T12:42:54.484-07:00</updated><title type='text'>Pedaço do livro da estrada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SQi7zWPrsZI/AAAAAAAAAWw/dtFSZdseqb0/s1600-h/dwwwwwwwwwww.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 209px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SQi7zWPrsZI/AAAAAAAAAWw/dtFSZdseqb0/s320/dwwwwwwwwwww.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262662655401505170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante – pop! – pode-se ver um brilho azul e intenso...” (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;On the road&lt;/span&gt;, de Jack Kerouac, p. 25)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-411267092090325775?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/411267092090325775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=411267092090325775&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/411267092090325775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/411267092090325775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/10/trecho-do-livro-da-estrada.html' title='Pedaço do livro da estrada'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SQi7zWPrsZI/AAAAAAAAAWw/dtFSZdseqb0/s72-c/dwwwwwwwwwww.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-2605951181489760983</id><published>2008-10-13T11:20:00.000-07:00</published><updated>2008-10-13T11:29:05.902-07:00</updated><title type='text'>13</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SPOSEDuGOLI/AAAAAAAAAVs/WI5-ywpT4Pc/s1600-h/elevador%25201.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SPOSEDuGOLI/AAAAAAAAAVs/WI5-ywpT4Pc/s320/elevador%25201.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256705788487284914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAluno%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C02%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt; 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Passa pelo quarto, acelera no quinto e vai voando pelo sexto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Sétimo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;No oitavo, o visor dos números em vermelho pisca. Alguma coisa deve estar errada. Em vez de parar no nono, como solicitado ao botão, o elevador sobe mais. O visor, que devia sinalizar, pela ordem, o número dez, chega ao doze, vai ao onze, depois treze e catorze. As luzes de repente se apagam e levam um segundo para reacender.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Um segundo, será? Ouve-se um barulho que ecoa pelo fosso. O elevador dá um tranco e as correntes que o sustentam no novo, décimo ou qualquer outro piso, correm soltas. Começo a cair em direção ao abismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Tento me acalmar. Daqui a pouco a corrente vai segurar de novo, fica tranqüilo. No milésimo de segundo seguinte o pânico se apodera de mim. Não há nada...&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O elevador está caindo cada vez mais rápido. Não há nada que eu possa fazer, mas nesse instante eu sou de alguma forma impelido para cima. Minhas mãos buscam desesperadamente o interfone, mas não existe interfone nesse elevador.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;A queda livre se aproxima do fim, eu posso sentir. Pressiono os botões, se eu apertar o três é capaz que ele pare no terceiro andar. Não. Aperto a campainha várias vezes. Nada acontece.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Espero já o baque e visualizo o chão, os destroços. Imagino, em uma fração de milésimo de segundo, a dor. Pelo menos eu devo morrer rápido. Morrer? Alguém tem que saber que eu estou aqui. Eu vou morrer. Alguém tem que saber que eu estive aqui, que essa merda caiu, que eu tentei de tudo para sobreviver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Uma última tentativa. Quem sabe apertando todos os botões de uma vez eu não consigo fazer isso parar. Mas minhas mãos não conseguem preencher as duas fileiras de nove botões. É impossível. Eu aperto desesperadamente um único digito. O número 13. Treze. Treze. Treze. O elevador vai encontrar o chão. Chegou a hora. Hora de morrer. Treze. Treze. Treze.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Quando eu vejo que não tem mais jeito de escapar, acabo apelando, involuntariamente, com todo o medo, peito ofegante, pânico e descontrole, por acordar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-2605951181489760983?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/2605951181489760983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=2605951181489760983&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/2605951181489760983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/2605951181489760983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/10/13.html' title='13'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SPOSEDuGOLI/AAAAAAAAAVs/WI5-ywpT4Pc/s72-c/elevador%25201.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-4243102277005841503</id><published>2008-10-07T21:09:00.000-07:00</published><updated>2008-10-29T12:44:20.690-07:00</updated><title type='text'>Carta de um ex-suicida a uma amiga</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Suicídio&lt;/span&gt;, de Édouard Manet, 1877&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SOwzj-NBiII/AAAAAAAAAVk/7n7ujc5oWn4/s1600-h/kkkkkk.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SOwzj-NBiII/AAAAAAAAAVk/7n7ujc5oWn4/s320/kkkkkk.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254631558320588930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade de Odem, 21 de outubro de 2028&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cara amiga de San Anden, te escrevo para agradecer a ajuda naquela noite chuvosa chata, em que eu recusei sua bebida para ir embora. Lembra? Você tomou o último trago e foi embora com o guarda-chuva de flores azuis e eu segui sozinho para casa. Voltei rápido, enfrentando a chuva chata. Dormi. Adormeci. Queria desmaiar. Mas o sono não foi fácil, embora revigorante. Assombrações. Eu vi o escorpião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele surgiu em cima de um fogão, sobre alguns temperos. Alho. Me assustei. Era pequeno, vermelho e, tinha certeza, mortal. Um amigo olhou e reconheceu o artrópode. Não fez nada e o escorpião vermelho logo se escondeu.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pensei que não era besteira e fui dormir. Na cama ao lado, meu amigo não estava. A cama ficou vazia e foi por ela que o escorpião chegou. Subiu à parede e parou pouco mais alto que eu. Eu não podia fazer outra coisa. Uma chinelada rápida ia dar cabo do animal. E foi isso que fiz. Antes ele que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas a força não foi suficiente. O pequeno, vermelho e mortal escorpião não morreu. E ainda caiu em minha cama, avançando contra mim. Visualizei o futuro. Eu seria envenenado e logo estaria paralisado. A dor não seria forte, um pouco como picada de abelha. Mas quanto mais eu me mexesse, correndo para pedir ajuda e resfolegando enquanto descesse a escada, o veneno se espalharia e me mataria. Em breve eu estaria morto e ninguém ficaria sabendo disso. Eu precisava fazer alguma coisa, gritar, buscar ajuda. Eu preciso do soro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Daí o medo me dominou. Senti o horror do frio na barriga se espalhar &lt;i style=""&gt;ad infinitum&lt;/i&gt;. Mirei o escorpião nos olhos. Ele já não era de todo vermelho. Sua cabeça estava branca. Seu olhar em minha direção. Eu ainda tinha tempo, mas pouco. O velho medo tira a angústia por alguns momentos. Ele investiu contra mim e quase me pegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desvencilhei-me e voltei a dar-lhe outra chinelada na cabeça. Agora com mais força. Era matar para não morrer. E ele ainda sobreviveu, cambaleando, provavelmente perdendo os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;O filho da puta ainda teve tempo de investir contra mim outra vez. O chinelo voou mais uma vez e o escorpião vermelho, branco, pequeno e mortal estava morto. Eu matei o escorpião. Tive que matar o escorpião. Todos temos que matar o escorpião. E então me curei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cara amiga de San Anden, obrigado pela força. Eu matei o escorpião.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-4243102277005841503?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/4243102277005841503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=4243102277005841503&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4243102277005841503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4243102277005841503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/10/carta-de-um-ex-suicida-uma-amiga.html' title='Carta de um ex-suicida a uma amiga'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SOwzj-NBiII/AAAAAAAAAVk/7n7ujc5oWn4/s72-c/kkkkkk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-7494340986581061702</id><published>2008-10-04T16:18:00.000-07:00</published><updated>2008-10-04T16:21:32.215-07:00</updated><title type='text'>Vai!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;O professor Karam, na aula de Teoria do Jornalismo, deu o estalo que faltava: “... É preciso muito vocabulário, muita leitura e treinamento. Muito treino”. E com o sotaque gaúcho típico: “É pra ralar”.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele tá certo. Hora de voltar. Me lembrou do meu amigo Rodrigo, gaúcho de Santa Maria que morava comigo em Córdoba. Perto da hora do almoço, ele, que me chamava de “Pedro Bial, o repórter boêmio”, variando de vez em quando para “repórter da noite”, disse:&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Acorda, Pedro. Vamos atrás da notícia!&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E ele tava certo também.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-7494340986581061702?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/7494340986581061702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=7494340986581061702&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7494340986581061702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7494340986581061702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/10/vai.html' title='Vai!'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-6411708173200412067</id><published>2008-07-27T20:44:00.000-07:00</published><updated>2008-07-27T20:47:04.397-07:00</updated><title type='text'>Ituzaingó, 1480</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SI1A71km0hI/AAAAAAAAATY/rX-qYry-e10/s1600-h/mmmmmm.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SI1A71km0hI/AAAAAAAAATY/rX-qYry-e10/s320/mmmmmm.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227906139184091666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 16 de julho eu estou no Brasil. Mas sair da Argentina não foi fácil. Deixar os amigos que viraram família durante o tempo de intercâmbio, a rotina já acostumada em Córdoba e, principalmente, o receio de voltar, a certeza de que as coisas mudaram. Porque as coisas sempre mudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, acho que a questão com a qual um dia todos vamos nos deparar sobre a vida, sobre momentos e instantes, é uma só, forte e decisiva: E aí, valeu a pena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De minha parte, impossível esquecer tudo o que essa viagem representou e o que o número &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mil cuatrocientos ochenta&lt;/span&gt; simboliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;¡&lt;/span&gt;&lt;em style="font-style: italic;"&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Qué bueno vivir con esta gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5ygMX4ZCGIk&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5ygMX4ZCGIk&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-6411708173200412067?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/6411708173200412067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=6411708173200412067&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/6411708173200412067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/6411708173200412067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/07/ituzaing-1480_27.html' title='Ituzaingó, 1480'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SI1A71km0hI/AAAAAAAAATY/rX-qYry-e10/s72-c/mmmmmm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-7133957257406299756</id><published>2008-06-25T19:43:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T19:59:44.295-07:00</updated><title type='text'>Machuca</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Machuca&lt;/span&gt; (Chile, Espanha, 2004). Dirigido por Andrés Wood. Com: Matías Quer, Ariel Mateluna, Ernesto Malbran. Sinopse: Gonzalo é um garoto de classe média que estuda no Colégio Saint Patrick, o mais conceituado de Santiago, Chile. No governo Allende, garotos pobres passam a estudar ali, entre eles está Pedro Machuca. É então que ambos passam a se conhecer e a firmar uma amizade, apesar do abismo social que separa as classes econômicas a que pertencem. A política se mistura com a história particular dos dois. Um caminho irreversível do qual nunca poderão se esquecer. Nem se quisessem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SGMFzgSvZiI/AAAAAAAAAS4/0BwWCGWqQg0/s1600-h/machuca.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SGMFzgSvZiI/AAAAAAAAAS4/0BwWCGWqQg0/s320/machuca.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216019175825172002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;Imagens fortes. É isso o que tenho a dizer sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Machuca&lt;/span&gt;, um filme daqueles que você sai “estranho” depois das quase duas horas de projeção. É um estranhamento indefinível, como sentir algo entalado na garganta, um tipo de sufocamento, mas longe do melodrama simples e das lágrimas fáceis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;Imagens fortes. Não no sentido de se ver sangue, corpos despedaçados, tripas à mostra. Forte no sentido de significativas, de potentes. Imagens que expressam idéias com as quais não sabemos lidar ao final. O que eu achei do filme? A velha pergunta feita desde os primórdios do Cinema traz uma simplicidade minimalista. Existem filmes que não se enquadram no “sim, gostei, vamos tomar sorvete” ou “não, que filme ruim, vamos dormir”. É difícil assistir a &lt;i style=""&gt;Machuca&lt;/i&gt; e ficar impune.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;A narrativa é clássica e o que chama a atenção não é o claro antagonismo militares x “subversivos”, que já vimos tantas vezes em outras produções. Aqui a relação é mais íntima, difícil de ser explicada. Trata-se de ver a grande mudança que acontece na vida de Gonzalo, mudança que não é explícita em um comportamento radical ou em atitudes violentas. Mas, sim, na significação de um olhar. Olhar de incompreensão. A visão brutal de realidade tão diferente da sua. Uma visão que vai mudá-lo para sempre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;A política associada diretamente na vida das pessoas, alterando-as. O menino que amadurece. É levado a amadurecer. Uma série de fatos que o levam ao lugar onde Machuca vive. Ali, o lugar que o transformará. Onde ele vai se ver enfrentado por militares e vai se safar usando o mecanismo de defesa que a vida lhe ensinou. “Eu não sou daqui. Olhe para mim!”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt;"&gt;Os abismos de classe, os opostos ambientes, o abraço da mãe que não imagina o que está se passando na vida interior do filho. Quem sabe nem ele mesmo o saiba, mas de alguma forma, Gonzalo tem uma certeza: alguma coisa está acontecendo. E ele não sabe o que fazer. Nem nós, depois de ver o filme.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-7133957257406299756?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/7133957257406299756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=7133957257406299756&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7133957257406299756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7133957257406299756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/06/machuca.html' title='Machuca'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SGMFzgSvZiI/AAAAAAAAAS4/0BwWCGWqQg0/s72-c/machuca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-935431170661027836</id><published>2008-06-24T15:33:00.001-07:00</published><updated>2008-06-24T16:07:02.573-07:00</updated><title type='text'>Emilio do Cinema</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;“A Argentina tem uma educação preconceituosa. Pode falar que não, que você se dá bem com todos, com o chinês, com mulato. Isso até você ver três negros sentados juntos”.    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entrei na sala de Emilio, o secretário/supervisor do curso de Cinema da Universidad Nacional de Córdoba, sem a intenção de sair de lá conhecendo mais sobre o país em que estou vivendo desde março. Com seu jeito frouxo de pronunciar as palavras, ele fez uma comparação interessante entre Argentina e Brasil, e revelou o que sentiu quando foi ao Brasil pela primeira vez, em 1982, e viu os negros que são raros em grande parte da Argentina.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Negros argentinos? A gente quase não vê. Você viu algum em Córdoba? Se viu foram um ou dois e pode ser que não sejam argentinos.”&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;E mudando de assunto, mas não de tema: “O Brasil é um país mais plural. Na Literatura, por exemplo, há uma produção de Norte a Sul que representa o país, de certa forma. E os roteiros de televisão refletem isso quando adaptam as obras literárias para a TV. Aqui, mesmo os grandes da Literatura – Borges, Cortázar, Sábato -, refletem o pensamento de Buenos Aires. Claro que Buenos Aires tem 20 milhões de um total de 40 milhões de argentinos. É meio país. Mas a Argentina não é só Buenos Aires...”&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Emilio intercala os assuntos de forma quase imperceptível. Do carnaval como expressão social, ele traça nossas semelhanças – “a classe média e seu pensamento são exatamente iguais nos dois países” -, fala sobre resquícios africanos na música típica de Córdoba, o cuarteto, vai para nossas músicas, que têm sempre a palavra “alegria” como lugar-comum, e chega ao Cinema, comparando obras que falam de um tema muito parecido, mas o tratam de formas diferentes, refletindo as diferenças entre Brasil e Argentina: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cidade de Deus&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;El Polaquito&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quarenta e cinco minutos depois, eu nem lembrava que tinha ido ali para definir o meu futuro na universidade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-935431170661027836?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/935431170661027836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=935431170661027836&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/935431170661027836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/935431170661027836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/06/emilio-do-cinema.html' title='Emilio do Cinema'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-4157142177637997809</id><published>2008-06-22T16:31:00.000-07:00</published><updated>2008-06-22T19:24:54.251-07:00</updated><title type='text'>CQC brasileiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SF7siUo82FI/AAAAAAAAASo/f7fbWjGIpuc/s1600-h/m4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SF7siUo82FI/AAAAAAAAASo/f7fbWjGIpuc/s320/m4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214865492941789266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo passado foi dia de juntarmos a brasileirada aqui da casa para assistir ao CQC brasileiro. O programa, comandado por Marcelo Tas, existe na Argentina há mais de 10 anos e faz um sucesso absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A versão brasileira estreou em março e já chegou causando polêmica. Em um sinal claro de abuso de poder e de censura em plena era democrática (inclusive com um ex-operário como presidente), proibiram os repórteres do programa de entrar no Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SF7r4usScXI/AAAAAAAAASg/qSP5sjjiyuI/s1600-h/m1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 346px; height: 257px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SF7r4usScXI/AAAAAAAAASg/qSP5sjjiyuI/s320/m1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214864778380603762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tentar mudar isso, o CQC está em uma campanha buscando assinaturas para reverter essa decisão de nosso querido Legislativo. Basta entrar em www.cqcnocongresso.com.br e assinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me parece que a decisão de barrar esses repórteres brasileiros na chamada Casa do Povo veio da natureza essencial do CQC. Tirando a parte de humor fácil e de encenações bobas, há alguns quadros que realmente fazem aquilo que outros veículos não fazem. Como na frase proclamada por Marcelo Tas todo final de programa: "Eles estão à solta, mas nós estamos atrás". E isso incomoda muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SF7p2Vg_umI/AAAAAAAAASY/QtL4fGYMnPo/s1600-h/m2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SF7p2Vg_umI/AAAAAAAAASY/QtL4fGYMnPo/s320/m2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214862538239359586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SF7tEfLT5oI/AAAAAAAAASw/HLaVHQ87dk4/s1600-h/m5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SF7tEfLT5oI/AAAAAAAAASw/HLaVHQ87dk4/s320/m5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214866079885813378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-4157142177637997809?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/4157142177637997809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=4157142177637997809&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4157142177637997809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4157142177637997809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/06/cqc-brasileiro.html' title='CQC brasileiro'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SF7siUo82FI/AAAAAAAAASo/f7fbWjGIpuc/s72-c/m4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-1513973198285901325</id><published>2008-06-19T19:02:00.000-07:00</published><updated>2008-07-07T12:11:45.632-07:00</updated><title type='text'>Brasileirada na Argentina</title><content type='html'>E no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Brasil x Argentina&lt;/span&gt; de ontem, fomos ao Bar Brasileiro, o único de Córdoba, para torcer por nossa seleção. Se estívéssemos no Brasil, tenho certeza de que seria "só mais um jogo". Mas tudo muda de perspectiva quando você é brasileiro, sua seleção vai disputar uma partida importante e ainda mais contra quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que o jogo foi feio, a seleção deu mais um fiasco e o empate teve sabor de derrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pensando melhor, se perdendo ou ganhando a gente ia ou ser zoado ou ser odiado por aqui, acho que para nós - brasileiros morando na Argentina - o empate foi mesmo o melhor negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na foto 1, a brasileirada da casa (com exceção de Rodrigo): André, Eduardo, Rúbia, Ivia, eu, Taísa, Juli (epa, essa é argentina) e Fernando Fernet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto 2: Ivia pinguça e a bebida dos dos deuses; Foto 3: Juli x Taísa "mengão êo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFsP8jfHIiI/AAAAAAAAARY/IfjNSSa45T4/s1600-h/m1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFsP8jfHIiI/AAAAAAAAARY/IfjNSSa45T4/s320/m1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213778526603780642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFsXYvQ326I/AAAAAAAAASA/KDZ0x40Odv0/s1600-h/m5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFsXYvQ326I/AAAAAAAAASA/KDZ0x40Odv0/s320/m5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213786707383016354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFsSjLFxtEI/AAAAAAAAAR4/Bd3ZV-CWZGQ/s1600-h/m4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFsSjLFxtEI/AAAAAAAAAR4/Bd3ZV-CWZGQ/s320/m4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213781389093221442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-1513973198285901325?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/1513973198285901325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=1513973198285901325&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1513973198285901325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1513973198285901325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/06/brasileirada-na-argentina.html' title='Brasileirada na Argentina'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFsP8jfHIiI/AAAAAAAAARY/IfjNSSa45T4/s72-c/m1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-5921987785140353435</id><published>2008-06-19T16:35:00.001-07:00</published><updated>2008-06-19T19:02:25.590-07:00</updated><title type='text'>Che completaria 80 anos no último sábado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFsNbpD-jMI/AAAAAAAAARQ/E-M3C4UuJ3o/s1600-h/cheeeeeeeeee+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFsNbpD-jMI/AAAAAAAAARQ/E-M3C4UuJ3o/s320/cheeeeeeeeee+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213775762141646018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFrziYw3VmI/AAAAAAAAARA/tNJQyMBYJsw/s1600-h/cheeeeeeeeee.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;    &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: left;"&gt;A camiseta ficou famosa, a foto foi a mais reproduzida do mundo e os pensamentos de Che viraram citações nas agendas chiques de jovens da classe média. Exceção talvez de movimentos como o Fórum Social Mundial, de Porto Alegre, que ainda usa as mensagens de Ernesto Guevara para buscar alternativas ao modelo hegemônico neoliberal. Mas mesmo ali, a bandeira está mais presente que o pensamento. E os olhos de Che, com o fundo de uma estrela branca em contraste com o vermelho, significam pouco ou nada. O que ele estava olhando naquele momento? O futuro da América Latina unida? Um grande bolo de chocolate? Ou quem sabe alguma mulher bunduda que passava ali?&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: left;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: left;"&gt;O grande socialista e sonhador virou mercadoria. A estrela de cinco pontas, símbolo do Exército Vermelho Bolchevique, virou logotipo de marca de cerveja. E as palavras do peruano José Carlos Mariátegui, o chamado primeiro marxista da América, nunca foram mais atuais e verdadeiras, apesar de terem sido escritas há oitenta e três anos:&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: left;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: left;"&gt;"A civilização burguesa sofre da falta de um mito, de uma fé, de uma esperança. O mito move o homem na Historia. Sem um mito, a existência humana não tem nenhum sentido histórico. Os povos capazes de uma vitória foram os povos capazes de mitos múltiplos."&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: left;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: left;"&gt;Para ele, os mitos não seriam bem ilusões falsas, mas sim crenças mobilizadoras que condensam esperanças coletivas e desejos populares.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: left;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: left;"&gt;O mito de Che Guevara serviu para aquilo contra o que ele mais lutou: o modelo capitalista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-5921987785140353435?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/5921987785140353435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=5921987785140353435&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5921987785140353435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5921987785140353435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/06/ernesto-che-guevara-completaria-80-anos.html' title='Che completaria 80 anos no último sábado'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFsNbpD-jMI/AAAAAAAAARQ/E-M3C4UuJ3o/s72-c/cheeeeeeeeee+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-2465687675521442571</id><published>2008-06-19T16:29:00.000-07:00</published><updated>2008-06-19T16:30:17.603-07:00</updated><title type='text'>MUY INTERESANTE pero no tanto...</title><content type='html'>A versão argentina (também comercializada no Uruguai e no Paraguai) da SUPER INTERESSANTE (não sei qual veio primeiro, se a nossa ou a deles), é muito (muitíssimo) inferior à nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muy Interesante traz, nesse mês, uma matéria de capa sobre a mente humana com os seguintes dizeres: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Mente Criminal: podremos predecir el delicto? La ciencia investiga el cerebro para saber si el delincuente dice la verdad”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira página, quem sabe a melhor da revista, uma charge de folha inteira de Quino, o criador da Mafalda, a menina que fala de política nos termos mais comuns e ingênuos (será?) do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diagramação, aqui, é um pouco mais sóbria, digamos. Há espaços em branco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sin dramas &lt;/span&gt;e não há a característica profusão de cores e imagens de infográfico da SUPERINTERESSANTE. Quem sabe um meio termo seria o ideal, afinal os infográficos são uma parte importante na transmissão da mensagem, principalmente quando eles estão na medida certa: nem de mais, nem de menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No olho da matéria de capa já perdemos a vontade de ler o texto: “com a ajuda de técnicas modernas biomédicas, os cientistas tentam associar condutas delitivas com áreas do cérebro. Mas ninguém tem ainda a ultima palavra sobre as raízes profundas da delinqüência. Para que eu precisaria ler o resto? O que o texto poderia me acrescentar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um texto picotado em muitíssimos intertítulos (média de dois por página) e com mesmo estilo em todas as matérias (foram jornalistas ou computadores quem escreveram?), a matéria de capa traz algumas coisas legais, mais questionamentos, como o fato de, nos EUA, o país dos processos, muita gente estar sendo absolvida de crimes pelo estudo do cérebro. Algo como “meu cérebro é o criminoso; eu, não” -  o que um professor de Direito e Psiquiatría da Pensilvania rechaça: “Algumas pessoas com transtornos cerebrais semelhantes podem não serem violentas. Os cérebros não cometem crimes, quem os comete são as pessoas”. Isso nos leva ao “entorno” de um indivíduo, ao meio em que vive, em que foi criado, elementos que, de certa forma, influem seu comportamento futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a matéria surpreende pela discussão que exibe: “nada determina o comportamento dos indivíduos como os processos que têm lugar no cérebro”, diz um professor de Psicologia de Harvard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, não estava tãããão mal. O fechamento é assim: “De fato, pode a neurociência contribuir a criar um mundo mais seguro? Ninguém pode hoje assegurar isso. Como não se pode dizer que seja um argumento irrevogável para não levar um criminoso à prisão”. Conclusão que a que já havíamos sido apresentados, mesmo antes de ler o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, há um box preguiçoso na última página. É um depoimento de um doutor em neurologia escrito por ele, com seus jargões médicos misteriosos. A função do jornalista seria entrevistar o médico e fazer a decodificação ou tradução para seus leitores, não? Ou se esqueceram de que não sou médico nem estudante de medicina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro sinal de preguiça, tosquice e má vontade é o trecho do livro que o físico Stephen Hawking escreveu com sua filha Lucy. Publicaram uma parte do livro dele e acham isso o máximo. Deve ser para fazer publicidade, afinal a revista “sorteia dez livros entre as primeiras 100 cartas que chegarem à redação”. Mas mesmo para uma matéria publicitária seria interessante um texto jornalístico. A vida de Stephen Hawking, afinal, sempre vale boas notas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a matéria mais bem-humorada (e a melhor da edição): “Con la boca abierta”. Vamos falar de bocejo, por que bocejamos, para que serve o bocejo? Comigo foram três ou quatro bocejos entre as cinco páginas. Não porque estavam chatas de ler e sim porque o bocejo é uma das condutas mais contagiosas. É só ver alguém bocejando que você acaba também o imitando. E isso só entre humanos e certos primatas. Crianças antes dos 5 anos não se contagiam e autistas também não. Incapacidade de conectar-se com o próximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante, ao menos, é a idéia de que o bocejo tenha uma função evolutiva fundamental. Como as pombas. Uma pomba vê um pedestre se aproximando e voa, sendo seguida imediatamente por suas companheiras, ainda que essas ignorem a causa do alarme. Então, o bocejo poderia ser uma ferramenta para propagar o estágio de vigilância em um grupo. Hum... E eu que pensava que era só para entrar oxigênio no cérebro (argumento que a Ciência já desmentiu com experiências usando gás carbônico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos com matérias não tão interessantes, ou com pauta interessante, mas mal aproveitadas pelos repórteres e editores, como a “Visita à fábrica de gênios” no MIT (Insitituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA) e uma matéria histórica sobre Tutmosis III.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a nossa SUPERINTERESSANTE se destaca sobretudo pelos infográficos, a MUYINTERESANTE traz fotos muito bem feitas, como na série sobre as abelhas. Mas nada mais que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino a revista com um jogo de sodoku, talvez mais interessante do que a revista do mês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-2465687675521442571?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/2465687675521442571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=2465687675521442571&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/2465687675521442571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/2465687675521442571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/06/muy-interesante-pero-no-tanto.html' title='MUY INTERESANTE pero no tanto...'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-4263847198647691537</id><published>2008-06-15T12:24:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T12:31:42.260-07:00</updated><title type='text'>Velhice</title><content type='html'>Devo estar ficando velho... Depois da "quebraceira" de quinta-feira - em uma festa da Tropicália brasileira (ver gente do Consulado bêbada não tem preço...) e depois em um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boliche &lt;/span&gt;con todo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;al costo&lt;/span&gt; - não me deu vontade de sair na sexta nem no sábado. O frio pode ter influído, preferi ficar em casa vendo alguns filmes. Devo estar ficando velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinais dos tempos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-4263847198647691537?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/4263847198647691537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=4263847198647691537&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4263847198647691537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4263847198647691537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/06/velhice.html' title='Velhice'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-660887317773832295</id><published>2008-06-13T17:39:00.000-07:00</published><updated>2008-06-13T17:48:48.710-07:00</updated><title type='text'>O Julgamento (vídeo)</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/C-RqWJj74vA&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/C-RqWJj74vA&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-660887317773832295?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/660887317773832295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=660887317773832295&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/660887317773832295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/660887317773832295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/06/o-julgamento-vdeo.html' title='O Julgamento (vídeo)'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-4628530497549318450</id><published>2008-06-11T18:32:00.000-07:00</published><updated>2008-06-13T18:12:11.241-07:00</updated><title type='text'>O julgamento dos “soldados vitoriosos” argentinos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFCCwwY2ThI/AAAAAAAAAPY/y-Py33Vthvs/s1600-h/m3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFCCwwY2ThI/AAAAAAAAAPY/y-Py33Vthvs/s320/m3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210808543002119698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Antes de o julgamento começar, enquanto as 160 pessoas entram no tribunal e vão ocupando as cadeiras reservadas, um grito forte de mulher ecoa na sala: “Chegou a hora!”. Alguns minutos depois, às 10h34 de uma terça-feira fria na cidade Córdoba, Argentina, o juiz presidente inicia a sessão que vai julgar oito ex-militares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Entre os réus, um senhor de 80 anos se destaca. Impassível e sem cruzar as pernas como fazem seus companheiros, seu blaser cinza repousa em seu colo enquanto seus olhos fixam a bancada dos juízes. Os jornalistas que o observam são tentados a descrever os olhos daquele senhor com o clichê “olhos de águia”, mas essa descrição não vai aparecer no jornal do outro dia, assim como também não vai aparecer o xingamento de um radialista ao observar Luciano Benjamín Menéndez: “Olha como está velho, o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;filho da puta!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Fora do prédio do Tribunal Federal de Córdoba, a polícia fecha o quarteirão para evitar a proximidade de mil manifestantes, a maioria composta por estudantes e militantes de partidos de esquerda. Dentro do edifício é possível escutar as músicas de protesto:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="ES-AR" style="font-family:Arial;"&gt;“Olé, olé... Olé, olá. Vení, Menéndez, vení, mirá. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Los subversivos cada día somos más!"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“Hoje meu sentimento é contraditório. Por um lado é uma satisfação ver os ditadores no banco dos réus. Mas a alegria seria completa com o julgamento de todos os que participaram desse massacre social, desse genocídio”, declara Eduardo Sales, do Partido Obrero, referindo-se aos cerca de 30 mil desaparecidos na última Ditadura Militar Argentina (1976-83).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:Arial;" &gt;No último banco à direita da primeira fila&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;De acordo com os partidos de esquer&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;da e dos movimentos sociais presentes, o maior genocida é Luciano Benjamín Menéndez, como nos dizeres pichados na rua da casa do ex-mlitar. Ele está sendo julgado ao lado de sete ex-militares, “dignos subordinados”, nas palavras do próprio Menéndez, que atenderam a suas ordens de &lt;st1:metricconverter productid="1975 a" st="on"&gt;1975 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 79 no Terceiro Corpo do Exército, organização responsável por dez das 23 províncias argentinas durante a última Ditadura Militar argentina (1976-83). Ele, porém, parece alheio às manifestações, ou já se acostumou a elas, que começaram a ser mais freqüentes depois de 1984, quando um fotógrafo astuto percebeu o momento de registrar uma imagem que permanece viva na mente de todos os presentes no julgamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Benjamín Menéndez estava saindo da gravação de um programa de TV quando foi insultado por um grupo de pessoas. A reação foi imediata. Sacou um punhal e avançou em direção a seus detratores. Os acompanhantes do ex-militar o detiveram, agarrando seu braço, e a foto saiu nos jornais do dia seguinte: a faca nas mãos, o tal “olhar de águia” e o braço impedido de agir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Agora ele está sentado no último banco à direita da primeira fila. Os réus estão protegidos por uma peça de vidro blindada, que em nada impede o insulto da irmã de um desaparecido durante a Ditadura. “Covardes, assassinos, torturadores. Senhores juízes, por favor, façam justiça”, clamou enquanto o presidente do tribunal, o juiz Jaime Díaz Gavier a repreendia, expulsando-a da sala. “Eu não vou permitir manifestações de nenhuma natureza. Estamos em um julgamento”, respondeu o magistrado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Organizações como H.I.J.O.S., Abuelas da Plaza de Maio ou Familiares de Desaparecidos e Detidos por Razões Políticas (FDDRP) lutam há muito tempo para levar os ex-ditadores ao banco dos réus. Emilia Dambre é uma senhora da mesma idade de Benjamín Menéndez. Teve dois filhos desaparecidos e, a partir daí, começou a militar no FDDRP. “Quando comecei a buscar meus filhos é que passei a ver o que eles defendiam e vi que tudo pelo que eles lutavam era para chegar a um mundo melhor”, conta Emilia que, na mesma semana do julgamento completaria 57 anos de casada, caso seu marido Santiago ainda fosse vivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFCFAD6nmMI/AAAAAAAAAPo/a3j2Ob9HCXc/s1600-h/m5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 367px; height: 291px;" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFCFAD6nmMI/AAAAAAAAAPo/a3j2Ob9HCXc/s320/m5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210811004965329090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Assim como Emilia, Mercedes Toloso de Bustos não vai esquecer nunca do dia em que teve seu filho seqüestrado. “Eu tenho memória, muita memória”, diz ela depois de passar pela barreira policial e ir em direção ao tribunal. “Meu filho tinha 21 anos quando pegaram ele e minha vida é dividida em antes e depois de seu desaparecimento. Se eu pudesse olhar nos olhos do assassino eu ia perguntar aonde ele colocou meu filho. Eu quero saber onde ele está, eu tenho o direito maternal de saber...”, emociona-se. Ela não consegue terminar de conversar com os jornalistas e entra chorando no saguão principal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ao ver a multidão de repórteres, microfones, gravadores, câmeras e luzes, muitas luzes em sua direção, Valéria Chávez parece confusa e atordoada. Sem saber muito bem para que lado olhar, ela responde a todas as perguntas calmamente, sem vergonha dos olhos marejados e da voz embargada, nem quando alguém pergunta o que ela diria a Menéndez. “Não sei se lhe diria algo”, respondeu. “Eu não quero me encontrar com ele. Nada me vai devolver o que eu perdi, mas acho que a justiça vai sanar um pouco minha dor e a dor de muitos que estão na mesma situação.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O caso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tudo aconteceu na manhã de seis de novembro de 1977. O casal Hilda Flora Palacios e Humberto Brandalisis sai em direção à casa de dois amigos. Vão acompanhados das duas filhas de Hilda, frutos de um casamento anterior: Valeria, de três anos, e Soledad, de um ano de idade. Chegando lá, Humberto se retira e diz que volta para o almoço, sem saber que só veria a mulher trinta e oito dias depois, quando ambos seriam assassinados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Humberto não regressou até o anoitecer. Foi então que os amigos resolvem levar Hilda para a casa dela. Vão no mesmo carro o casal de amigos e seus três filhos, além de Hilda, Valeria e Soledad. Na residência, porém, policiais à paisana já os esperavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os oficiais deixam as crianças na casa da sogra do casal e levam todos encapuzados ao centro clandestino de detenção e extermínio “La Perla”, uma dependência militar que funcionava no centro da cidade de Córdoba.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“Não tenho recordações do dia em que seqüestraram minha mãe, só do que me contaram depois”, lembra Valéria antes de se despedir dos repórteres e entrar na sala do julgamento, driblando as muitas câmeras e flashes fotográficos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Humberto Brandalisis e Hilda Palacios foram fuzilados junto a Carlos Enrique Lajas e ao pintor Raúl Cardoso, todos militantes do Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PTR). O plano, batizado de “Operativo Ventilador”, baseava-se no método de matar os opositores e depois colocar os cadáveres na rua, simulando um enfrentamento contra as forças militares. Então desapareciam com os corpos a fim de não deixar evidências que, no futuro, poderiam incriminar os próprios militares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os restos mortais de Hilda, no entanto, puderam ser recuperados. Em 2004, um exame de DNA determinou a correspondência entre o cadáver encontrado em um cemitério individual e amostras de sangue de Valeria. De acordo com resolução da Justiça Federal Argentina, Hilda Palacios faleceu “como conseqüência de choque hemorrágico traumático causado por ferida de bala”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Na ocasião, Valeria declarou que aquele dia, de certa forma, foi bom. “Antes disso eu não tinha nem registro nem recordações. Agora pelo menos ela não é mais uma desaparecida.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Valeria e Soledad, ao lado das associações H.I.J.O.S., Familiares Desaparecidos e Detidos por Razões Políticas, são quem processam oito ex-militares pelos crimes de seqüestro, aplicação de tortura e assassinato.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Subversão marxista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFCDfsPVxGI/AAAAAAAAAPg/LT_K97wlHcg/s1600-h/m4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 219px; height: 164px;" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFCDfsPVxGI/AAAAAAAAAPg/LT_K97wlHcg/s320/m4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210809349342348386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFCDfsPVxGI/AAAAAAAAAPg/LT_K97wlHcg/s1600-h/m4.jpg"&gt;&lt;/a&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No segundo dia do julgamento, os outros sete acusados negam os crimes pelos quais estão sendo julgados e se reservam ao direito de permanecer calados. Mas Menéndez opta por falar. Pega o microfone, desdobra um papel, tira os óculos e começa a leitura, primeiro dizendo que o tribunal era incompetente para julgá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“A lei vigente quando a subversão marxista iniciou o assalto a nossa pátria afirma que eu teria que ser julgado por um tribunal militar”, diz, concentrando toda a atenção dos presentes na sala, sem referir-se que seu reclamo foi rechaçado por juízes de primeira instância e tribunais de alçada. Com sua voz levemente rouca, ele continua: “Sou o único responsável da atuação da minha tropa. Por isso, a meus dignos subordinados daquela época, não se pode acusá-los de nada e muito menos privá-los da liberdade”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFCA-KjKLXI/AAAAAAAAAPQ/F1zM4Ia5MNY/s1600-h/m1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFCA-KjKLXI/AAAAAAAAAPQ/F1zM4Ia5MNY/s320/m1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210806574339730802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Luciano Benjamín Menéndez está convencido de que fazia parte de “forças legais responsáveis por enfrentar e vencer o terrorismo marxista”. No lado esquerdo do peito ele, junto com os outros sete acusados, usa um broche com as cores da bandeira argentina transpassada por uma fita negra representando luto. Um gesto provocador que evoca o ponto de vista dos réus, que não reconhecem a justiça civil e marcam o julgamento como indigno. Pensam que eles, os antigos militares, “soldados vitoriosos”, como disse Menéndez, não deveriam sentar-se no banco indigno dos réus, afinal de contas eles “venceram os terroristas subversivos que assaltaram o país porque não acreditavam nas instituições republicanas”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O julgamento começou em 27 de maio, mas está longe de acabar. Sua longa duração é compatível com a revolta e clamor por justiça dos manifestantes, que lá fora ainda cantam: &lt;i style=""&gt;“Olé, olé... &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span  lang="ES-AR" style="font-family:Arial;"&gt;Olé, olá. Como a los nazi, les va a pasar. A donde vayan los iremos a buscar”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-4628530497549318450?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/4628530497549318450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=4628530497549318450&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4628530497549318450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4628530497549318450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/06/o-julgamento-dos-soldados-vitoriosos.html' title='O julgamento dos “soldados vitoriosos” argentinos'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SFCCwwY2ThI/AAAAAAAAAPY/y-Py33Vthvs/s72-c/m3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-4871020290759112581</id><published>2008-06-03T16:23:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T16:26:45.499-07:00</updated><title type='text'>Mayday</title><content type='html'>Infelizmente não deu certo mandar o vídeo da cobertura da 34a Feira Internacional do Livro de Buenos Aires. O vídeo está pronto já faz tempo, mas não consigo colocá-lo no youtube porque tem mais de 10 minutos e nem jogar aqui no blog, graças, acho, à conexão à internet baixa que temos aqui na casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até poderia mostrar a versão de 2mb (!), mas a qualidade é pessimamente péssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe quando eu voltar para o Brasil e achar uma conexão à internet mais rápida dê para pôr o vídeo aqui com um qualidade não tão ruim. Quem sabe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-4871020290759112581?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/4871020290759112581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=4871020290759112581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4871020290759112581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4871020290759112581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/06/mayday.html' title='Mayday'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-5854779192712937829</id><published>2008-05-27T20:21:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T20:46:22.312-07:00</updated><title type='text'>El Diario de El Chavo del Ocho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDzT8C33utI/AAAAAAAAAN8/O7PYhF2j5-c/s1600-h/el4.jpg"&gt;  &lt;/a&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDzQWS33uqI/AAAAAAAAANk/_LGjduFt03k/s1600-h/el1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDzQWS33uqI/AAAAAAAAANk/_LGjduFt03k/s320/el1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205264350775327394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;Escri&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;to por Roberto Gomez Bolaños, “El Diario de El&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;Chavo del Ocho” reúne anectodas del personaje más famoso de tooooda Latinoamérica. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;¡&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;Tenía que ser el Chavo del Ocho!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;Así el Chavo del Ocho resume lo que aprendió en la clase de Historia del profesor Longalaniza,o más bien, el profesor Jirafales:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;“... Entonces empezó otra Guerra de la Revolución. Pe&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;ro no contra Don Porfirio, sino todos contra todos; porque todos querían ser presidentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;“El único que no quería ser presidente era Emilio Zapata. El que él quería era que todo mun&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDzSeS33usI/AAAAAAAAAN0/m5E8kF4CHR4/s1600-h/el3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 131px; height: 227px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDzSeS33usI/AAAAAAAAAN0/m5E8kF4CHR4/s320/el3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205266687237536450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;do fuera campesino.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;“Lo malo fue que los ricos hacendados preferían ser ric&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;os hacendados antes que ser campesinos; y como no se ponían de acuerdo, los campesinos empezaron a matar a los ricos hacendados y los ricos hacendados empezaron a matar a los campesinos. Y total, que la tierra no la ocuparon ni los campesinos ni los ricos hacendados, sino los muertos que tenían que enterrar; porque en ese tiempo mataron a tantos, que el promedio fue que la gente se moría uno por persona.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;“Y, al final: “Lo más curioso es que en México ha habido muchas calles que tienen nombres de presidentes, y un presidente que tiene nombre de Calles&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDzRDS33urI/AAAAAAAAANs/By3BZrPGKWs/s1600-h/el2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 134px; height: 203px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDzRDS33urI/AAAAAAAAANs/By3BZrPGKWs/s320/el2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205265123869440690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;Y otro día el profesor estaba contando que México pe&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;rdió la mitad de su territorio, y la Popis dijo: “Por no fijarse dónde dejan las cosas”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;"La venganza nunca es plena, mata el alma y la enven&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;ena." (Jaimito el cartero)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="ES-AR"&gt;“Nuestro país no es un reino, sino una república. Por eso aquí no se debe decir, por ejemplo, que un árbol pertenece al reino vegetal y una pedra al reino mineral. Lo que se debe decir es que el árbol pertenece a la republica vegetal y la pedra a la republica mineral.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDzT8C33utI/AAAAAAAAAN8/O7PYhF2j5-c/s1600-h/el4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDzT8C33utI/AAAAAAAAAN8/O7PYhF2j5-c/s320/el4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205268297850272466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-5854779192712937829?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/5854779192712937829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=5854779192712937829&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5854779192712937829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5854779192712937829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/05/el-diario-de-el-chavo-del-ocho.html' title='El Diario de El Chavo del Ocho'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDzQWS33uqI/AAAAAAAAANk/_LGjduFt03k/s72-c/el1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-6391199616681211765</id><published>2008-05-27T14:47:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T16:38:35.371-07:00</updated><title type='text'>Ossobuco e canibalismo</title><content type='html'>Acabo de ler um artigo antropológico chamado "Canibalismo y pobreza", em que os autores analisam o discurso midiático de um caso que aconteceu em maio de 1996, quando alguns habitantes de uma favela de Rosario, Argentina, alimentaram-se de gatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto nos alerta para a importância que o alimento tem na vida humana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ao incorporar um alimento, o homem incorpora não só nutrientes essenciais para a vida, mas também um universo de idéias, imagens e sentidos em função dos quais se define como um tipo particular de homem, ou seja, define sua identidade individual e coletiva".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tabu de comer um animal de estimação - "animais humanizados por excelência" - nos leva à metáfora do canibalismo e do shows de manchetes e depoimentos escandalizados. Comer nossos animais de estimação seria, então, quase um ato canibal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso me leva a pensar, junto com o texto, que pensar sobre o que comemos é pensar sobre quem somos e quem seremos e quem queremos ser. A velha frase do "você é o que você come". Mas e se você não tiver nada para comer? Vale se alimentar de mascotes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, aí vai a foto do almoço de sábado, que, a proósito, não tinha nenhum animal de estimação no menu: ossobuco, tomate e fritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDyCEy33upI/AAAAAAAAANc/narGaRSmS3M/s1600-h/elllllll.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDyCEy33upI/AAAAAAAAANc/narGaRSmS3M/s320/elllllll.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205178288220650130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-6391199616681211765?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/6391199616681211765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=6391199616681211765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/6391199616681211765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/6391199616681211765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/05/ossobuco-e-canibalismo.html' title='Ossobuco e canibalismo'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDyCEy33upI/AAAAAAAAANc/narGaRSmS3M/s72-c/elllllll.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-1560342880391756334</id><published>2008-05-23T14:10:00.000-07:00</published><updated>2008-05-23T14:23:01.297-07:00</updated><title type='text'>Entre choques e crises</title><content type='html'>Na 34ª Bienal Internacional do Livro de Buenos Aires, fui atraído por um filme que estava passando no stand da Editorial Paidós. Vi as imagens de presos sendo eletrocutados em contraste a um ambiente branco de neve. O filme era uma publicidade muito inteligente do novo livro da jornalista e economista canadense Naomi Klein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o título A Doutrina do Choque, a autora expõe sua tese de que os desastres naturais de nosso século, bem como as guerras e o terrorismo são cenários de uma política de choque impetrada pelo neoliberalismo. Ela parte da idéia de que o choque, que causa confusão e desnorteamento nas pessoas, é parte integrante de um fenômeno político causado pela globalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrevista que concedeu ao periódico cultural Ñ, do jornal El Clarin de 26 de abril, Naomi Klein fala sobre o conceito de crise, fundamental para entender o que vivemos hoje, a guerra do Iraque, o combate ao chamado terrorismo. A crise do 11 de setembro, a crise do furacão Katrina, as crises que são necessárias para desestabilizar a população e, assim, implementar políticas que não seriam facilmente aceitas, caso não tivéssemos em (ela de novo) crise.&lt;br /&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203686371200842370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDc1Ly33uoI/AAAAAAAAANU/wBFJZHqEWjE/s320/aaaaaaaaaaaaaaaaa.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;E, pensando bem, essa idéia está presente na implementação das ditaduras latino-americanas da segunda metade do século XX. A crise por que fez-se acreditar que as nações estavam passando, a ameaça comunista e a instabilidade econômica buscavam legitimar o novo governo, a chamada Revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As políticas dos militares que, apoiados pelos Estados Unidos, foram astutos para negar aquilo que o grande jornalista argentino, Rodolfo Walsh – ele mesmo “desaparecido” nos centros de detenção do governo militar – acusava publicamente: usar a violência massiva para conseguir objetivos econômicos que mantinham o povo aterrorizado e eliminava obstáculos que, de outro modo, certamente teriam provocado uma revolta popular.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise que nos faz mudar, que nos faz considerar as coisas de outra forma, que nos faz reavaliar, mas que não é natural. Antes disso, é forçada, provocada, impetrada por uma política que se apóia no medo, na guerra iminente e no estado de sítio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto: www.vagalume.uol.com.ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obs:&lt;/strong&gt; O vídeo da cobertura da 34ª Bienal Internacional do Livro de Buenos Aires está quase pronto.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-1560342880391756334?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/1560342880391756334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=1560342880391756334&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1560342880391756334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1560342880391756334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/05/entre-choques-e-crises.html' title='Entre choques e crises'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SDc1Ly33uoI/AAAAAAAAANU/wBFJZHqEWjE/s72-c/aaaaaaaaaaaaaaaaa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-8684099318767730589</id><published>2008-05-12T14:17:00.000-07:00</published><updated>2008-05-22T09:51:09.534-07:00</updated><title type='text'>Uma quinta-feira na Universidad del Cocktail</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200000059922777170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SCocgPO1BFI/AAAAAAAAAMY/K1PP1jWvmj4/s320/DSC04307.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na única universidade de coquetelaria do mundo, o instrutor responsável pelas aulas de coquetéis mais elaborados tem 26 anos e se chama Marcelo Farello. Mas se você o chamar assim é capaz que não te responda, porque o nome pelo qual ele é conhecido, no meio em que trabalha, é Cuba. Simplesmente Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localizada em Buenos Aires, a Universidad del Cocktail foi fundada há mais ou menos dez anos pelo patrão de Cuba, um homem corpulento, que usa camisa aberta no peito e enfeita-se com correntinhas e artigos de prata e ouro. Fabian Quiroga fica sentado em sua sala - a maior da universidade - resolvendo problemas e dando risadas. Ele, porém, não gosta de jornalistas. Quando vê que um se aproxima da sua Universidade, ele faz questão de ficar frente a frente com o sujeito, ordenar-lhe que mande, por escrito, o que pretende investigar, bem como uma pauta pré-programada e o nome do veículo onde trabalha. Depois de analisar se o jornalista não fará mal a seus negócios, nem vai ficar fuçando em coisas, a seu ver, desnecessárias, Quiroga o “ajuda” a fazer as fotos (ou ele mesmo as faz), escolhendo o melhor ângulo, a melhor iluminação e a melhor visão que quer que os leitores tenham da Universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Fabian Quiroga permite, a quem converse um pouco com ele e ria quando ele ri, que se assista a uma aula, assim, despretensiosamente, só para “ver como é”. E são nessas aulas que Cuba ensina seus alunos a andar sempre com um cartão de visitas no bolso e o currículo no pen-drive. “Essa profissão é feita, mais do que as outras, de contatos sociais. Quando se chega no serviço é necessário esquecer dos problemas e manter o sorriso na cara. Senão é melhor nem ir trabalhar”, ensina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala de aula é um bar cheio de bebidas, copos de todos os tipos, gelo à vontade, e acessórios para o trabalho do bartender. Estaria completo não fosse a falta de vodka, o que fará Cuba escolher tragos que não levem vodka para que os alunos, na segunda parte da aula, vão para trás do balcão e elaborem drinques que serão avaliados e talvez degustados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200009195318215778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SCokz_O1BGI/AAAAAAAAAMg/8EKyL4CiBqM/s320/DSC04310.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Os quatro estudantes do segundo módulo já passaram do nível das bebidas rápidas e pouco elaboradas, próprias das casas noturnas onde o que importa é ser rápido para atender à multidão de gente que fica no bar gritando por seu drinque. Aqui eles têm um trabalho mais profundo, uma mistura de bebidas que serão oferecidas em hotéis ou bares mais chiques, em que o coquetel sai pela média de quinze reais, dependendo do que vai nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos alunos é Emanuel, que tem um corte de cabelo que os brasileiros classificariam como “tipicamente argentino”. Quando vai para trás do bar, exibe a habilidade de quem já trabalha fazendo tragos, mas ainda lhe falta memória, velocidade e carisma, essenciais para quem está nessa profissão. Ele, que decidiu ser barman depois de perceber que “as meninas gostam muito de quem está atrás do bar”, é o último a se apresentar na primeira rodada da avaliação semanal feita pelo instrutor. Antes dele veio Nico, um garotão que gosta de beber e trabalha em uma casa noturna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SCjcrPO1BDI/AAAAAAAAAMI/4RSio0AMQ08/s1600-h/DSC04302.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199648405180449842" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="224" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SCjcrPO1BDI/AAAAAAAAAMI/4RSio0AMQ08/s320/DSC04302.JPG" width="231" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A certa altura, depois do sexto copo de drinque, Nico, com os olhos brilhantes, pergunta a Cuba se é lícito aceitar gorjeta de clientes que peçam para colocar um pouco mais de bebida alcoólica no coquetel, uma prática que ele revela fazer com freqüência mas que não tem certeza se age certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuba tem uma forma de pensar em bar como um negócio. Pensa grande, macro, e trabalha sério para merecer os 500 pesos que cobra por evento. “Se eu sou o dono e descubro isso, te coloco na rua na hora. Você está ganhando em cima da minha bebida. Se você coloca um chorinho para cada cliente, é capaz que eu tenha um déficit de uma, duas garrafas por noite. Na semana são catorze, quinze garrafas que eu perco para você ganhar sua gorjeta”, responde, voltando à sua voz calma e didática de instrutor. “Você tem que merecer a gorjeta. Ganhar pelo seu trabalho, porque você trabalhou bem, fez um bom drinque. Gorjeta não se comercia. Ela é o reconhecimento de seu bom trabalho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completando os quatro alunos do módulo dois (são quatro ao total, os dois últimos dedicados à administração e gerenciamento), está um homem de cabelos bem curtos e testa sobressalente. Ele erra em todos os itens que Cuba estava avaliando. “Se você não estudar os ingredientes dos drinques nunca poderá ser um bartender”, sentencia o instrutor, indicando com a cabeça o próximo aprendiz de bartender a ser avaliado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último está Cindy, uma menina de 24 anos que, embora ele não admita abertamente, é a aluna favorita de Cuba. A estudante mais aplicada trabalha em eventos e estuda muito, de modo que já tem memória e habilidade avançadas, o que não a impede de continuar tomando notas, todo o tempo, das lições de Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SCoohfO1BHI/AAAAAAAAAMo/kPSYoUGcH7Y/s1600-h/DSC04311.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200013275537146994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 255px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px" height="291" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SCoohfO1BHI/AAAAAAAAAMo/kPSYoUGcH7Y/s320/DSC04311.JPG" width="232" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cindy cuidava da avó doente e, cansada do “blábláblá” da faculdade que cursava, queria uma profissão em que pudesse aplicar, na prática, toda a teoria que aprendia. Quando sua avó melhorou, ela se matriculou na Universidad del Cocktail e começou a trabalhar como secretária e, simultaneamente, era bartender em uma casa noturna localizada em um bairro periférico de Buenos Aires. Ela foi uma das primeiras e, como sempre, uma das últimas a sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 22h e é hora de encerrar o expediente. As bebidas sobre a mesa, as que não foram tomadas por Nico ou o que restou das bebericadas de todos, são jogadas fora e o bar fica impecavelmente limpo, do mesmo jeito que estava antes da aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos se despedem e Cindy, Cuba e um outro bartender correm para tomar o metrô. Ali, todos eles já aprenderam, como um dia Nico também vai aprender, que coquetéis são para se degustar e não para, nas palavras de Cuba, “se intoxicar”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-8684099318767730589?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/8684099318767730589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=8684099318767730589&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/8684099318767730589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/8684099318767730589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/05/uma-quinta-feira-na-universidad-del.html' title='Uma quinta-feira na Universidad del Cocktail'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SCocgPO1BFI/AAAAAAAAAMY/K1PP1jWvmj4/s72-c/DSC04307.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-8388952691979211691</id><published>2008-05-07T00:17:00.000-07:00</published><updated>2008-06-11T19:26:42.277-07:00</updated><title type='text'>O rei visita a Argentina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele entra e fica de pé no centro do palco, as costas viradas ao público. Roberto Carlos às vezes canta de costas como para ressaltar os músicos que o acompanham. Com as mãos, ordena à orquestra um pot-pourri de suas principais canções: “O Calhambeque”, “Emoções”, “Detalhes”. Mas peraí: Roberto Carlos usando um terno preto? Não pode ser. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem abre o show de Roberto Carlos não é Roberto Carlos, mas sim Eduardo Lages, o maestro da banda. O “rei” vem logo depois, em terno branco, a mesma posição de segurar o microfone e o velho olhar oblíquo à esquerda, como se estivesse lendo algo, ou mirando alguém, que só ele enxerga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197532933158486322" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SCFYqj1OQTI/AAAAAAAAALo/jaCrvUX7OPw/s320/DSC04032.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Logo às primeiras palavras em castelhano, o público, composto por senhoras e senhores (mais senhoras) acima dos 50 anos, como já era de esperar, aplaude, assobia e canta junto. Parecem não terem dado muita bola para o adiamento do show, que acontece em uma segunda-feira porque, no domingo, o caminhão de cenografia e luzes, que saía de Buenos Aires, não chegou à tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No Orfeo Superdomo, o maior ginásio de shows de Córdoba – capacidade para pouco mais de 6 mil pessoas - Roberto Carlos finaliza sua passagem pela Argentina. E ele fala, fala muito durante o show, mas não precisa de esforço para ganhar a platéia, há muito apaixonada pelo ídolo brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com temas traduzidos ao espanhol, Roberto Carlos conquistou, também, a admiração dos argentinos. Muitos deles nem conhecem o Brasil, mas gostam muito dos temas do “rei”, baseados no tema do amor e feitos para o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SCFZcD1OQUI/AAAAAAAAALw/9zU03p3uHOw/s1600-h/DSC04069.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197533783562010946" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 379px; height: 284px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SCFZcD1OQUI/AAAAAAAAALw/9zU03p3uHOw/s320/DSC04069.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento da canção “Maria Rita”, composta em homenagem à sua mulher, morta em 1999, preparou-se toda a atmosfera de emoção. A luz baixou e só um feixe azul e branco estavam apontados ao Rei, que estava sentado em frente ao piano branco. Sentenciou umas palavras cuidadosas:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Yo tengo el placer de saber lo que es el amor. Es que un día descubrí la diferencia entre el amor y la pasión. La pasión es una reacción única, pero el amor es un sentimiento capaz de ser eterno. Un gran amor es eterno. Estoy hablando de mi gran amor: María Rita”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E começou a tocar enquanto, os telões reproduziam a letra. Na segunda frase, surgiu a palavra “pause” e Roberto Carlos parou para anunciar um problema técnico:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Vicente, apague a luz”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de dez segundos tudo voltou ao normal e veio um respeito silencioso da platéia para escutar uma música que parece de fato emocionar o cantor, não importa quantas vezes a repita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Roberto Carlos é “só” o artista latino-americano que teve mais discos vendidos e o brasileiro que mais vendeu discos na história. É o rei que viu o primeiro sucesso quando fazia rock brasileiro nos anos 60 e que, como um bom monarca, busca aparentar modéstia, reverenciando os treze músicos, três coristas e o maestro que tocam com ele. Abaixa a cabeça, homenageia as pessoas à frente, mas sabe, no fundo, que o rei é ele. E todos na banda o sabem. E a platéia também. E, além disso, todos querem ser governadas por ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;João, um dos dois guitarristas, um tipo gordinho e simpático, desce do palco ao final do show para tirar foto com uma ou duas mulheres. Elas pedem seu e-mail e ele pergunta alguma sugestão para sair na noite cordobesa, algum lugar pra comer (com ou sem duplo sentido). Uma delas parece se interessar, mas o real interesse não é pelo João, não é pela gente da corte, mas pelo rei. Ela tenta entregar-lhe uma foto tirada do jornal para que ele passe a Roberto Carlos a fim de um autógrafo. Mas João afirma o que elas não suspeitavam: “Eu vejo o Roberto Carlos o mesmo que vocês. Essa hora ele já deve estar pegando o jatinho para viajar”. Claro que não é bem assim. De qualquer forma, João, 29 anos, que desde os 14 já admirador de Roberto Carlos, sabe, no fundo, seu lugar no reinado. Tira foto com as meninas, mas nunca será João. Vai ser sempre “o guitarrista de Roberto Carlos”. E as fotos terão a legenda: “nós com o guitarrista do Roberto Carlos”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes de acabar o espetáculo – uma falsa parada estratégia para voltar mais duas vezes sob os gritos histéricos de “otra, otra”, Roberto Carlos leva montes de rosas nas mãos. Com elas – brancas e vermelhas -, ele finge beijá-las (na verdade nem chega a encostar a boca) e joga às mulheres apaixonadas, que lutam pela “flor do rei”. São senhoras como a administradora Lilia Ghisolfi, 54 anos, que se declara fã incondicional das músicas românticas e das palavras doces do rei. Na companhia de três amigas, ela assiste, impassível, ao show: nunca esteve tão perto do ídolo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SCFaHD1OQVI/AAAAAAAAAL4/trkNGpcNjz0/s1600-h/DSC04097.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197534522296385874" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SCFaHD1OQVI/AAAAAAAAAL4/trkNGpcNjz0/s320/DSC04097.JPG" border="0" height="279" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;Até que chega alguém da produção e anuncia no ouvido de Roberto Carlos que não havia mais tempo. O show, que durou quase duas horas, tinha que acabar, o ginásio tinha que fechar, as pessoas tinham que trabalhar no dia seguinte, e o rei precisava descansar. Ele não faz muitos shows desses. São uns quarenta por ano e estão diminuindo. São muito caros, não acessíveis a qualquer um que queira assistir a uma apresentação que não seja pelo especial de fim de ano da Globo. No reino de Roberto Carlos plebeu não entra. Ele é o primeiro a abandonar o palco enquanto os músicos esperam alguns segundos, a ver se o rei não mudou de idéia e quer cantar mais um pouco. Sabem, também, que o rei tem poderes e que poderia, se fosse seu desejo, cantar mais uma, duas ou dez canções. Mas as luzes se acendem e os músicos começam a guardar os instrumentos. O show na Argentina acabou. Só Deus sabe quando Roberto Carlos volta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isso é o que assegura o vendedor paulista que está fora do Orfeo Superdomo. Com um pacote com três fotos montadas de Roberto Carlos, mais uma fachinha dessas de colocar na cabeça, ele grita às pessoas que estão saindo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mirá, fotos de Roberto Carlos, fotos del show”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O velho jeitinho brasileiro. As fotos não são do show, mas quem se importa? As senhoras passam e pagam dez pesos pelo material. Os maridos tentam andar rápido para não serem obrigados a ouvir suas acompanhantes pedir-lhes para comprar o souvenir que, sabem bem, não deve servir para muita coisa depois de passado o afã pós-espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197535136476709218" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SCFaqz1OQWI/AAAAAAAAAMA/X3dKcsk6s0c/s320/DSC04117.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A última senhora que sai é Milagros, acompanhada de sua amiga da natação, Érica, muitos anos mais nova. Milagros é do tipo que gosta de falar e se distrai enquanto explica ou pergunta algo que muito lhe interessa. É mais uma a morrer de amores pelo rei e chega a largar o volante da direção do carro para contar do tempo em que ouviu Roberto Carlos pela primeira vez, há muitos anos, quando estava de férias no Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O carro vai um pouco para o lado, atravessa a pista lateral, onde uma moto passa e o motoqueiro buzina. Mas para ela nada mais interessa. Ela viu Roberto Carlos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-8388952691979211691?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/8388952691979211691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=8388952691979211691&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/8388952691979211691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/8388952691979211691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/05/o-rei-visita-argentina.html' title='O rei visita a Argentina'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SCFYqj1OQTI/AAAAAAAAALo/jaCrvUX7OPw/s72-c/DSC04032.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-321911366550029127</id><published>2008-04-29T04:20:00.000-07:00</published><updated>2008-06-11T19:23:09.646-07:00</updated><title type='text'>Rocio</title><content type='html'>Ele chega à avenida e faz sinal para o primeiro táxi que vê. O carro amarelo pára e ele entra, sem dar muita importância para a mulher loira, de cabelos bem lisos, que está sentada ao lado do taxista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode me levar ao Museu da Indústria?&lt;br /&gt;- Sim, claro. Da onde você é? – pergunta o taxista&lt;br /&gt;- De Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, olha só”, ele diz, virando-se à mulher ao lado. “Você sabe que os brasileiros têm pica grande, né?”. Ao que a mulher responde: “O quêêe? É verdade?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele crê que está louco. Só pode. Não deve ter entendido direito. Pica grande? Que história é essa? Quando a mulher se vira e o encara nos olhos, seu sangue parece esvair-se do corpo. Percebe que não era uma mulher. Era um travesti, com maquiagem bem contornada nos olhos. Mas ele não a olhou nos olhos, porque os olhos dela estavam virados para as calças dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É verdade isso que ele falou?&lt;br /&gt;- Ih, eu não sei! – respondeu ele, tentando aparentar naturalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O travesti virou novamente para a frente e disse: “ai, assim eu fico loucaaaa!”.&lt;br /&gt;O taxista começou a contar de uma balada brasileira que fica justamente lá no Museu da Industria. “Você vai gostar de lá”, disse à acompanhante, dando um tapa forte com a parte de fora da mão no peito dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela nem ligou. Voltou atrás e continuou mirando-o. Ele, sem saber o que fazer, e tentando não encontrar o olhar dela, buscou mudar de assunto:&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SBcFLD1OQSI/AAAAAAAAALI/RxuNO1l5n6c/s1600-h/txx.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194626382760395042" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 250px; height: 177px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SBcFLD1OQSI/AAAAAAAAALI/RxuNO1l5n6c/s320/txx.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas vocês conhecem o Brasil?&lt;br /&gt;- Não, não conheço. Mas ficaria louca para conhecer. Ainda mais agora. Você já teve alguma relação homossexual?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Ai, mas você é virgem?&lt;br /&gt;- Ai, pára! Você vai envergonhar o menino – disse o taxista. Em seguida, perguntou à ela – Você é virgem da parte de trás, não é?&lt;br /&gt;- Ai......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, do banco de trás, não pôde entender o que ela respondeu. Estava surpreso com o caminho deserto pelo qual estavam indo, umas ruas que nunca vira. Mil pensamentos passaram por sua cabeça. Não sabia onde tinha se metido. “O que será que esses dois vão fazer? Eles podem parar em um mato e tentar me estuprar. E o que eu faço agora? Merda! Anoto a placa do veículo. Sem dúvida. Já devia ter feito. Que merda pegar táxi com gente acompanhada. Juro que não faço mais isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O susto veio de novo e o sangue pareceu gelar pela segunda vez em menos de dez minutos. O travesti, perguntando se no Brasil existiam muitos travestis, estava mexendo no porta-luvas. O que seria? Uma arma? Era agora que o obrigariam a tirar a roupa? “Filhos da puta”, pensou. “Que porra é essa”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tirou uma camisinha e entregou a ele, que não pegou o “presente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai, vai! Veste aí – pediu ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não fez nada a não ser dar uma risada nervosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, deixa disso! Se liga – disse o taxista, salvando-o do sufoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente chegaram ao Museu da Indústria. O taxímetro marcava pouco mais seis pesos. Ele deu o dinheiro e ansiava por sair do carro. Abriu a porta e ouviu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, peraí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para o travesti loiro, que chegou mais perto e lhe entregou um papel:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, para qualquer coisa que você precisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali havia um número de telefone e um nome, escrito de caneta azul piscina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;156360322&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rocio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Tá, tá! Pode deixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saiu do táxi amarelo sem olhar para trás. Só virou quando ouviu o carro arrancar pela rua.&lt;br /&gt;Pôde, então, respirar aliviado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-321911366550029127?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/321911366550029127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=321911366550029127&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/321911366550029127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/321911366550029127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/04/roxie.html' title='Rocio'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SBcFLD1OQSI/AAAAAAAAALI/RxuNO1l5n6c/s72-c/txx.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-4167058399803292097</id><published>2008-04-28T22:45:00.000-07:00</published><updated>2008-04-28T23:24:50.670-07:00</updated><title type='text'>Édipo e a ignorância</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Édipo é o rei desesperado para colocar ordem em seu reino, Tebas, que passa por muitos problemas. Ele recebe do oráculo de Delfos a ordem de purificar a terra da “mancha que ela mantém”, ou seja, “expulsar o culpado, ou punir, com a morte, o assassino do antigo rei, pois o sangue maculou a cidade”. Buscando o tal culpado, cuja morte ou expulsão livrarão a cidade dos infortúnios por que passa, Édipo lança diversas maldições e investiga, até encontrar, aquele acusado pelos deuses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194540912911204626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SBa3cD1OQRI/AAAAAAAAALA/El48LQXFU-M/s320/edipo_cego%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Édipo cego: a vergonha do que descobriu ter feito e a punição&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em seu caminho, muitos tentam impedi-lo, inclusive sua mulher, a rainha Jocasta: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pelas divindades imortais! Se tens amor a tua vida, abandona essa preocupação.&lt;/em&gt; (À parte) &lt;em&gt;Já é bastante o que eu sei para me torturar! Não importa! Escuta-me! Eu te suplico! Não insistas nessa indagação!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste exato momento ele tem em mãos um delicado juízo: ficar na ignorância de não saber a verdade e continuar no governo ou conhecer a verdade e surpreender-se com ela a ponto de arrancar os próprios olhos e exilar-se de Tebas para que o reino volte a prosperar, agora nas mãos de outro rei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele escolhe a segunda opção. E quantas vezes também já tivemos nas mãos a opção de descobrir, de conhecer, mesmo que isso possa nos levar à infelicidade, nos causar tristeza ou mesmo nos destruir? Curioso. Você preferiria a ignorância? Ou talvez a palavra seja curiosidade? Como o personagem de Cypher, em &lt;em&gt;Matrix&lt;/em&gt; (1999), que morde uma picanha suculenta mesmo sabendo que ela, na verdade, não existe: “a ignorância é saborosa”, diz. Será mesmo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-4167058399803292097?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/4167058399803292097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=4167058399803292097&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4167058399803292097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4167058399803292097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/04/dipo-e-ignorncia.html' title='Édipo e a ignorância'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SBa3cD1OQRI/AAAAAAAAALA/El48LQXFU-M/s72-c/edipo_cego%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-4305909092449352054</id><published>2008-04-23T06:09:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T06:31:26.778-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SA85-T1OQQI/AAAAAAAAAK4/88MMXIrWzws/s1600-h/DSC03950.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192432638019649794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SA85-T1OQQI/AAAAAAAAAK4/88MMXIrWzws/s320/DSC03950.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-4305909092449352054?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/4305909092449352054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=4305909092449352054&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4305909092449352054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4305909092449352054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/SA85-T1OQQI/AAAAAAAAAK4/88MMXIrWzws/s72-c/DSC03950.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-8298321483771014165</id><published>2008-03-17T17:06:00.000-07:00</published><updated>2008-03-17T17:07:25.205-07:00</updated><title type='text'>A ver...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;En fin resolví aceptar la idea de tomar el famoso mate. Fui seducido pela conversa de una chica que, todos los días, toma un poco de la caliente bebida.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entonces, salí hoy en una busca desesperada para comprar las cosas para hacer mate: la bombilla, la hierba, el porongo. Después de andar por horas y horas, logré, finalmente, cuando ya estaba desistiendo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Vamos ver se pego el gusto pelo famoso mate argentino…&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-8298321483771014165?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/8298321483771014165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=8298321483771014165&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/8298321483771014165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/8298321483771014165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/03/ver.html' title='A ver...'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-9037600409382914546</id><published>2008-03-12T07:21:00.000-07:00</published><updated>2008-03-12T07:29:14.071-07:00</updated><title type='text'>La bióloga y yo</title><content type='html'>&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;- ¿Qué estudias vos?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;- Periodismo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;- Ah, que lindo!&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;¡¡Puedo morir feliz ahora!!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-9037600409382914546?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/9037600409382914546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=9037600409382914546&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/9037600409382914546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/9037600409382914546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/03/la-biloga-y-yo.html' title='La bióloga y yo'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-600574592246953931</id><published>2008-03-12T06:57:00.001-07:00</published><updated>2008-03-12T07:15:39.881-07:00</updated><title type='text'>Hasta...</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Viaja&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="ES-AR"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="ES-AR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;dói. Sério! É difícil. Voce sai de um lugar onde, na maioria das vezes, está tudo tranquilo, tudo acertado, sem altos nem baixos. A lei do menor esforco diz para n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="PT-BR"&gt; ã&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o viajarmos e nos acomodarmos onde estamos, mas nada seria do jeito que é hoje se o homem n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="PT-BR"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o saísse de seu lugar de origem para desvendar outros mistérios e tentar conhecer o desconhecido...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Estou meio tenso em fazer essa viagem para Córdoba. Como naquela em que fiz para Floripa, devo enfrentar uma cultura diferente e um lugar novo e sem conhecer ninguém. Isso é um pouco complicado, mas tenho convicç&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="PT-BR"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o de que valerá a pena.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A propósito, essa viagem de avi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="PT-BR"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o, depois de algumas que já tive oportunidade de fazer, foi aquela em que verdadeiramente observei pela janelinha. E vi que a cidade de S&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="PT-BR"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o Paulo se parece com os cenários expressionistas de filmes alem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="PT-BR"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;es do comeco do século XX, com prédios que, aqui do alto, lembram a arquitetura futurista do filme &lt;i style=""&gt;Metropolis&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;No avi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o, 4 de mar&lt;/span&gt;ç&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o de 2008&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-600574592246953931?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/600574592246953931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=600574592246953931&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/600574592246953931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/600574592246953931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/03/hasta.html' title='Hasta...'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3996852511201125170</id><published>2008-02-22T22:57:00.000-08:00</published><updated>2008-02-22T23:00:58.749-08:00</updated><title type='text'>"Juno" traz um tema clichê tratado de forma inteligente</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R7_ElMLoGwI/AAAAAAAAAKk/J0hGJ0-pkbg/s1600-h/juno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170067040448813826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R7_ElMLoGwI/AAAAAAAAAKk/J0hGJ0-pkbg/s320/juno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Juno (Ellen Page) é uma menina de 16 anos que está grávida. A primeira coisa que passa por sua cabeça é que a futura criança deve ser abortada o quanto antes. Ela vai, então, a uma clínica para obter informações sobre o aborto. No caminho, uma conhecida sua está na frente do lugar com um cartaz e palavras contra o “assassinato de bebês”. Ao entrar lá, Juno se lembra dos dizeres da colega: “O seu bebê tem unhas”. É quando Juno observa, na fila de espera, as mãos das pessoas. Ela reflete por alguns momentos e sai do consultório correndo. Abortar, agora, estava fora de questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma das cenas mais interessantes da aclamada pela mídia norte-americana como “a comédia independente do ano”. O diretor de &lt;em&gt;Juno&lt;/em&gt; (2007), Jaison Raitman, faz com que compreendamos, em alguns closes de mãos das pessoas alternados com o rosto nervoso de Juno e a tensão do ambiente, o motivo de a personagem ter desistido da idéia do aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juno é uma garota considerada “esquisita” por muitos. Suas roupas tipo camisa xadrez, o gosto por punk rock, o vocabulário que utiliza e o jeito de andar são características de uma jovem não conformista que tenta ser independente. É assim que seduz o amigo Blakeer (Michael Cera), um rapaz bobo e imaturo que não entende a responsabilidade e o dever de estar ao lado da menina a quem ele engravidou. Para Blakeer, se há algum culpado este posto é preenchido por June.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É então que a jovem decide que deve ter a criança e doá-la a quem tenha melhores condições de criar o bebê. Assim, ela conhece Vanessa (Jennifer Garner) e Mark (Jason Bateman), um casal aparentemente perfeito e bem-sucedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nessa relação entre a mulher grávida com os futuros pais adotivos que o talento de Ellen Page fica mais evidente. À vontade no papel de Juno, a atriz consegue facilmente criar um elo com o espectador, que reconhece na figura dela as dificuldades e dilemas enfrentados por uma pessoa que, sem sequer ter saído da adolescência, é obrigada a enfrentar responsabilidades da vida adulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da forte personalidade de Juno – uma mulher que quer se afirmar como independente e madura -, ela carrega o peso de ser mãe sem se sentir preparada para isso. O diálogo com Blakeer, em um dos corredores do colégio, é significativo nesse sentido. Ela, já ostentando uma grande barriga, deixa a bolsa cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Deixa eu carregar sua bolsa? – pergunta ele.&lt;br /&gt;Ao que ela responde, olhando rapidamente para a barriga:&lt;br /&gt;-Que diferença faz mais alguns quilos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é justamente nos diálogos que a produção se destaca dos vários filmes já feitos sobre adolescentes que engravidam precocemente. Escrito pela roteirista estreante Diablo Cody, o roteiro ajuda a compor a complexidade da personagem e resiste à tentação de cair em banalidades. Na conversa com o pai desapontado (J. K. Simmons) que diz “sempre pensei que você fosse o tipo de garota que soubesse dizer quando”, Juno responde: “eu não sei o tipo de garota que sou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, o filme não fica na superfície ao abordar um tema bastante comum e igualmente complexo. Apesar do final previsível, um pouco piegas, mas que arredonda a história em um círculo, &lt;em&gt;Juno&lt;/em&gt; é um filme que discute algo difícil de uma forma, digamos, adolescente, sem ser infantil ou imaturo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3996852511201125170?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3996852511201125170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3996852511201125170&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3996852511201125170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3996852511201125170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/02/juno-traz-um-tema-clich-tratado-de.html' title='&quot;Juno&quot; traz um tema clichê tratado de forma inteligente'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R7_ElMLoGwI/AAAAAAAAAKk/J0hGJ0-pkbg/s72-c/juno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3127879906325780382</id><published>2008-02-22T22:44:00.000-08:00</published><updated>2008-02-22T22:48:58.952-08:00</updated><title type='text'>São Luis do Paraitinga: o carnaval dos mais de 40 mil</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R7_BjMLoGvI/AAAAAAAAAKc/qp23KtAmVXM/s1600-h/slp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170063707554192114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R7_BjMLoGvI/AAAAAAAAAKc/qp23KtAmVXM/s320/slp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.nyt.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.nyt.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Juca Teles&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Amora em Flor&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Boca do povo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;São palavras de amor&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Essa é a estrofe de abertura da música mais tradicional do carnaval de São Luis da Paraitinga, cidade localizada a cinqüenta minutos de Taubaté, em São Paulo, e conhecida como “opção de bom carnaval fora dos grandes centros” pelo jornal norte-americano The New York Times. Pois é, ao lado de Laguna (SC), Ouro Preto e Diamantina (MG) e Morro de São Paulo (BA), a pequena cidade de São Luis, com pouco mais de dez mil habitantes, viu passar, no sábado de carnaval, 40 mil pessoas por suas ruas estreitas. Todas ansiosas por um dos poucos carnavais de rua que fazem questão de preservar a marchinha como música oficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que um decreto oficial da prefeitura proibiu ritmos musicais como samba, axé, funk e pagode. É uma tentativa protecionista de manter os blocos com temas e canções específicos, que remetem ao início da década de 20, quando os moradores da zona rural comemoravam o carnaval em bailes de salão antes da missa de quarta-feira de cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo, foram criados os bonecões, feitos em papel machê para representar a cultura popular, como o Juca Teles, inventado por um antigo oficial de Justiça e poeta da cidade. Além dele, há outros personagens que fazem qualquer folião ficar com as músicas impregnadas na memória, como o motorista Barbosa e a dona Maricota, para não falar da exótica maluquice da “buzina paralisadora”. É assim: várias pessoas juntas, dançando e pulando e cantando até que alguém aperta a buzina. Todos param no primeiro toque e ficam na posição em que estavam. Depois, ao ouvirem o segundo toque, toda a dança recomeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Béin! Pausa. Béin, béin!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo de carnaval, eles dois estavam comendo frango caipira na hora do almoço. Era bom abastecer o estômago para o dia de folia em São Luis do Paraitinga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço, pegaram uma van na rodoviária de Taubaté rumo ao que consideravam “o melhor carnaval de rua do Brasil”. Ali, uma hora depois, estavam no supermercado da cidade para misturar vodca barata a duas caixinhas de suco “del Valle” e beber uma adaptação do drinque “sex on the beach”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo alegres à praça principal, um deles diz para uma menina loira que passava ao lado da amiga morena:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha só! Vc é do Big Brother, não é?&lt;br /&gt;Ela, rindo, pergunta:&lt;br /&gt;- Big Brother?&lt;br /&gt;- É, não é? Você não foi a última eliminada do BBB?&lt;br /&gt;- Hahaha! Eu não sei. Nem assisto Big Brother.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E começaram a conversar. Juntaram os quatro e eles dividiram a bebida com elas. Três litros só para os dois ia ser demais mesmo. Eles compartilhavam o “drinque” e elas buscavam copos com gelo nos bares ao lado. Uma cooperação harmônica entre as espécies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morena bebeu demais e saiu com outra amiga loira para “procurar gatos” e dar “beijos coletivos”. A loira que sobrou apresentou outra amiga aos garotos. Um deles ficou com a loira e o outro, com a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim pela tarde toda. Já de noitinha, a primeira amiga morena voltou bêbada e todos tiveram que levá-la para casa da avó de uma delas. Um sacrifício foi para acompanharem a morena bêbada nos lances de degraus três ruas acima do coreto central da praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguiram, afinal. E todas ficaram na casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois, vendo-se livres do que apelidaram de “casamento na balada”, seguiram correndo para buscar duas cervejas e participar do bloco “Ninguém é de Ninguém”. Isso era lá pela 0h30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine só a surpresa deles quando olham pra trás e dão de cara com as duas meninas que tinham acabado de deixar na casa lá em cima. Elas passam por eles cantando a marchinha, enredo do bloco que desfilava nas ruas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ninguém é de ninguém, mas todo mundo&lt;br /&gt;É de todo mundo&lt;br /&gt;No carnaval.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é o carnaval.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3127879906325780382?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3127879906325780382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3127879906325780382&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3127879906325780382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3127879906325780382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/02/so-luis-do-paraitinga-o-carnaval-dos.html' title='São Luis do Paraitinga: o carnaval dos mais de 40 mil'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R7_BjMLoGvI/AAAAAAAAAKc/qp23KtAmVXM/s72-c/slp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3585973108408341620</id><published>2008-02-22T22:34:00.000-08:00</published><updated>2008-02-22T22:40:25.198-08:00</updated><title type='text'>Pra depois</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A viagem Brasil-Bolívia-Peru foi sensacional! Tenho a sensação, agora, de que ela passou muito rápido...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O diário de viagens (ou tentativa de) foi publicado em parte aqui. Desisti. Ao menos no mundo virtual. Ele existe em folhas de cadernos, a maioria folhas pautadas, soltas e roubadas de um caderno grande que o Gorges levou. Não tenho interesse em continuar com aqueles textos no blog. Acho que precisam de mais trabalho, um olhar mais profundo sobre tudo o que aconteceu, sobretudo na expêriencia de convívio com a cultura diferente daqueles países. Apesar de sermos todos, afinal, vizinhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3585973108408341620?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3585973108408341620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3585973108408341620&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3585973108408341620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3585973108408341620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/02/pra-depois.html' title='Pra depois'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3753389223917356507</id><published>2008-01-23T14:37:00.000-08:00</published><updated>2008-01-23T14:50:19.009-08:00</updated><title type='text'>Dia 6 - 09/01/08 - quarta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois da terrível viagem no trem, o nome pelo qual ele ficou famoso logo se explica: o trem não mata, mas quase. Exagero. Sofremos um choque, de certa maneira: as poltronas duras, as bagagens mal fixadas por sobre nossas cabecas, o frenético sacolejar, o ruído de ferros batendo, o cheiro de terra e suor e as infinitas paradas nas "estacões"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incrível foi que, enquanto eu, brasileiro, achava tudo aquilo um absurdo, os bolivianos que percorrem o trajeto com mais frequência acham bem natural: a mãe arruma e estende os cobertores no chão e o filho de 12 anos, de pijamas, deita sobre as poltronas duplas. No banheiro, um aviso em cima da torneira alerta: "esta água nao é potável". No vaso sanitário, sem lixeira nem papel higiênico, o buraco central mostra os trilhos passando rápidos. Qualquer coisa que se faça ali vai direto para o chão de fora do trem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso na segunda classe. Na primeira, os bancos sao semi-reclináveis e há ar-condicionado. Na última, as poltronas sao mais próximas umas da outras e é possível ficar um passageiro de frente para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em todos os vagões – com exceção da primeira classe, segundo me disseram, mas não pude confirmar – as mulheres e crianças – de 7, 8 anos – entram para vender comida. É sempre a mesma cantilena triste e monótona e repetitiva de quem trabalha muito e constantemente em um serviço que não tem hora de entrada nem de saída – até na madrugada as crianças, algunas acompanhadas das mães e outras sozinhas, vendem pastéis, frangos assados, carnes no espeto, água e limonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da madrugada, uma senhora e dois filhos sentam-se próximos à minha poltrona. Não há poltronas vagas para eles. Ela fica no chão, onde acomoda a menina de 5 anos e o garoto de 10. Viajam dormindo ali mesmo. Para eles, nada de anormal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a Santa Cruz de la Sierra, por fim. O alívio da chegada dura até nao encontrarmos vagas em nenhum dos hotéis próximos à rodoviária. Hospedamo-nos um pouco mais longe, próximo da catedral e da alaldia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Cruz é uma cidade simpática. Descobri, ali, que as bolivianas podem ser muito bonitas, mas perdi a oportunidade de conversar com as primeiras que nos disseram &lt;em&gt;¡Hola!&lt;/em&gt; na praça. Demoramos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simpatia da cidade e também do taxista Vítor, que nos levou para uma volta nos "anillos" de Santa Cruz - planejada em cerca de 20 anéis que seguem de modo concêntrico. Com ele, conhecemos a periferia, tão pobre quanto em Porto Quijarro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vítor veio de Cochabamba e é defensor ferrenho do governo de Evo Morales. "Ele está mudando, pensando nos mais pobres e batendo na elite branca. Toda mudança provoca resistência. É um choque para os pobres. A grande questão é a distribuição de terra e os cambas são contra isso".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo que ele explica, colha é quem vem da regão do altiplano. São, como ele, favoráveis à política de Evo. Camba é quem vem do oriente do país. São contra o pensamento e as atitudes do atual presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vítor nos falou sobre o mal de Soroche, problema sofrido por quem não está acostumado com a altitude das montanhas. "Vocês têm de tomar um remedinho chamado "soroche", um chá de coquita antes de subir e deixar três ou quatro folhas de coca no canto da boca".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andamos mais de meia hora em seu táxi. O trânsito aqui é um caos a toda hora do dia ou da noite. Os carros, na maioria modelos já considerados antigos no Brasil (de vez em quando aparece um bólido tipo Mitsubishi), são muitos e o som da buzina supera todos os outros barulhos. É a lei da buzina e da desorganização. É preciso paciencia para que o pedestre possa atravessar qualquer rua movimentada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3753389223917356507?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3753389223917356507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3753389223917356507&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3753389223917356507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3753389223917356507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/01/dia-6-090108-quarta.html' title='Dia 6 - 09/01/08 - quarta'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-7719505175983763273</id><published>2008-01-14T15:25:00.000-08:00</published><updated>2008-01-14T15:43:22.283-08:00</updated><title type='text'>Dia 5 – 08/01/08 – terça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois de 21 horas de viagem de Floripa para Campo Grande, vivemos ainda momentos de luxo na casa de nosso amigo Tonetti, com direito a comida boa e banho na capital do Mato Grosso do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um jogo de sinuca e cerveja, viajamos mais 12 horas de ônibus em direção à Corumbá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, pela manhã, chegamos de táxi à fronteira, onde dois oficiais bolivianos fardados checaram nossos documentos e carimbaram os passaportes. No táxi que tomamos em seguida, com destino à cidade de Porto Quijarro, tivemos o primeiro contato com o novo país e sua população: uma paisagem de terra batida com casas muito simples e mendigos na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francis, o taxista, se exaltou quando tocamos no assunto “Evo Morales”. Ele não concorda com certas medidas do presidente, mas lhe agrada o fato de Evo representar uma mudança na sucessão de governantes brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Porto Quijarro, buscando uma passagem para o chamado “trem da morte”, conhecemos Rojas, um senhor de 67 anos que nos pede para vigiar sua bagagem enquanto vai telefonar de seu celular Nokia. É um modelo antigo, daquele estilo vulgarmente conhecido com “tijolão”.&lt;br /&gt;A chuva na cidade é intermitente. Há goteiras dentro do terminal e muita gente esperando para entrar no trem, que atrasa quase uma hora. Lá dentro, ao lado das poltronas duplas pouco confortáveis, está Enrique Roca Ayala, um pedreiro que trabalha no sistema de iluminacão de Porto Quijarro. Junto dele viaja Felipe de Lima, um garoto de seis anos que nasceu em Campo Grande. O pai de Felipe, junto de Enrique, vendia pamonhas nas estações de trem até que a bebida cortou a relacao dos dois. "Ele comecou a ter problemas com álcool", conta o pedeiro que também é pastor protestante. &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155481472949275986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4vzFbE_zVI/AAAAAAAAAI8/x6qPsqXZq0k/s320/DSC02745.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Felipe pronto pra briga&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O pequeno Felipe, um guri que não pára de brincar com um broche dos Guns`n Roses, está sob os cuidados de Enrique, que levará a crianca até o povoado de Fontana. Os olhos brilhantes e o sorriso do pequeno Felipe sao revigorantes e fazem a viagem ser mais suportável. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eles deixaram o trem faz tempo. Nesse meio tempo, as paradas nas estações são entrecortadas pelos apitos das mulheres e criancas que vagueiam pelos corredores vendendo comidas e bebidas - limonadas em baldes para quem se dispuser a pagar um boliviano pelo copo. A propósito, um real brasileiro vale 3,50 bolivianos no mercado paralelo.&lt;br /&gt;Agora, 21h, estamos longe do destino e de saco cheio com a viagem que, ainda que cansativa, ainda não nos mostrou razão para se chamar “da morte”. Ao menos não para nós. &lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155478389162757426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4vwR7E_zTI/AAAAAAAAAIs/Z5KAG8wuA8g/s320/DSC02769.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dentro do trem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;... &lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155479922466082114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4vxrLE_zUI/AAAAAAAAAI0/tsjfpJfmIEI/s320/DSC02764.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Vendedora no trem: crianças trabalhadoras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;0h47 – o trem anda e pára com uma frequência irritante. Parece quebrado. Os bolivianos que nos desculpem, mas não consigo deixar de pensar: como é que fui me meter nessa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-7719505175983763273?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/7719505175983763273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=7719505175983763273&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7719505175983763273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7719505175983763273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/01/dia-5-080108-tera.html' title='Dia 5 – 08/01/08 – terça'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4vzFbE_zVI/AAAAAAAAAI8/x6qPsqXZq0k/s72-c/DSC02745.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-8708924597931707706</id><published>2008-01-14T15:20:00.000-08:00</published><updated>2008-01-14T15:25:14.930-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4vvHbE_zSI/AAAAAAAAAIk/RqkNWjvpYzw/s1600-h/DSC02731.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155477109262503202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4vvHbE_zSI/AAAAAAAAAIk/RqkNWjvpYzw/s320/DSC02731.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; O "trem da morte"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-8708924597931707706?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/8708924597931707706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=8708924597931707706&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/8708924597931707706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/8708924597931707706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/01/o-trem-da-morte.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4vvHbE_zSI/AAAAAAAAAIk/RqkNWjvpYzw/s72-c/DSC02731.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-2181620488575525880</id><published>2008-01-14T15:05:00.000-08:00</published><updated>2008-01-14T15:11:04.438-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4vrnrE_zRI/AAAAAAAAAIc/APHbUZUfxY0/s1600-h/DSC02711.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155473265266773266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4vrnrE_zRI/AAAAAAAAAIc/APHbUZUfxY0/s320/DSC02711.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Tonetti, eu, Celso, Gorges e Faraco: tereré no campo "mais grande" do Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-2181620488575525880?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/2181620488575525880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=2181620488575525880&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/2181620488575525880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/2181620488575525880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/01/tonetti-eu-celso-gorges-e-faraco-terer.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4vrnrE_zRI/AAAAAAAAAIc/APHbUZUfxY0/s72-c/DSC02711.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3970479467997931811</id><published>2008-01-12T06:55:00.000-08:00</published><updated>2008-01-12T07:11:54.788-08:00</updated><title type='text'>Dia 3 – 06/01/08 – domingo</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Saímos por volta das 15h de Floripa em um ônibus executivo com destino a Campo Grande. No banco da frente, um guri que já fez a viagem para Machu Picchu conta algumas de suas experiências: a dor física provocada pelas altas altitudes (“dor de cabeça é o mínimo que você vai sentir, o pior é o ouvido quase estourando...”), a criminalidade, a pobreza e a precariedade da comida boliviana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me pareceu meio preconceituoso, sei lá. Acho que vê os outros com os próprios olhos em vez de tentar buscar um novo olhar, diferente do seu. De qualquer forma, seu relato me deixou com certo receio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Floripa - e nos lugares pelos quais passamos como Joinville – a chuva era intermitente. Posso ser piegas, mas quem sabe nosso caminho está sendo lavado para que nossa experiência seja revitalizadora... Vai saber...&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4jV3LE_zPI/AAAAAAAAAH8/bwloEc3D-8I/s1600-h/DSC02697.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154604917368802546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4jV3LE_zPI/AAAAAAAAAH8/bwloEc3D-8I/s320/DSC02697.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Visão da varanda do quarto da Bruna, irmã do Gorges &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3970479467997931811?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3970479467997931811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3970479467997931811&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3970479467997931811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3970479467997931811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/01/dia-3-060108-domingo.html' title='Dia 3 – 06/01/08 – domingo'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4jV3LE_zPI/AAAAAAAAAH8/bwloEc3D-8I/s72-c/DSC02697.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-8064572526231755603</id><published>2008-01-12T06:54:00.001-08:00</published><updated>2008-01-12T06:55:25.122-08:00</updated><title type='text'>Dia 1 – 4/01/2008 – sexta</title><content type='html'>A idéia é percorrer parte do Brasil, atravesar a Bolivia e chegar a antiga cidade-fortaleza de Machu Picchu. Esse é um caminho bastante conhecido por mochileiros que se aventuram a conhecer parte da América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as malas prontas – uma mochila gigante e uma pequena mala de mão, saio de São Paulo para encontrar os brothers em Floripa. Vamos eu, Lucas e Leonardo. Ou, mais informal, Mi, Faraco e Gorges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira noite em Floripa é agitada. Encontro o pessoal e eu, Gorges e Finha vamos a uma balada na Lagoa que, não fosse a cerveja e as gatinhas do Finha, estaria fadada ao fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estamos no “bem-bom”. Na casa do Gorges com comida, cama macia e banho. Não sei o que vem pela frente. O que vamos encontrar? De qualquer forma, tendo a concordar com o famoso guerrilheiro que empreendeu uma viagem de maiores proporções pela América Latina. Acho que vou sair dessa viagem mudado, ou ao menos diferente. Bem diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosidade. Mente aberta. Vontade de arriscar. (propaganda da Shell em uma revista)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154603731957828834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4jUyLE_zOI/AAAAAAAAAH0/2fVA1znnc3A/s320/am2.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-8064572526231755603?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/8064572526231755603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=8064572526231755603&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/8064572526231755603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/8064572526231755603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/01/dia-1-4012008-sexta_12.html' title='Dia 1 – 4/01/2008 – sexta'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R4jUyLE_zOI/AAAAAAAAAH0/2fVA1znnc3A/s72-c/am2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-522524803723122328</id><published>2008-01-03T08:39:00.000-08:00</published><updated>2008-01-03T08:52:02.790-08:00</updated><title type='text'>2+2=5?</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Dois mais dois é igual a quanto? No regime autoritário de 1984 é quanto o Grande Irmão quiser&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151292707309603986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R30RbLE_zJI/AAAAAAAAAHI/y_WAp4tvyOY/s320/a2.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nineteen Eighty-Four, Companhia Editora Nacional, 2003)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O que passa pela sua mente quando se pensa em uma sociedade totalitária? Toque de recolher, julgamentos sem o devido processo legal, guerras? George Orwell imaginou, em 1948, um mundo sufocante onde governos tipo Hitler e Stalin seriam coisa de criança quando comparados ao poder do Grande Irmão, o Big Brother.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clássico do que especialistas chamam de literatura política, &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt; traz um mundo aterrador, dividido em três superestados que estão em guerra permanente. O objetivo da guerra não é vencer o inimigo, mas manter no poder certo grupo dominante. As pessoas não têm liberdade de ir e vir e, muito menos, de pensar. Em grande parte das residências, um objeto chamado teletela “vê” o que todo mundo faz. O Estado detém a memória: todos os registros do que aconteceu antes da chegada do Grande Irmão ao poder foram modificados e sofrem alterações assim que uma notícia, artigo ou opinião entrem em conflito com as necessidades do momento. Nada havia além do Partido: “tudo se fundia e confundia num mundo de sombras no qual, por fim, a data do ano se tornara incerta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coesão interna é obtida não apenas pela opressão, mas também pela elaboração de um novo idioma - a Novilíngua - que impediria que qualquer opinião contrária ao Partido fosse expressa. Trata-se de uma coleção de vocabulários enxutos que condensa ou remove sentidos a fim de restringir o pensamento. Uma vez que as pessoas não pudessem se referir a algo, isso passaria a não existir. A palavra mais usada no livro, seguindo o novo idioma, é duplipensar. Seu significado corresponde ao fato de o indivíduo conviver simultaneamente com duas crenças opostas, aceitando ambas. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;“Saber e não saber, ter consciência de completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas, sabendo-as contraditórias e ainda assim acreditando em ambas; usar a lógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade, crer na impossibilidade da Democracia e que o Partido era o guardião da Democracia; esquecer tudo quanto fosse necessário esquecer, trazê-lo à memória prontamente no momento preciso, e depois torná-lo a esquecer; e acima de tudo, aplicar o próprio processo ao processo. Essa era a sutileza derradeira: induzir conscientemente a inconsciência, e então, tornar-se inconsciente do ato de hipnose que se acabava de realizar. Até para compreender a palavra "duplipensar" era necessário usar o duplipensar." &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R30QvLE_zII/AAAAAAAAAHA/qtOZHEWhIbI/s1600-h/a1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151291951395359874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R30QvLE_zII/AAAAAAAAAHA/qtOZHEWhIbI/s320/a1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O livro conta a história de um funcionário do Partido, Winston Smith (referência ao primeiro-ministro inglês durante a Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill, junto a um sobrenome comum no Reino Unido: Smith) que passa da indiferença na sociedade em que está inserido à revolta. Para ele algo estava errado. Faltava alguma coisa. Não sabia o que sentia e tentava extravasar sua angústia escrevendo em um diário – sempre em um espaço fora do alcance da teletela. Se fosse pego, provavelmente se submeteria à Polícia do Pensamento, que “sumia” com as pessoas, apagando qualquer vestígio de que elas teriam um dia existido. Tornaria-se uma “impessoa”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com narrador em terceira pessoa, Orwell nos guia pelo caminho que Winston percorre na rebelião contra o sistema. Chega de ser mais uma engrenagem, mais uma peça da máquina do Grande Irmão. Naquele contexto, as coisas eram como o Partido quisesse que fossem. Em um desabafo, o protagonista escreve em suas anotações: “A liberdade é a liberdade de dizer que dois e dois são quatro. Admitindo-se isto, tudo o mais decorre”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Grande Irmão pode controlar aquilo que temos de mais íntimo e particular: o pensamento. Para o autor, é o futuro. Um pesadelo. A metáfora do mundo que estávamos, em meados do século XX, quando o livro foi escrito: invasão de privacidade, avanços tecnológicos a favor do controle aos cidadãos, a manipulação da memória histórica, as guerras contínuas cujo objetivo não é conquistar territórios, mas manter intacta a estrutura da sociedade. Será que o planeta em que estamos vivendo vai se tornar um &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt;? Ou já vivemos sob o olhar do Grande Irmão e ainda não nos demos conta?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-522524803723122328?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/522524803723122328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=522524803723122328&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/522524803723122328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/522524803723122328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2008/01/225.html' title='2+2=5?'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/R30RbLE_zJI/AAAAAAAAAHI/y_WAp4tvyOY/s72-c/a2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-5099890993284470198</id><published>2007-10-25T06:30:00.000-07:00</published><updated>2007-10-25T06:38:28.601-07:00</updated><title type='text'>Disco sem preço</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RyCaknUa4vI/AAAAAAAAAD4/KHylLGSUmLo/s1600-h/rainbbbbbbb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125266329768223474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RyCaknUa4vI/AAAAAAAAAD4/KHylLGSUmLo/s320/rainbbbbbbb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eles provaram que não é preciso de gravadora para lançar um disco de sucesso. Em seu sétimo álbum, a banda inglesa Radiohead inovou na forma de comercializar seu trabalho. &lt;em&gt;In the rainbows&lt;/em&gt; será lançado no dia 3 de dezembro como um box, contendo as músicas em CD, um disco duplo de vinil e um CD multimídia com faixas adicionais, fotos e letras. Mas qualquer um pode ter acesso às dez músicas do disco baixando pela internet no site da banda. Partindo da idéia “it´s up to you”, cabe a quem faz o download estipular quanto quer pagar pelos arquivos digitais. É você quem coloca o valor que acha que o CD vale, mesmo que seja zero libras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Musicalmente falando, &lt;em&gt;In the Rainbows&lt;/em&gt; preserva as características do Radiohead e mantém a personalidade da banda. Está tudo ali: as letras depressivas, os arranjos melodiosos, além dos elementos eletrônicos e a multiplicidade de sons simultâneos. Mas não é fácil de ser digerido. Não há singles, as músicas são fragmentadas, há ruídos e barulhos que nos obrigam ouvir mais de uma vez antes de sermos capazes de formular qualquer opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sonoridades não convencionais provocadas por sintetizadores, saindo do básico vocal, guitarra, baixo e bateria, deixam o álbum mais interessante. A propósito, o Radiohead decidiu disponibilizar no download todas as faixas porque consideram que ficar ouvindo músicas isoladas desvirtua a idéia de seqüência. Afinal, o CD foi feito para ser ouvido inteiro, na ordem em que as canções estão. Esse é purismo do Radiohead. Essa é a arte de fazer música independente de ter uma gravadora ou não.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-5099890993284470198?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/5099890993284470198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=5099890993284470198&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5099890993284470198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5099890993284470198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/10/disco-sem-preo.html' title='Disco sem preço'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RyCaknUa4vI/AAAAAAAAAD4/KHylLGSUmLo/s72-c/rainbbbbbbb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-7925697509309137944</id><published>2007-10-05T00:46:00.000-07:00</published><updated>2007-10-05T03:45:10.184-07:00</updated><title type='text'>O Contrato</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RwYVlMO0AeI/AAAAAAAAADw/OY-8QNeiHEU/s1600-h/cont.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117801755235844578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RwYVlMO0AeI/AAAAAAAAADw/OY-8QNeiHEU/s320/cont.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-7925697509309137944?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/7925697509309137944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=7925697509309137944&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7925697509309137944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7925697509309137944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/10/o-contrato.html' title='O Contrato'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RwYVlMO0AeI/AAAAAAAAADw/OY-8QNeiHEU/s72-c/cont.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-6778476484839669719</id><published>2007-10-05T00:42:00.001-07:00</published><updated>2007-10-05T00:45:56.177-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois daquele dia, estabeleceu-se um acordo tácito entre aqueles dois mundos. Era a quarta ou quinta vez que se viam, que conversavam, que riam juntos. Ninguém forçou a barra. Ela, calma e boa de papo, olhava diretamente para os olhos dele. Ele, por sua vez, não tinha más intenções, nem primeiras, nem segundas e nem terceiras. Era simplesmente conhecer gente nova e fazer amizades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquele último encontro selou o pacto. Só com o pensamento, com o sentimento, com a emoção, guardaram o beijo para a próxima vez. Nem precisariam falar nada. O encontro macio dos lábios seria o bastante para dizer tudo sem nada. O gesto é comunicação. O silêncio também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação assumiu a característica do duelo calado. Vieram os joguinhos; o fazer de conta; o não ver que o outro estava presente; o desviar de olhos; e conversas rápidas, apressadas, pelo corredor, entre uma tarefa e outra do serviço cotidiano. Tão atarefados estavam que ele não dava bola para ela e ela não se interessava por ele. Mentira! Interessar interessava. Faltava coragem em admitir. Ele, idem. O acordo era quieto, frágil em suas bases não-verbais. Os jogos matam qualquer relacionamento. Por que têm de existir? Orgulho? Vaidade?&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RwXq_cO0AZI/AAAAAAAAADM/1Tn2gGO75Co/s1600-h/beijo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117754927207416210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RwXq_cO0AZI/AAAAAAAAADM/1Tn2gGO75Co/s320/beijo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana. Duas. Três. Nada de nada. As conversas cada vez mais rápidas, os olhares furtivos desviados assim que o outro levantava os olhos. Risinhos nervosos, tensos, fingindo não rir do que o outro falava, mas de uma piada que acabara de se lembrar. O fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, uma festa com o pessoal do trabalho. Ambiente descolado, alegre, feliz. Os copos de cerveja rolando. Dourados e com espumas. Brilhantes. Como quem não quer nada, depois de certo nível alcoólico no sangue (nada muito preocupante), ele chega junto. Tudo bem? Ela está bem, e responde-o aos ouvidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não faz isso – sussurra, falando uma coisa, querendo outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chega mais ainda. As assinaturas do acordo se mantêm. Invisíveis. Caladas. Até se encontrarem no tão sonhado beijo macio, suave, ébrio. Ligeiramente ébrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém disse a ele que o acordo tinha prazo de vencimento. Acabou depois daquela noite, quem sabe naquela noite mesmo, logo após voltarem do mundo do beijo bêbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas outras festas, cada vez mais freqüentes para “alegrar” e “socializar” os funcionários, ela mostrou que era espécie de agiota e financiadora. Não adianta notas promissórias. Ela não deve nada. Não era só com ele que mantinha acordo, mas com muito mais gente do que se poderia imaginar. Acordos tácitos com vencimento em um dia. O prazo final. Depois disso, venceu. Não vale mais. Ela venceu ou venceu ela?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-6778476484839669719?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/6778476484839669719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=6778476484839669719&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/6778476484839669719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/6778476484839669719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/10/depois-daquele-dia-estabeleceu-se-um.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RwXq_cO0AZI/AAAAAAAAADM/1Tn2gGO75Co/s72-c/beijo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-6569307305534135152</id><published>2007-10-05T00:02:00.000-07:00</published><updated>2007-10-05T00:42:19.297-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RwXj08O0AYI/AAAAAAAAADE/OOyUgrsWiWw/s1600-h/nuclio_npod_1094228803_6990807.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117747050237395330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RwXj08O0AYI/AAAAAAAAADE/OOyUgrsWiWw/s320/nuclio_npod_1094228803_6990807.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-6569307305534135152?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/6569307305534135152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=6569307305534135152&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/6569307305534135152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/6569307305534135152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RwXj08O0AYI/AAAAAAAAADE/OOyUgrsWiWw/s72-c/nuclio_npod_1094228803_6990807.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3385808243559730752</id><published>2007-08-25T11:49:00.000-07:00</published><updated>2007-08-25T11:50:19.679-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.onne.com.br/modules/sms/upload/cell_2_1Image_Imagem2078291.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 244px; CURSOR: hand; HEIGHT: 373px" height="481" alt="" src="http://www.onne.com.br/modules/sms/upload/cell_2_1Image_Imagem2078291.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3385808243559730752?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3385808243559730752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3385808243559730752&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3385808243559730752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3385808243559730752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/08/blog-post.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-7593285177608200620</id><published>2007-08-25T11:42:00.000-07:00</published><updated>2007-08-25T11:44:37.549-07:00</updated><title type='text'>No no no no</title><content type='html'>Em uma casa de jogos de Londres, dois jogadores se destacam: uma mulher morena, de vestido vermelho e cabelos cheios amarrados por trás da cabeça, tipo coque, e um homem de trinta e poucos anos, usando smoking.&lt;br /&gt;- Admiro sua coragem, senhorita... – ele diz. A câmera exibindo as mãos dele pegando um cigarro.&lt;br /&gt;- Trench. Sylvia Trench. – ela se apresenta, olhando para a mesa – Admiro sua sorte, senhor...&lt;br /&gt;Com o isqueiro, acendendo o cigarro:&lt;br /&gt;- Bond. James Bond.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música-tema de fundo, o ambiente esfumaçado, o olhar lateral à câmera. 1962. É a primeira aparição do espião inglês nos cinemas. Quem o interpreta é o ator Sean Connery. O filme, &lt;em&gt;007 Contra o Satânico Dr. No&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado pelo escritor Ian Fleming nos anos 50, James Bond é um agente secreto, também conhecido pelo código 007 (o duplo zero significa que ele tem licença para matar), que trabalha no serviço de espionagem e inteligência britânica. Nas palavras do autor, que foi agente do serviço secreto britânico durante a Segunda Guerra Mundial - experiência significativa para a caracterização de seu personagem mais famoso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“James Bond tem 1,82 metro de altura e trinta e poucos anos. É moreno, de uma beleza cruel e olhos azul-acinzentados claros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaptá-lo à tela grande logo se mostrou um desafio. Para o papel foram cogitados diversos atores: Roger Moore – o preferido de Ian Fleming estava comprometido com uma série de televisão -, Max Von Sydiw, Cary Grant, Trevor Howard, Rex Harrison. O escolhido foi o pouco conhecido ator escocês Sean Connery, o eterno 007, para a maioria dos fãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bond vai à Jamaica para investigar quem estava interferindo nos lançamentos de mísseis norte-americanos. É assim que ele chega a Dr. No (Joseph Wiseman), um cientista perito em física nuclear que chefia uma organização criminosa em uma ilha particular no Caribe. Bond conta com a ajuda de um agente da CIA, um nativo e de Honey Ryder (Ursula Andress). Saindo da água do mar, com cabelos loiros molhados e biquíni branco, ela surpreende-se com o homem que a observa (“Quem é você? Fique onde está!”). O surgimento da atriz no filme é um dos momentos de destaque na filmografia de mais de vinte filmes que o agente secreto já protagonizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção de Terence Young – que trabalhou em outros três filmes de 007 - exibe cortes secos nos momentos de ação. A mistura imagem e áudio provoca, em muitas cenas, o efeito desejado, como na seqüência em que o herói tem que enfrentar uma tarântula: música atingindo picos agudos e closes no rosto suado, junto com imagens da aranha subindo, provocam aflição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção, de orçamento de cerca de um milhão de dólares (para os padrões da indústria cinematográfica, uma bagatela) estourou nas bilheterias, transformando Sean Connery em astro e James Bond em ícone da cultura pop. Os filmes que se seguiram, a partir de 007 Contra o Satânico Dr. No, seguem a fórmula que deu certo. 007 tem carisma, charme e elegância. Atributos que contrastam com a personalidade violenta – em uma cena ele mata sem dó um capanga desarmado de Dr. No -, as atitudes machistas – mulheres vistas como objeto sexual – e o cinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na larga filmografia, que se estende por diversos períodos históricos, os vilões são sempre inimigos do Ocidente (Dr. No é chinês). Os personagens, inclusive o herói, são estereotipados; as mulheres são todas beldades e os filmes, puro entretenimento. A história é um acessório – assim como os gadgets tecnológicos de Bond – para o divertimento do espectador. A eficiência de &lt;em&gt;007 Contra o Satânico Dr. No&lt;/em&gt; em divertir com qualidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-7593285177608200620?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/7593285177608200620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=7593285177608200620&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7593285177608200620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7593285177608200620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/08/no-no-no-no.html' title='No no no no'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-1402984573699980810</id><published>2007-06-02T13:06:00.000-07:00</published><updated>2007-06-02T13:10:05.466-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RmHNwbTQgQI/AAAAAAAAABc/OquarxO9Bjg/s1600-h/319638.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071560887241834754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RmHNwbTQgQI/AAAAAAAAABc/OquarxO9Bjg/s320/319638.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(blog O Reverso)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-1402984573699980810?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/1402984573699980810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=1402984573699980810&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1402984573699980810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1402984573699980810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/06/blog-o-reverso.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RmHNwbTQgQI/AAAAAAAAABc/OquarxO9Bjg/s72-c/319638.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-6050068048851819464</id><published>2007-06-02T13:00:00.000-07:00</published><updated>2007-06-02T13:01:58.210-07:00</updated><title type='text'>Manifesto: "R$ 2,40 é o quilo da tainha"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Gritos, pessoas correndo, tiros, caos. Desde segunda-feira manifestantes, em sua maioria estudantes, tanto das universidades quanto dos colégios, escolas e cursinhos, saíram às ruas do centro de Florianópolis para manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus, que desde o último domingo passou para R$ 2,40, a mais alta do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apitos, tambores, cartazes e gritos de guerra: “Vêm, vêm!/ Vêm pra luta, vêm!/Contra o aumento!”; “Ei, policial! Me proteja, não proteja o capital!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia organizada faz barreiras para evitar excessos, sobretudo no que diz respeito ao fechamento de ruas. “Estamos aqui para garantir a manifestação do pessoal e a segurança de todos”, diz capitão Reus, da Polícia Militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os manifestantes não partilham de idéias homogêneas. Alguns querem simplesmente protestar, outros preferem fazer festa (dançando, bebendo e até uma rodinha de futebol); uns estão ali em posições políticas (como dois guris com a bandeira do PSTU sobre os ombros), e outros, ainda, desacatam policiais, seja atirando pedras ou rojões, seja com palavras ofensivas. Tem de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O confronto mostra-se inevitável. Quando os estudantes tentam fechar uma das ruas principais para gritar suas reivindicações (a maioria acha que esse é o único modo de realmente dirigir a atenção da população para o movimento), a tropa de choque usa a força. Alguém joga um rojão e a PM devolve com balas de borracha, bombas de efeito “moral” e spray de pimenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira, a manifestação, em seu auge, reuniu, segundo a PM, cerca de 3,5 mil pessoas: a maior da semana. Houve confronto e o que vimos em grande parte dos jornais e na televisão foi algo comum no jornalismo: a mudança de foco. O fato deixou de ser a manifestação para ser a confusão causada pelos estudantes. A idéia é de que eles são baderneiros, arruaceiros, bandidos. Depredaram um ônibus e um ponto de parada, mas será que é o que faz a maioria dos estudantes e dos manifestantes, ou trata-se de caso isolado? Precisa-se investigar. A generalização corre o risco de não ser verossímil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No telejornal &lt;em&gt;Bom Dia Brasil&lt;/em&gt;, logo depois de notícias do Rio de Janeiro, sobre o tiroteio entre traficantes e policiais, foi ao ar a nota coberta: “Em Florianópolis, o vandalismo tomou conta das ruas...”, que termina com a imagem do rojão que algum dos estudantes (ou não) arremessou contra o cerco da PM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, muda-se o foco do acontecimento. Nada foi dito sobre o motivo da reivindicação dos estudantes, sobre a tarifa mais alta do país, o sistema de ônibus de Florianópolis. Naquele telejornal, nada, absolutamente nada, sobre a enfermeira que levou um tiro de borracha na perna ou sobre a estudante que, passando em frente ao cerco policial, levou, direto nos olhos, uma jato de spray de pimenta, espirrados por um fardado. Ou ainda quem sofreu ferimentos por causa dos estilhaços das bombas de efeito “moral”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na matéria feita sob o ponto de vista oficial: “quatro policiais foram feridos e três manifestantes foram detidos por agressão e dano ao patrimônio público”. Mais uma vez os estudantes são perturbadores da ordem estabelecida. Subversivos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esse tipo de jornalismo, o que mais importa é a superfície em vez do conteúdo mais aprofundado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-6050068048851819464?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/6050068048851819464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=6050068048851819464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/6050068048851819464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/6050068048851819464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/06/manifesto-r-240-o-quilo-da-tainha.html' title='Manifesto: &quot;R$ 2,40 é o quilo da tainha&quot;'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-721979150029608387</id><published>2007-05-10T03:10:00.000-07:00</published><updated>2007-05-10T03:14:29.331-07:00</updated><title type='text'>Veja o Jornalismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Costume comum nas universidades é o hábito da discussão. Na faculdade de Jornalismo, sempre tem alguém (talvez a maioria) que busca a profissão como forma de interferir no mundo, ajudar a tornar as coisas melhores ou mais justas, fazer alguma diferença. Comum, também, é a crítica aos grandes veículos de comunicação, em que a campeã das revistas semanais de informação é Veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição dessa semana (Edição 2007 .9 de maio de 2007), a revista traz uma matéria que trata da relação entre governo e as centrais sindicais (A triste face do neopeleguismo). Logo na abertura, percebe-se o tom da “reportagem”. Depois de falar das ausências do presidente Lula nas festas de 1º de maio e afirmar que, na última, não houve nenhuma crítica ao governo – críticas que historicamente marcam as festas do Dia do Trabalho -, a revista conclui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Portanto, a explicação mais lógica para a ausência de Lula talvez seja outra: é desnecessário lutar pelo apoio dos sindicalistas e das centrais sindicais. Eles já estão, quase todos, aninhados no bolso do governo.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria fornece dados informando a quantidade de dinheiro que o governo do PT enviou à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e à Força Sindical. Compara com informações do governo Fernando Henrique Cardoso, e, logo em seguida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A diferença é que o presidente Lula, além do dinheiro e da sua natural proximidade com o meio sindical, no qual começou a construir sua vida pública, ofereceu aos membros da elite sindical o que eles nunca tiveram antes: cargos no governo.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade da revista é única e universal: Lula deu cargos no governo para membros da elite sindical. A acusação está aí. Cadê as provas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Estima-se que a CUT, desde que Lula tomou posse, tenha preenchido cerca de 1 000 cargos de confiança no governo federal. Em julho de 2005, essa relação foi coroada com a entrega do Ministério do Trabalho ao então presidente da CUT, Luiz Marinho.”&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;“Com isso, o governo, que já absorvera a CUT, engoliu também a Força Sindical. O atual presidente da entidade, o deputado Paulo Pereira da Silva, vive em Brasília com uma lista de indicações para cargos públicos embaixo do braço. Tem tido sucesso na sua missão.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a distribuição de verba às centrais sindicais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A medida só não foi anunciada ainda porque uma central menor, a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), não gostou do critério de distribuição segundo o qual os sindicatos indicariam as centrais para as quais querem que o dinheiro seja destinado. CUT e Força Sindical, como são grandes, acham o critério justo.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles acham o critério justo? Verifiquemos, então, os entrevistados pela revista. Vamos ver. O único é o professor de sociologia do trabalho da Unicamp Ricardo Antunes, autor de nove livros sobre trabalho e sindicalismo, que conclui "Isso é o neopeleguismo do social-liberalismo. É um pouco mais sutil, mas é farinha do mesmo saco."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria acaba sem nenhum contraponto, nenhum compromisso em escutar as pessoas envolvidas no processo. De acordo com o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), Elias Machado,a revista volta a uma prática antiga de jornalismo. “A Veja reintroduz, em pleno século XXI, uma prática jornalística do século XVII, que é o jornalismo de tese e opinião”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As opiniões de um grupo poderoso, como o que controla a revista Veja, são difundidas nas matérias jornalísticas da revista. Agora, eu pergunto: isso é Jornalismo? As discussões não podem só ficar nos corredores da universidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-721979150029608387?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/721979150029608387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=721979150029608387&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/721979150029608387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/721979150029608387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/05/veja-o-jornalismo.html' title='Veja o Jornalismo'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-5332737817452205595</id><published>2007-05-03T13:02:00.000-07:00</published><updated>2007-05-03T13:15:53.753-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RjpBGMAeeCI/AAAAAAAAABM/rDJGKsbS9hI/s1600-h/DSC02105.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060428705862416418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RjpBGMAeeCI/AAAAAAAAABM/rDJGKsbS9hI/s320/DSC02105.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RjpCZsAeeDI/AAAAAAAAABU/2IFP3llXpoo/s1600-h/DSC02113.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060430140381493298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RjpCZsAeeDI/AAAAAAAAABU/2IFP3llXpoo/s320/DSC02113.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RjpCZsAeeDI/AAAAAAAAABU/2IFP3llXpoo/s1600-h/DSC02113.JPG"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RjpCZsAeeDI/AAAAAAAAABU/2IFP3llXpoo/s1600-h/DSC02113.JPG"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-5332737817452205595?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/5332737817452205595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=5332737817452205595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5332737817452205595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5332737817452205595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/05/blog-post.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RjpBGMAeeCI/AAAAAAAAABM/rDJGKsbS9hI/s72-c/DSC02105.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-1033432834314929130</id><published>2007-05-03T13:01:00.001-07:00</published><updated>2007-05-03T13:01:54.089-07:00</updated><title type='text'>Sem entrevista, mas com autógrafo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caco Barcellos veio para Florianópolis. O motivo, uma palestra sobre mídia e violência na Assembléia Legislativa do Estado (Alesc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na véspera, fiquei em casa lendo antigas entrevistas, algumas bobagens jogadas na rede e elaborei algumas perguntinhas. O objetivo era fazer uma entrevista ping-pong com Caco, apesar de eu nem sequer estar inscrito no evento (já se tinham esgotado os lugares no auditório).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com nada garantido, mas alguma força de vontade, chego à Alesc mais ou menos duas horas antes da palestra. Vejo o lugar, observo um pessoal do SBT entrar. Subo uma rampa que dá acesso ao auditório. Volto. Tento subir a outra rampa. Por onde Caco Barcellos vai subir? Preciso falar com ele antes da palestra. Continuo subindo, quando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, menino! Vem aqui! Você não pode subir aí.&lt;br /&gt;- Não vai ser aqui a palestra do jornalista Caco Barcellos?&lt;br /&gt;- Vai. Você está inscrito?&lt;br /&gt;- Não. Eu faço Jornalismo na Federal. Vim aqui porque queria bater um papo com Caco Barcellos. Onde fica o pessoal da imprensa?&lt;br /&gt;- Ah, ele não vai dar entrevistas. A Globo não permite. Não está no contrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frustrado, vejo minha entrevista indo embora, assim como minha chance de assistir de perto o evento e, quem sabe, ganhar um autógrafo em meu livro Rota 66, escrito por Barcellos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico ali. Vejo o tempo passar. Uma agitação. É o pessoal do credenciamento. Converso com duas senhorinhas. Digo que não consegui vaga. Uma delas conversa com a amiga, integrante da Escola do Legislativo, entidade organizadora da palestra. Vestindo uma blusa verde-limão, esta diz que o filho, que está inscrito, não vai comparecer, mas mesmo assim não pode me dar o ingresso. Me concede uma esperança, ao menos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fique aqui do lado que eu vou ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico lá. As pessoas chegam, assinam e pegam o convite. Ela olha para mim. Vira o rosto e, rapidinho, me passa um convite. Pego e saio rápido em direção ao auditório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 500 pessoas no recinto quando Caco entra e vai falando sobre o papel declaratório na imprensa atual: alguém denuncia e a imprensa cai logo matando, sem investigar e sem respeito para com os acusados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que me marcou foi a afirmação convicta contra repórteres que vão, digamos, comprar drogas com uma câmera escondida. “Esse repórter também devia ser preso. O trabalho dele é ir lá, filmar a realidade, investigar, e não induzir pessoas a comprar, mostrando como é fácil...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palestra se desenrola, com algumas matérias de TV para explicar alguns pontos de vista, alguns com conteúdo um tanto perturbador.  “Ás vezes, temos que falar de coisas que não são confortáveis”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, temos que ajudar a mudar isso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que acabou, fui atrás do jornalista para conversar sobre a entrevista, mas vi que ela não seria possível. “O Caco vai embora amanhã às 6h da manhã”, disse uma das secretárias. A entrevista não vai rolar. Os olhos abatidos, cabelos grisalhos, aparência cansada. Pedi um autógrafo, que foi escrito com minha caneta na folha de rosto do livro, em letras ininteligíveis, tais como a de um médico, e tão feias quanto as minhas: “Para Pedro, muito obrigado pelo interesse  no meu livro. Abraço forte. Caco Barcellos. Floripa, 23.04.07.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui a entrevista, mas ganhei o autógrafo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-1033432834314929130?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/1033432834314929130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=1033432834314929130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1033432834314929130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1033432834314929130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/05/sem-entrevista-mas-com-autgrafo.html' title='Sem entrevista, mas com autógrafo'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-7501082248487014380</id><published>2007-04-17T16:40:00.000-07:00</published><updated>2007-04-17T16:43:21.157-07:00</updated><title type='text'>Todo, todo...</title><content type='html'>Ará!&lt;br /&gt;Elogios são estranhos.&lt;br /&gt;Acabei de receber um. Daqueles proferidos meio sem querer, de "rabeira".&lt;br /&gt;Agora estou todo ieeis. Ahahaha!&lt;br /&gt;Se as pessoas soubesse o quanto certos elogios podem contribuir...&lt;br /&gt;O elogio, depois eu conto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-7501082248487014380?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/7501082248487014380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=7501082248487014380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7501082248487014380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7501082248487014380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/04/todo-todo.html' title='Todo, todo...'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-5145582443517090201</id><published>2007-04-14T18:49:00.000-07:00</published><updated>2007-04-14T19:11:49.063-07:00</updated><title type='text'>Doidera no MSN</title><content type='html'>Sábado de noite, alguém me adiciona no msn. Esse e-mail eu não conheço! Quem será? Pergunto pra um amigo meu se ele conhece. Também não. Arrisco uma conversa com a pessoa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e aeee!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;olá!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;blza ae??&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;maravilha! e aí?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;td na pax!!!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;que bom!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Novidades?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;nenhuma demais, e voc~e?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acho que nada.....&lt;br /&gt;Vai fazer o que hj??&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ficar em casa mesmo... não estou passando muito bem... e você?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ñ sei ainda, mas acho que tmb vou ficar em casa...&lt;br /&gt;O que aconteceu contigo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;nada demas, um pouco de enjoo e tontura, só achei mais seguro ficar em casa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;mais seguro? Hehehe!! Tá certo!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;é, uai, já pensou eu desmaiando pelas ruas da cidade... nada bom isso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum, deve ser mineira pelo "uai".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e vc, por que em casa sábado a noite?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hum... fui na festa ontem, e hj a galera foi pra uma formatura, mas eu detesto festas de formatura... Daí, sei lá. Tenho tmb que escrever uma reportagem pra amanhã... AAAAA!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;por que não gosta de formatura?&lt;br /&gt;reportagem para amanhã sobre o que? (se eu estiver atrapalhando avisa)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Várias coisas de q naum gosto... as pessoas, as musicas, as danças, as roupas, sei lá.... Odeio...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ahuaha! Não. Tu não está atrapalhando nada.... Relax!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;eu adoro formaturas, festas de quinze anos, casamentos... tem cada figura interessante nessas festas. adoro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É, isso tem mesmo...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez aumenta o mistério. Tento apelar para o senhor Orkut:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ei, eu não tenho vc no orkut, tenho?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;acho que não... é Mariana Imbelloni Braga&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tá, vou ver....&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Graças ao "site de relacionamentos", com a ajuda de um amigo, desvendo o segredo: é uma caloura do curso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ah, e a reportagem é sobre açaí, esqueci de dizer.&lt;br /&gt;Querida, vou ter que sair agora, depois a gente se fala, bele?? Bjs e bom sábado!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;bom sábado! e pode deixar que te adiciono no orkut...&lt;br /&gt;bom sábado! e boa sorte com o açaí!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ahahaha! Valeu!!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Coisas da internet...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-5145582443517090201?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/5145582443517090201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=5145582443517090201&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5145582443517090201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5145582443517090201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/04/doidera-no-msn.html' title='Doidera no MSN'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-7631906658468557533</id><published>2007-04-09T17:58:00.000-07:00</published><updated>2007-04-09T17:59:35.960-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Rhrhb1IxIBI/AAAAAAAAABE/ZV4P-5s-Wt8/s1600-h/caminho-arvores1024x768_jpg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051597800286003218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Rhrhb1IxIBI/AAAAAAAAABE/ZV4P-5s-Wt8/s320/caminho-arvores1024x768_jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RhrhV1IxIAI/AAAAAAAAAA8/mMD7Wwm-JBU/s1600-h/9-05-j17_29-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051597697206788098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RhrhV1IxIAI/AAAAAAAAAA8/mMD7Wwm-JBU/s320/9-05-j17_29-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-7631906658468557533?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/7631906658468557533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=7631906658468557533&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7631906658468557533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7631906658468557533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/04/blog-post_09.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Rhrhb1IxIBI/AAAAAAAAABE/ZV4P-5s-Wt8/s72-c/caminho-arvores1024x768_jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-1332953304930403932</id><published>2007-04-09T17:57:00.000-07:00</published><updated>2007-04-09T17:58:06.148-07:00</updated><title type='text'>AAAA!</title><content type='html'>Detesto viagens. Essa coisa de ter que sair de um lugar e ir para outro. Não sei, mas fico meio triste. Por onde eu passo – de onde saio – deixo pessoas pra trás. Saudade. Viajar é um saco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-1332953304930403932?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/1332953304930403932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=1332953304930403932&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1332953304930403932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/1332953304930403932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/04/aaaa.html' title='AAAA!'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3876243784074457668</id><published>2007-04-09T17:55:00.000-07:00</published><updated>2007-04-09T17:56:57.661-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RhrgwFIxH_I/AAAAAAAAAA0/S8qhlFZmNcw/s1600-h/Flor%20branca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051597048666726386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RhrgwFIxH_I/AAAAAAAAAA0/S8qhlFZmNcw/s320/Flor%2520branca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3876243784074457668?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3876243784074457668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3876243784074457668&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3876243784074457668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3876243784074457668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RhrgwFIxH_I/AAAAAAAAAA0/S8qhlFZmNcw/s72-c/Flor%2520branca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-7349445473775182014</id><published>2007-04-09T16:52:00.000-07:00</published><updated>2007-04-09T17:02:40.742-07:00</updated><title type='text'>Fernanda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A perna direita balançando ininterruptamente. O olhar demonstra tédio. A boca se abre em um bocejo. Impaciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixa as mãos, tira algo da bolsa. O celular.Que horas são? Ainda? Outro bocejo. Volta a mexer na bolsa. Aula chata? Pega um papel, vira, olha, lê. É o programa de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blusa vermelha com flores e folhas brancas. Guarda o papel. Não entra na bolsa. Tenta de novo. Consegue. O celular. Avançou pouco tempo desde a última espiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olhar longe. Distante da sala de aula, afastado do professor barbado, que fala, fala, e fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caneta vermelha sobre um caderninho. Não é tocada já faz alguns minutos. O professor fala, fala e fala. Nada para anotar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém chega. Abre a porta. Entra na sala. Beicinho. Olhos petrificados. Alguma idéia? Pisca uma, duas, três vezes. Olhadela para o professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bolsa sobre as coxas. Apóia a cabeça na mão direita. Pára. ... Pega a caneta vermelha. Faz um risquinho no caderno. Uma flor, talvez? Olha de novo no celular para ver as horas. E aula continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-7349445473775182014?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/7349445473775182014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=7349445473775182014&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7349445473775182014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/7349445473775182014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/04/fernanda.html' title='Fernanda'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-5894590646491057169</id><published>2007-02-10T11:30:00.000-08:00</published><updated>2007-02-04T01:15:49.543-08:00</updated><title type='text'>Pequena Miss</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Rc4diDWejmI/AAAAAAAAAAk/Qnrl8js1z2A/s1600-h/pequena-miss-sunshine-poster05.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029990304671764066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Rc4diDWejmI/AAAAAAAAAAk/Qnrl8js1z2A/s320/pequena-miss-sunshine-poster05.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Filmes de pequeno orçamento, via de regra, têm poucas chances de sobreviver no mercado de cinema, ainda mais no grande circuito cinematográfico que começa em Hollywood e, de lá, se espalha pelo mundo. Mas, felizmente, há exceções. Afinal, um gordo orçamento não garante um bom filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Little Miss Sunshine&lt;/em&gt; é um caso típico de filme barato – para os padrões da indústria – que se sobressaiu e conquistou espectadores e a crítica. Com um orçamento de US$ 8 milhões, esse projeto é um exemplo de luta e determinação. Os realizadores demoraram cinco anos para finalizar o filme, justamente por problemas financeiros. Mas a espera valeu a pena: &lt;em&gt;Little Miss Sunshine&lt;/em&gt; arrecadou cerca de US$ 50 milhões apenas nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os diretores estreantes Jonathan Dayton e Valerie Faris – pelo roteiro original de Michael Arendt – contam a história de uma família norte-americana. O pai, Richard (Greg Kinnear) tenta lançar um livro de auto-ajuda através da técnica “9 passos para o sucesso”. Para ele, todas as pessoas do Universo se dividem em dois grupos: os vencedores e os perdedores. A mãe, Sheryl (Toni Collette), é a mediadora dos temperamentos à flor da pele que toma conta dos membros da família. O avô (Alan Arkin) usa drogas e só pensa em mulheres. O tio, Frank  (Steve Carell), é homossexual e vai morar com a família Hoover depois de ter tentado o suicídio. O irmão mais velho,  Dwayne (Paul Dano), que faz voto de silêncio até conseguir se tornar piloto da Força Aérea Americana. E, por fim, a pequena Olive (Abigail Breslin), a caçula. A história vai unir a família rumo a um concurso de beleza no qual Olive tem o sonho de participar: o “Pequena Miss Sunshine”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, eles vão pegar uma kombi e atravessar os Estados Unidos, dirigindo até o destino final. Nessa jornada, quem ganha destaque é, justamente, Olive. É ela quem une todas as pessoas da família e ela todo mundo respeita. É o poder da filha caçula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As brigas são freqüentes, mas nada se compara ao drama de Dwayne. Usando camisetas do tipo “Jesus estava errado”, o garoto usa cabelos quase tapando os olhos e odeia tudo, inclusive a própria família. O não-falar dele é angustiante, pois sabemos que ele tem muito a dizer e não diz. Pior, ele vai guardando sentimentos tão fortes que acaba se corroendo por dentro. É aí que surge o talento de Paul Dano (injustamente não indicado ao Oscar). Toda a angústia e rancor do personagem são passados ao espectador, de modo que não condenamos o garoto por seus atos de ódio, mas desejamos urgentemente que ele se recupere, solte aquilo que sente. Temos vontade de gritar por ele e isso nos causa aflição, sobretudo quando o garoto anota em um bloco de notas aquilo que deseja comunicar. Como na cena em que, percebendo que a mãe começa a chorar ele simplesmente escreve no bloco “vá abraçar a mamãe” e mostra para a irmã. Ele, que estava ao lado da mãe, é incapaz de abraçá-la ou demonstrar um gesto de afeto por achar que aquilo seria um gesto de fraqueza de sua parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é daqueles que valorizam muito a interpretação. Assim, os atores têm matéria-prima farta para desenvolver seus personagens, o que o fazem com eficiência. Mas o grande destaque fica mesmo por conta da pqeuena Olive. Abigail Breslin a interpreta com tamanha doçura e carisma, que dado momento da projeção nos vemos naturalmente torcendo para ela e nos emocionando com isso. A garota une a família Hoover e também une o espectador com o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há apenas um aspecto que destoa do resto da produção. No final, o que acontece com Dwayne não é coerente com o personagem que fomos conhecendo no decorrer da trama. Ele vai evoluindo e se transformando, mas depois parece que o roteirista se entrega à simpatia que o filme adquire e esquece de dar um contorno lógico ao personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, Little Miss Sunshine é muito interessante de se assistir. Um filme não só agradável, mas de certa forma reflexivo: como cuidamos da nossa família? O que significa fazer parte de uma família e zelar por ela? Afinal de contas, a família – e não me refiro somente aos laços sanguíneos - é o princípio de tudo, a base de tudo aquilo que pretendemos construir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme foi indicado aos Oscar de Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Alan Arkin), Atriz Coadjuvante (Abigail Breslin) e Roteiro Original. Os diretores são um casal, e não sei por que cargas d´ água não foram indicados. O melhor filme não deveria ter o melhor diretor? A visão que tiveram do enredo foi, talvez justamente por serem marido e mulher, balanceada sob o ponto de vista da família. Conseguiram fazer um filme emocionante, sensível e independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais:&lt;/strong&gt; destaque para a cena comovente que mostra os irmãos sentados e, ao fundo, o resto da família e a Kombi – que vira um personagem com a função de agregar todos os outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-5894590646491057169?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/5894590646491057169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=5894590646491057169&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5894590646491057169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/5894590646491057169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/02/pequena-miss.html' title='Pequena Miss'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/Rc4diDWejmI/AAAAAAAAAAk/Qnrl8js1z2A/s72-c/pequena-miss-sunshine-poster05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-3139933498839444844</id><published>2007-02-04T01:13:00.000-08:00</published><updated>2007-02-04T01:15:49.713-08:00</updated><title type='text'>A torre da incompreensão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RcWj_OJFTGI/AAAAAAAAAAY/gvYRooFEYLs/s1600-h/babel-poster01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5027604865552305250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RcWj_OJFTGI/AAAAAAAAAAY/gvYRooFEYLs/s320/babel-poster01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Torre de Babel foi uma tentativa de construir um edifício tão alto a ponto de tocar o céu. Segundo o relato bíblico, Deus não gostou de tamanha ousadia humana e fez com que os trabalhadores começassem a falar em línguas diferentes, de modo que não pudessem mais se comunicar, deixando a obra abandonada. &lt;em&gt;Babel,&lt;/em&gt; filme indicado a sete Oscars (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante (Adriana Barraza e Rinko Kinkuchi), Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição) e ganhador do Globo de Ouro de Melhor Filme Drama, traz quatro histórias, todas elas faladas por diferentes idiomas, que apresentam certa ligação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois garotos marroquinos (Said Tarchani e Boubker At El Caid) que manejam um rifle a fim de proteger a pequena criação de cabras da família. Eles “brincam” de atirar até que o mais novo acerta um ônibus repleto de turistas norte-americanos. Ali está o casal Richard (Brad Pitt) e Susan (Cate Blanchett), que deixaram seus dois filhos nos Estados Unidos sob os cuidados da babá mexicana Amelia (Adriana Barraza), a qual decide levar as crianças ao México para um casamento. Por fim, uma garota japonesa e surda (Kôji Yakusho) tenta aceitar a perda de sua mãe e viver a adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigido pelo mexicano Alejandro González-Iñarritu (&lt;em&gt;Amores Brutos&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;21 gramas&lt;/em&gt;), as histórias tendem a se encontrar de forma tensa. O problema de um filme com histórias separadas é o ritmo. É quase impossível para Iñarritu manter um ritmo constante quando a história acaba, naturalmente, sendo umas mais interessantes que as outras, ainda que isso nos deixe ansiosos pela “volta”. Os cortes, que deviam ser suaves, tornam a narrativa lenta. Mas parece que é mesmo essa a intenção do diretor. Além disso, ele utiliza repetidamente a técnica de manter a ação na imagem e a quase mudez no som (isso é bem mais fácil de entender quando se trata da garota surda-muda, mas é usado em quase todas as outras histórias paralelas). Estaria sendo utilizado para demonstrar a incomunicabilidade, seja política, amorosa, por fatores externos ou até por deficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma entrevista de divulgação do filme, o cineasta diz ter um olhar crítico em relação à política externa dos Estados Unidos, no caso em que a turista ferida vira notícia no mundo inteiro antes que ao menos receba ajuda. Além disso, a busca por um culpado, um inimigo em ação contra a América, é feita quase instantaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro, do também mexicano Guillermo Arriaga, busca mostrar uma globalização de sentimentos comuns. Dessa forma, o filme levanta temas como intolerância, imigração ilegal, terrorismo, pobreza e violência. As histórias se passam nos Estados Unidos, México, Marrocos e Japão. A intenção seria mostrar a incapacidade de se comunicarem de pessoas de diferentes culturas, nacionalidades e de idiomas distintos. Mas há exceções: o personagem de Brad Pitt, por exemplo, briga com outro turista norte-americano e se entende com um cidadão marroquino que ajuda sua esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da japonesa, ainda que gere bons momentos – ela em uma festa de música eletrônica com novos amigos -, está totalmente deslocada do contexto em que se passa o filme. É uma narrativa que daria para fazer um filme inteiro ao invés de deixá-la fora de contexto, o que compromete todo o resto. Além disso, a lentidão da trama e a redundância com que o diretor usa seus recursos técnicos ofuscam as possíveis mensagens que o roteiro visa transmitir, como: simples atos impensados podem gerar conseqüências devastadoras ou os preconceitos com diferentes culturas (aqui, Babel se assemelha a Crash, ganhador do Oscar de Melhor Filme do ano passado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, não merecia indicação ao Oscar de Filme e muito menos de Direção. Mas, verdade seja dita, se vencer na categoria Melhor Filme, vai ser um filme que não é falado somente na língua inglesa. Uma vitória de diferentes culturas. No mais, um filme superestimado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-3139933498839444844?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/3139933498839444844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=3139933498839444844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3139933498839444844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/3139933498839444844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/02/torre-da-incompreenso.html' title='A torre da incompreensão'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RcWj_OJFTGI/AAAAAAAAAAY/gvYRooFEYLs/s72-c/babel-poster01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-4265956626112798283</id><published>2007-02-03T08:30:00.000-08:00</published><updated>2007-02-03T08:46:07.698-08:00</updated><title type='text'>A temperatura que os livros queimam</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RcS6seJFTFI/AAAAAAAAAAM/Sj5oNnvk-Lo/s1600-h/fahrenheit-451-poster01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5027348357220486226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RcS6seJFTFI/AAAAAAAAAAM/Sj5oNnvk-Lo/s320/fahrenheit-451-poster01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um homem comum tomando uma xícara de café em sua própria casa e fumando um cigarro recebe uma estranha ligação.&lt;br /&gt;- Alô!&lt;br /&gt;- Sai de casa. Apresse-se!&lt;br /&gt;- O quê? Quem é?&lt;br /&gt;- Vai logo. Se mexe!&lt;br /&gt;A câmera aproxima dando closes no rosto do rapaz em quatro cortes. A pessoa desliga. Ele ouve o barulho de sirene. Olha na janela. Pega o casaco e sai comendo uma maçã. Instantes depois chega o corpo de bombeiros. Seus homens vestindo preto invadem a residência e procuram insistentemente por... livros. Juntam os exemplares que conseguem encontrar e queimam tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é o começo de &lt;em&gt;Fahrenheit 451&lt;/em&gt;, filme dirigido por François Truffaut, cujo roteiro é baseado em livro de Ray Bradbury. A história se passa em algum lugar do futuro, quando bombeiros são os tentáculos de um sistema que abomina toda forma escrita (os jornais que os personagens lêem são compostos por figuras) e queimam livros. Um dos bombeiros, Guy Montag (Oskar Werner), passa a questionar suas próprias ações. Tentarei, por meio deste artigo, comentar algumas passagens da trama, o que pode estragar o filme a quem ainda não o tenha assistido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aviso dado, vamos ao óbvio: François Truffaut é gênio. Ele é um dos expoentes da Novelle Vague francesa, ao lado de Jean-Luc Godard, e seu primeiro filme, &lt;em&gt;Os Incompreendidos&lt;/em&gt; (1969), lhe rendeu o prêmio de Direção em Cannes.Seus planos, suas boas sacadas, a composição das cenas e suas transições: partes que podem ser consideradas como aulas de cinema. O uso consciente e moderado da câmera lenta, quando tem a intenção de justificar alguma passagem ou dar ritmo é um dos melhores achados de &lt;em&gt;Fahrenheit 451&lt;/em&gt;. A propósito, a abertura do filme é falada – não temos os créditos dedicados aos atores, roteiristas, diretor, etc. como modo a encenar o que veremos a seguir: uma sociedade que abomina palavras impressas em um filme que se apresenta sem palavras escritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Fahrenheit 451&lt;/em&gt;, o sistema sob o qual as pessoas vivem entende que, para sermos felizes devemos ser iguais, e para sermos iguais ninguém deve ler, uma vez que a leitura diferencia as pessoas. Quando Montag encontra uma jovem professora no ônibus, ela lhe pergunta se ele já lera algum dos livros que queima. A curiosidade toma conta do bombeiro, que passa a repensar seus valores: afinal, por que tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele começa a ler, desenvolve um senso crítico, passa a fazer perguntas e a sair do mundinho fechado em que seus conhecidos vivem – um mundo dominado pela televisão. Aqui cabe um questionamento: não seria a TV objeto muito mais disseminador de idéias – e perigoso sob a ótica do filme – que livros? Mas a TV que assistem é dominada por um canal alienador, que conta com novelas interativas e um telejornalismo do espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Montag, que julgava ser feliz, passa a mão ser mais. Ele acha um mundo novo a descobrir e sai da caverna em que estava preso e na qual outros como ele ainda estão. Mais uma vez o mito da caverna de Platão. Montag se destaca e não vê mais o mundo com os mesmos olhos. Nessa transformação do personagem tem destaque a cena em que uma mulher idosa, cuja biblioteca ia ser queimada pelos bombeiros, resolve atear fogo em si mesma. Ela morre junto aos livros que tanto ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ser perseguido por essa sociedade – e aqui o cenário composto pelo diretor é coerente com a proposta do filme: a cidade não tem arroubos futuristas, mas contém uma atmosfera sombria, asfixiante e opressora – Montag foge para um retiro no qual estão várias pessoas que usavam livros e que também foram marginalizados pela sociedade. A cena de sua perseguição é um dos momentos mais fracos do longa. Falta emoção e credibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse lugar, ele vai ter contato com os homens-livros: indivíduos que decoraram leituras que fizeram a fim de nunca deixar a cultura morrer. O papel pode ser queimado, mas o que está na mente nunca pode ser usurpado. Ali ninguém tem nome. Chamam uns aos outros pela obra e pelo autor: Macbeth, de Shakespeare; Pride and Prejudice, de Jane Asten. Essas pessoas-livros deixam de ser pessoas para virarem livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um lugar que não parece bom e no qual se está perdido como em uma grande biblioteca. Aí está o final anticlímax, com certa dose de pessimismo, mas que faz pensar: as pessoas são felizes na ignorância, como a mulher de Montag; mas ele começa a ler, a pensar e a se desvencilhar daquele mundo e não consegue mais ser feliz e nem voltar ao estado inicial de ignorância. Algumas perguntas: se pudesse voltar à ignorância e, assim, à ilusão de ser feliz, nós voltaríamos? Você voltaria? E ele, que vê o mundo com novo olhar, qual o próximo nível de felicidade? Como alcançá-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação do filme é que não há mais felicidade, mas apenas um espaço onde nos podemos esconder, onde se deixa de ser humano para ser um livro ambulante – e nem sabemos como essa comunidade se sustenta, pois passam a vida a recitar as linhas dos livros que leram, sem nada mais fazer. É o movimento cíclico de alienação, mas dessa vez com o livro como objeto. As pessoas vivem na inércia, sem buscar a felicidade, sem crescer, sem voltar à cidade para revolucionar. Elas mesmas se tornam escravas da admiração submissa às grandes obras e o livro deixa de cumprir a função de desenvolvimento. Eles se livraram daquela sociedade para se escravizarem em outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme deixa um gosto amargo, mas, assim como um bom livro, faz refletir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-4265956626112798283?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/4265956626112798283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=4265956626112798283&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4265956626112798283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/4265956626112798283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/02/temperatura-que-os-livros-queimam.html' title='A temperatura que os livros queimam'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__Gr0UbwpaMc/RcS6seJFTFI/AAAAAAAAAAM/Sj5oNnvk-Lo/s72-c/fahrenheit-451-poster01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-117045100932241664</id><published>2007-02-02T13:12:00.000-08:00</published><updated>2007-02-02T13:16:49.333-08:00</updated><title type='text'>Ah, o amor...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/8187/3586/1600/502046/elsa-e-fred-poster02.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/8187/3586/320/249356/elsa-e-fred-poster02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os chamados filmes de comédia romântica são, em geral, muito previsíveis: um homem que é apaixonado pela mulher (ou vice-versa) irão enfrentar mil desafios para ficarem juntos e felizes. São raros os filmes desse gênero que conseguem sair do lugar-comum, e é justamente o caso de &lt;em&gt;Elsa &amp; Fred&lt;/em&gt;, uma co-produção Espanha-Argentina dirigida pelo argentino Marcos Carnevale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela (China Zorrilla) é uma mulher idosa que adora contar histórias – tanto faz se são verdadeiras ou não. Sofrendo uma doença terminal, Elsa tenta aproveitar cada minuto intensamente, dando o máximo de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele (Manuel Alexandre) é um aposentado ressentido com a recente morte da esposa e a influência de uma filha estressada que, aliada com o marido, deseja o dinheiro de Fred para investirem em um cybercafé. Fred é hipocondríaco e toma remédios em excesso. Tem medo de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se conhecem em Madri, Espanha – moram em apartamentos vizinhos -, passam a ter uma relação. Elsa é elétrica e adolescente. Fred, um tanto conservador e reticente. Um vai ajudar ao outro na busca pelos sonhos e na coragem de, independente da idade avançada, viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem falou que pessoas idosas devem ficar sentadas, sem nada a fazer, esperando a morte chegar? Por que eles não podem encontrar o amor novamente e redescobrir sentimentos que são mais fortes na juventude? O filme quebra tabus e mostra um casal de idosos em toda a beleza que essa experiência pode trazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande destaque fica por conta de Elsa. China Zorrilla encarna com intensidade uma personagem que, sabendo que não tem muito tempo, decide fazer tudo o que deseja. Uma atuação cheia de significado em suas risadas, no modo de falar e na jornada que leva à conquista de Fred. Apesar da grave doença, Elsa tenta deixar de lado o fato inexorável de que vai morrer. Mas isso é justamente o drama que as pessoas idosas têm de enfrentar: vão morrer logo; o que fazer para serem felizes no pouco tempo que resta? A lição que Elsa transmite é válida em todas as fases de nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com toques de humor que recheiam toda a produção, &lt;em&gt;Elsa &amp;amp; Fred&lt;/em&gt; é uma boa surpresa. O filme não tem idade-limite: é agradável a todas as idades. Um filme diferente, leve, simpático e romântico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-117045100932241664?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/117045100932241664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=117045100932241664&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/117045100932241664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/117045100932241664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/02/ah-o-amor.html' title='Ah, o amor...'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-117001061389226805</id><published>2007-01-28T10:56:00.000-08:00</published><updated>2007-01-28T10:58:27.220-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/8187/3586/1600/809152/peg.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/8187/3586/320/835773/peg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-117001061389226805?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/117001061389226805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=117001061389226805&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/117001061389226805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/117001061389226805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/01/blog-post_28.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-117001001837950807</id><published>2007-01-28T10:46:00.000-08:00</published><updated>2007-01-28T10:46:58.403-08:00</updated><title type='text'>Pegadas</title><content type='html'>Na pegada.&lt;br /&gt;Na pegada de fazer. Qualquer coisa. Bem feita, feito e fazida.&lt;br /&gt;Na pegada de crescer. Pra qualquer lado. Desenvolver. Evoluir&lt;br /&gt;Na pegada de chorar. Às vezes é necessário. Desabafar. Soltar as lágrimas. Jogar pra fora. Talvez se sinta melhor. Talvez não. Mas tudo isso faz parte.&lt;br /&gt;Na pegada de ser. Quem quer que seja. Mas você.&lt;br /&gt;Na pegada de viver. Um dia é da caça. Outro do caçador. E isso também faz parte.&lt;br /&gt;Na pegada de ser feliz. De não medir esforços para isso, mesmo que a felicidade seja cíclica e passageira e que os momentos de não-felicidade possam estimular atos e atitudes.&lt;br /&gt;Na pegada de amar. A pessoa pode não te merecer, não te dar atenção, não ser quem você espera. Você pode amar hoje e odiar amanhã. Mas o sentimento do amor há de te fazer bem, não sendo desperdício amar a quem não te ama.&lt;br /&gt;Na pegada de nada fazer. Na pegada de fazer tudo. Na pegada de saber aproveitar. Na pegada de lutar, lutar e, por fim, vencer. Ou até na pegada de perder, pois isso também faz parte.&lt;br /&gt;E, por fim, na pegada de curtir. Na pegada de pegar. Na pegada de pegada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-117001001837950807?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/117001001837950807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=117001001837950807&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/117001001837950807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/117001001837950807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/01/pegadas.html' title='Pegadas'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-116820217387238396</id><published>2007-01-07T12:32:00.000-08:00</published><updated>2007-01-07T12:36:13.873-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/8187/3586/1600/477821/kiss.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/8187/3586/320/775117/kiss.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-116820217387238396?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/116820217387238396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=116820217387238396&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/116820217387238396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/116820217387238396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/01/blog-post_07.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-116785711731665775</id><published>2007-01-03T12:36:00.000-08:00</published><updated>2007-01-03T12:45:17.383-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/8187/3586/1600/937663/king%20lion.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/8187/3586/320/1812/king%20lion.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/8187/3586/1600/345934/rei-leao02.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/8187/3586/320/98201/rei-leao02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-116785711731665775?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/116785711731665775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=116785711731665775&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/116785711731665775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/116785711731665775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2007/01/blog-post.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-116707587643400983</id><published>2006-12-25T11:38:00.000-08:00</published><updated>2006-12-25T11:46:56.633-08:00</updated><title type='text'>Hoje a noite, aqui na selva...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sempre achei que &lt;em&gt;O Rei Leão&lt;/em&gt; não era filme para crianças. Apesar de ser desenho animado e um musical típico dos estúdios Disney, como em &lt;em&gt;A Bela e a Fera&lt;/em&gt;, o filme tem uma história mais profunda, que expressa angústias, medos, incertezas e lições que temos de enfrentar em algumas fases de nossas vidas. Quando vi o filme pela primeira vez, logo que estreou nos cinemas – em 1994 -, tinha sete anos e adorei, embora tenha achado a história triste. Anos depois – com um olhar mais maduro, espero -, vejo o filme de forma diferente: um roteiro complexo que explora, na fábula animal, as peculiaridades e os problemas que nós, seres humanos, encaramos na vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigido por &lt;/span&gt;&lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/search/?exibir=gente&amp;busca=Roger+Allers"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Roger Allers&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/search/?exibir=gente&amp;amp;busca=Rob+Minkoff"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rob Minkoff&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, a história se passa na savana africana, onde acompamos a jornada de um jovem leão chamado Simba até a idade adulta. O filme começa com o nascer do sol e o aparecimento de vários animais típicos daquele ambiente - rinocerontes, girafas, zebras - ao som de uma mistura de ritmos africanos e da belíssima música “Ciclo sem Fim”. Daí vem o babuíno Rafiki e “batiza” o pequeno leão, filho do rei Mufasa e da rainha Sarabi. É então que o enredo nos leva pelos caminhos do destino de Simba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro, escrito a seis mãos por &lt;/span&gt;&lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/search/?exibir=gente&amp;busca=Irene+Mecchi"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Irene Mecchi&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/search/?exibir=gente&amp;amp;busca=Jonathan+Roberts"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Jonathan Roberts&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/search/?exibir=gente&amp;busca=Linda+Woolverton"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Linda Woolverton&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, dialoga com textos bíblicos: a história de Moisés, que assim como Simba foi criado em berço real e teve que fugir para o exílio, de Josué – sucessor de Moisés que leva o povo de Israel à Terra Prometida. E, principalmente, o roteiro segue os passos de Hamlet, uma peça de teatro escrita por William Shakespeare, por volta de 1600. Assim como na peça, está presente a ameaça familiar, retratada em &lt;em&gt;O Rei Leão&lt;/em&gt; pelo irmão do rei, Scar, a presença do fantasma do patriarca e, sobretudo, a grande questão do “ser ou não ser”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simba, depois da morte do pai, foge do reino do qual seria o sucessor natural, deixando a “coroa” para seu tio Scar, que governa em companhia das hienas – a parte musical em que ele planeja a morte do rei é elaborada com tons escuros e cores frias que, assim como sua juba negra, dão a tonalidade do mundo de sombras que o tio malévolo representa. Simba encontra, então, duas criaturas que ensinam uma lição filosófica: “Quando o mundo vira as costas para você, você vira as costas para o mundo”, diz Timão. E é daí que surge a lição de vida “Hatuna Matata”, que significa “sem problemas”: resolver os problemas ou deixá-los para trás. A música “Hatuna Matata” é simplesmente demais: muito bem escrita e animada pelos amigos inseparáveis Timão, um suricate, e Pumba, um javali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante como os animadores desenvolveram certas cenas, como na parte em que Simba vai ao “reino das sombras” e Mufasa o repreende. Pouco antes da bronca, tem-se a grande pegada do rei em contraste à pequena pata do filho, evidenciando que o pai tem mais experiência e que o filho deve, de alguma forma, respeitá-lo e ouvi-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem Simba, com o passar da projeção, se desenvolve: no começo é uma “criança” (filhote, tá bom) arrogante, que sabe que é herdeiro de um reino animal vasto e acha que, por isso, pode mandar em todo mundo, o que inclui o pássaro azul amigo do rei, Zazu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, também merece destaque a parte em que Simba, já crescido, vive em seu mundo de alegria com Timão e Pumba e, para “acordar” recebe uma paulada de Rafiki. Essa paulada serve para que o leão se lembre de quem ele é e para chamar a atenção para os ensinamentos do velho rei Mufasa: “olhe para dentro de si, Simba” – a resposta não está no exterior, mas em nós mesmos, evidenciando o caráter amplo e filosófico de um filme que, a primeira vista, parece simplesmente uma nova animação bonitinha dos estúdios Disney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A riqueza do filme vem, também, da trilha sonora.  A música é de Hans Zimmer, Elton John e Lebo M. São ritmos épicos e de ópera misturados com tons africanos que transmitem a liberdade do mundo animal nas savanas. Os números musicais são recheados por boas sacadas e coreografia de, como se diz por aí, encher os olhos. O filme foi indicado para quatro Oscars: trilha sonora e pelas canções originais "Circle of Life", "Hakuna Matata" e"Can You Feel the Love Tonight", esta última levando a estatueta dourada junto a de melhor trilha sonora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, o filme era para ser um especial da National Geografic em versão animada, mas foi muito mais do que isso. Com uma história interessante – na verdade um enredo antigo, mas com roupagem nova -, trilha sonora de altíssimo nível e mensagens que superam quase tudo o que já foi passado por outros filmes da Disney, O Rei Leão é um filme para ficar na memória. Mas não se esqueça: Rafiki, não deixe o Simba cair. “Hatuna Matata”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-116707587643400983?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/116707587643400983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=116707587643400983&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/116707587643400983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/116707587643400983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2006/12/hoje-noite-aqui-na-selva.html' title='Hoje a noite, aqui na selva...'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-116707549407828065</id><published>2006-12-25T11:37:00.000-08:00</published><updated>2006-12-25T11:38:14.096-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/8187/3586/1600/536383/rei-leao03.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/8187/3586/320/79006/rei-leao03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-116707549407828065?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/116707549407828065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=116707549407828065&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/116707549407828065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/116707549407828065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2006/12/blog-post_25.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-116584485164654175</id><published>2006-12-11T05:44:00.000-08:00</published><updated>2006-12-11T05:47:31.663-08:00</updated><title type='text'>Jornaleiros</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;-         Deixa de ser uma mulher dessa aí pra virar um esqueleto humano – diz um homem de aproximadamente 30 anos, vestido de camisa pólo azul e uma barba por fazer.&lt;br /&gt;-         É! E mulher depois de sair do sol na praia vira um espetáculo – responde outro homem, de aparência um pouco mais velha, com o sotaque carregado de quem vive há muito tempo na Ilha de Santa Catarina.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Esse diálogo acontece dentro da banca de jornais e revistas chamada “Banca Trindade”. Localizada em frente a um supermercado - bem próxima à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - a banca tem mais de quinze anos. “Quando eu era criança essa banca já existia. Eu passava por aqui”, lembra Augusto Miranda, o rapaz que é o administrador do negócio.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A banca não é pequena. Além de vender diversos jornais e revistas de todos os tipos, também são comercializados guloseimas, cigarros, sorvetes e alguns livros. Enquanto converso com Augusto, muitas pessoas nos interrompem:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;-         O senhor tem o jornal “A Notícia” aí?&lt;br /&gt;-         Tem cigarro Carlton?&lt;br /&gt;-         Quanto custa esse chicabon aqui?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas ele explica que isso não acontece com qualquer banca de jornal. “Depende do ponto que se tem. Tem uma banca lá embaixo que fechou. Não dava lucro”, diz apontando para a rua.&lt;br /&gt;O movimento, de fato, é intenso na região. Além do supermercado sempre cheio de gente entrando e saindo, a Universidade traz alunos que sempre consomem jornais e revistas. É assim que a “Banca Trindade” tem seu lucro.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por trás de dois administradores que se revezam no comando das vendas está quem realmente montou a banca. Augusto o chama de Batman. “Hoje ele vive escondido na sua toca. Só sai para receber o dinheiro”, afirma Augusto se referindo ao empregador. E quando pergunto se ele gosta de trabalhar na banca, ele é categórico: “Eu gosto é do meu patrão”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para abrir uma banca de jornal, o primeiro mês é financiado pelo próprio dono. A partir daí se consegue as publicações por meio de empréstimo consignado, ou seja, as mercadorias são entregues para serem negociadas com terceiros – os clientes. O que não vender é recolhido pelas editoras.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No Brasil são cerca de 40 mil pontos de venda, segundo a Associação Nacional de Jornais (ANJ). Estão em todo o lugar: shoppings, estações rodoviárias, perto de supermercados, escolas, faculdades, no metrô. Já tomaram parte da paisagem e se tornaram algo corriqueiro.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No Brasil, esse tipo de comércio é herança dos italianos, espanhóis e portugueses, que abriram as primeiras bancas brasileiras durante o século XIX. Mais do que simples ponto de venda, elas são pontos de encontro para conversa ou descontração, como nos bate-papos informais em que pessoas que nunca se viram antes conversam sobre os mais diferentes assuntos, de mulheres bonitas até o campeão de futebol, de culinária, novelas e viagens.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Augusto não fala qual o rendimento da banca. “Aí depende. Cada mês é diferente. O lucro de uma banca não é fixo, mas sempre tem que pagar luz, telefone e aluguel”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Mas como é trabalhar em uma banca de jornal? Deve ter horas em que não tem nada pra fazer. – eu pergunto, interessado.&lt;br /&gt;- Vixi. Que nada! É duro porque não fica parado. Tem dias que fica cliente até as dez, mas daí eu fecho. Não passo de dez horas [da noite]”, diz Augusto. “A única hora livre é das sete e quinze da manhã até umas oito e meia. E só. Depois é só correria”, completa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Assim que acabo de pegar as informações básicas ele olha pra mim e pergunta: “Ei, tu não quer abrir uma banca, quer?”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-116584485164654175?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/116584485164654175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=116584485164654175&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/116584485164654175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/116584485164654175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2006/12/jornaleiros.html' title='Jornaleiros'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-116575579161328096</id><published>2006-12-10T05:00:00.000-08:00</published><updated>2006-12-10T05:03:11.630-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/8187/3586/1600/786410/mi3.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/8187/3586/320/832235/mi3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-116575579161328096?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/116575579161328096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=116575579161328096&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/116575579161328096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/116575579161328096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2006/12/blog-post.html' title=''/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32769815.post-116515979592653496</id><published>2006-12-03T07:19:00.000-08:00</published><updated>2006-12-03T07:29:55.943-08:00</updated><title type='text'>Impossible</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Missão Impossível é uma série na qual a ação sempre foi intensa e a história sempre descambava para um típico forçado que dava vontade de sair dando risadas no cinema. Eram máscaras de borracha (características de MI), helicópteros voando em túneis de estrada, o herói que nunca se fere e faz a arma levitar para atingir seu alvo. A verdade é que a série – o primeiro dirigido por Brian de Palma e o segundo, John Woo - sempre teve a intenção de serem bons filmes de ação com elementos, digamos, sobrenaturais. Com &lt;em&gt;Missão: Impossível III&lt;/em&gt; todos esses detalhes continuam presentes, mas o diretor JJ Abrams mudou a série. Com esse filme nós não saímos do cinema dando risadas da produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O agente da IMF Etahn Hunt (Tom Cruise) leva uma vida tranqüila com sua noiva que não sabe de sua verdadeira ocupação. Ele é responsável por treinar novos agentes e é chamado para resgatar uma de suas pupilas que foi seqüestrada por Owen Davian (Philip Seymour Hoffman), um comerciante do mercado negro. E é assim que uma equipe é montada para a nova missão impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é alucinante do começo ao fim. Tem início em um interrogatório no qual vemos Hunt sendo torturado em frente a Owen Davian, o que é uma evolução na série. Hunt, talvez pela proximidade com sua amada, está bem mais humano nesse terceiro filme. Ele ainda é o invencível, mas pelo menos sofre, chora, leva esporro de seu patrão. Além disso o filme tenta tornar-se mais natural. Somos levados a conhecer, por exemplo, o modo como se criam aquelas famosas máscaras de borracha. A tecnologia não é muito convincente, mas ao sabermos como ela é feita, fica mais fácil de aceitá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que &lt;em&gt;Missão: Impossível III&lt;/em&gt; tem algumas incongruências, coincidências, compaixão, um final até certo ponto questionável, mas é inegável que o filme tem uma narrativa cativante. Uma ação precede outra e mais outra e quando vemos o filme já está no fim. É um ritmo intenso do início ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Philip Seymour Hoffman (ganhador do Oscar de Ator por &lt;em&gt;Capote&lt;/em&gt;) é o melhor vilão da série. Seu domínio do personagem, de seus anseios e objetivos é perfeito. Ele cria um contraponto constante com o mocinho. Se nós temos Ethan Hunt, eles têm Owen Davian, que parece mais forte (ou mais bem protegido) que Hunt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Cumpre o que promete. O que JJ Abrams (co-autor da série &lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt; e estreante em longas-metragens) fez com Missão Impossível é louvável: um filme de ação da melhor qualidade, de longe o melhor da série.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32769815-116515979592653496?l=mimimix.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mimimix.blogspot.com/feeds/116515979592653496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32769815&amp;postID=116515979592653496&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/116515979592653496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32769815/posts/default/116515979592653496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mimimix.blogspot.com/2006/12/impossible.html' title='Impossible'/><author><name>Pedro Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11505156974726006158</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='8' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8187/3586/1600/mimimi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
